Desculpe o transtorno, precisamos falar do Flamengo.

Sim, precisamos no plural! 40 milhões de vozes empurrando a plenos pulmões, como de costume! 40 milhões de vozes que ecoam, vazam, explodem diretamente do coração!

 

Foto: torcedores.com

 

Vice-líder a um único ponto de desvantagem em relação ao líder Palmeiras, o Flamengo segue firme na luta pelo hepta Campeonato Brasileiro, ops,  luta não, GUERRA! Uma guerra inicialmente interna, passando por uma tenebrosa crise financeira, por conta de um dívida da década de 90, e que após um longo processo judicial (perdido em 2009), passou de 33 milhões, para 85 milhões de reais. Fora a polêmica “R10” envolvida em todo esse meio.

E assim, fomos nós, arrastando, sufocados, pressionados, fazendo campeonatos razoavelmente ruins, mas sempre apaixonados, entusiasmados, alucinados e por fim, sem terminar com “ados”, porém, o mais importante: CONFIANTES!

Que flamenguista nunca ouviu as famosas frases?:

“Libertadores, qualquer dia “tamo” aí!”

“Estão deixando a gente sonhar”

E a mais nova queridinha da nação rubra negra: “Tá sentindo o cheirinho de hepta?”

Apesar de pouco falado durante a temporada e das pequenas crises internas, o Flamengo, que novamente não estava em uma boa fase no Brasileirão, sagrou-se campeão da Copa do Brasil em 2013, tornando se, tricampeão deste campeonato. Entretanto, o Brasileirão continuava a nos atormentar, de 2012 a 2015 o Flamengo, terminou o ano nas 11°, 16°, 10° e 12° posições respectivamente. E chegamos em 2016, seria mais um ano na luta pra não cair ou ficando pelo meio da tabela? NÃO! Esse será, ou melhor, esse é o nosso ano.

A atual gestão do Flamengo vem a um bom tempo, visando superar a terrível crise que tanto nos assombrou e deu certo! Entre 2015 e 2016 se iniciava a transição que devolveria o foco do Flamengo ao futebol, trazendo assim, praticamente um novo elenco para o clube.  Dentre os muitos atletas que chegaram estão Marcelo Cirino, Emerson, Ederson, Alan Patrick, Paolo Guerrero, Alex Muralha, Mancuello, Cuellar, Willian Arão, Rodinei, Juan, Fernandinho, Réver, Rafael Vaz, Donatti, Leandro Damião e por último, Diego.

Outro ponto fundamental em nossa “virada de mesa” foi Zé Ricardo, que está no Flamengo desde 2012. Zé tem como característica o que muitos times fora do Brasil já adotam há alguns anos. Estudioso, aposta no trabalho conforme a capacidade de cada jogador. A torcida costuma até a brincar com a postura de Zé Ricardo frente ao time: pedimos tal substituição, ele não faz, ficamos irritados, xingamos e no fim, ele acaba fazendo o certo para o time, mas conforme a sua tática.

Como falar de Flamengo 2016 e não citar Cariacica, no Espírito Santo? Nossa casa é todo e qualquer estádio do Brasil, mas o que a torcida capixaba tem feito no estádio Kleber Andrade, é de outro mundo. Já é quase um ditado: Entrou em Cariacica, o Flamengo mete a p...

Esta última rodada foi um sinal de São Judas Tadeu de que o hepta é realidade! O Flamengo perdia contra o Cruzeiro, a invencibilidade dentro do Kléber de Andrade e assim se distanciaria um pouco mais do líder nas rodadas mais preciosas de todo o ano. Depois de um primeiro tempo apagado, o Cruzeiro abriu o marcador e nossos corações saltaram pela boca, mas raposa nenhuma inibe esse cheiro forte! O empate veio e junto com ele, a virada em 5 minutos.

Foto: https://esporte.uol.com.br/futebol/times/flamengo/

 

E agora, a guerra é dentro de campo, os últimos confrontos serão contra: São Paulo, Santa Cruz, Fluminense, Internacional e Corinthians. Olhar apenas pra cima e vencer, vencer, vencer.

Não existe no mundo, música mais direta, o nosso hino é em todas as suas palavras, auto-explicativo: Me maltrata, me arrebata, mas, eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo e Flamengo até morrer, eu sou!

por Bárbara Lima