DESENCANTOU!

Depois de disputar duas rodadas fora de casa, o Brasil reencontrou sua torcida e também os três pontos, finalmente. Jogando na tarde do feriado do trabalhador (01), o Xavante derrotou o Figueirense pelo placar de 1x0 e conquistou sua primeira vitória na Série B do Brasileirão. Lamentavelmente, os catarinenses não foram os únicos adversários na tarde marcada por uma arbitragem duvidosa.

 

(Foto: Jonathan Silva / GEB)

 

O clima que cercava a partida desta terça já começou a esquentar no dia anterior, quando foi divulgado pela imprensa local que Alisson Farias havia sido afastado do time por questões disciplinares. O atleta teria tentado abandonar a delegação no retorno para Pelotas após a última partida e desrespeitado membros da equipe. É um ótimo jogador mas não precisamos de ninguém aqui que não queira realmente vestir a camisa.

Mas vamos falar de coisa boa? Mais uma vez, falaremos de reencontros. O Brasil contou com o retorno de nomes importantíssimos para enfrentar o Figueirense. O capitão Leandro Leite e Calyson voltaram ao time após uma passagem pelo departamento médico. Mas o retorno que merece ter mais destaque e ser enaltecido fica por conta dele: Itaqui. Mas vamos por partes, pois em breve ficará claro o porquê.

O primeiro tempo rubro-negro foi consistente, principalmente se compararmos à atuação dos jogos anteriores. Todos sabemos da força que o time catarinense tem, mas o Brasil não se apequenou diante disso. Quando tinha a bola no pé, sabia encontrar seus espaços no meio de campo, trabalhar bem as jogadas e assustou muitas vezes a defesa adversária. E sabe quem foi um dos grandes responsáveis por isso? Aquele cara que eu citei acima.

O retorno de Itaqui modificou completamente a forma do Brasil jogar. Não era nenhum exagero quando nós torcedores lamentávamos sua ausência e rezávamos para que sua recuperação acontecesse logo. O jogador organizou o meio de campo, ajudou o time taticamente e ainda deu mais de um chute a gol. Só peço uma coisa, Itaqui: não abandona a gente não! Hoje mais do que nunca ficou claro a falta que tu faz.

Lamentavelmente, nem tudo foram flores. Precisamos falar também da arbitragem. Até quando o Brasil vai precisar jogar contra doze? Até quando eu vou ter que ver um juiz distribuindo gratuitamente cartões amarelos ao meu time enquanto o adversário faz falta à revelia e não recebe nada? Até quando eu vou ter que ver uma arbitragem que favorece o adversário como se julgasse que o meu time é “pequeno”? O meu Brasil é gigante e a nossa vitória provou isso.

 

(Foto: Jonathan Silva / GEB)

 

O único acerto do juiz foi o pênalti que originou o gol rubro-negro. Aos trinta e seis minutos, Welinton Júnior foi derrubado na área, e vocês pensam que outra pessoa ia bater? Nada disso, ele chamou a responsa e foi pra cobrança convertendo no gol da vitória Xavante. Podem tentar nos prejudicar, mas aqui não! No caldeirão, ninguém ganha do Brasil. Nem com ajudinha dos jogadores vestidos de amarelo.

O Xavante queria mais e seguiu atacando, criando boas chances mas aqui vale o destaque para um dos últimos lances do primeiro tempo: Lourency tabelou com Calyson e largou este último na cara do gol mas infelizmente ele bateu no defensor. Eu já falei sobre isso no texto passado mas não custa repetir: esse é o tipo de gol que não pode perder. Somente isso, nada mais a declarar.

O futebol rubro-negro caiu de rendimento no segundo tempo. Não era mais tão efetivo, se perdeu um pouco nos passes e em determinado momento me fez perguntar se o Clemer estava fazendo o pessoal passar fome no vestiário para ter tanto fominha dentro de campo. Não custa levantar a cabeça e olhar para os coleguinhas antes de fazer o passe, vamos combinar.

O Brasil ainda terminou o jogo com um a menos quando Collaço foi expulso após parar um contra-ataque do time catarinense. Na minha opinião, nosso lateral foi somente na bola e não no atleta do Figueira mas chega a ser redundante falar que a arbitragem é duvidosa. Porém, não importa. O apito final soou e a primeira vitória do Brasil na Série B e em sete jogos foi decretada. Desencantou!

 

Pra fechar, rapidamente!

Como falei no texto anterior, o retorno dos desfalques fez a diferença! Mas eventualidades acontecem e precisamos sempre ter peças de reposição.

Na ausência do indisciplinado Alisson Farias, Welinton Júnior fez o dever de casa direitinho. Rafael Vitor não pode ser titular, pelo amor de tudo que é sagrado. Se eu colocar minha avó para jogar no lugar dele, vai parecer menos perdida do que o zagueiro estava em campo.

De resto, conquistamos os primeiros três pontos e agora é dar continuidade ao trabalho!

 

(Foto: Jonathan Silva / GEB)

 

FICHA TÉCNICA DO JOGO

 

Escalações:

Brasil: Marcelo Pitol; Éder Sciola; Rafael Vitor (Leandro Camilo); Heverton; Bruno Collaço; Leandro Leite; Itaqui; Lourency; Calyson (Kaio); Michel (Willian Machado); Welinton Júnior. Técnico: Clemer.

 

Figueirense: Denis; Diego Renan; Nogueira; Eduardo Bauermann; Guilherme Lazaroni; Zé Antônio; Abuda (João Paulo); Gustavo Ferrareis; Daniel Costa (Jorge Henrique); Felipe Amorim (Maikon Leite); Henan. Técnico: Milton Cruz.

 

Gol: Wellinton Júnior (36min) do primeiro tempo.

 

Cartões amarelos: Sciola, Collaço, Leandro Leite e Calyson pelo Brasil; Zé Antônio pelo Figueirense.

 

Cartão vermelho: Bruno Collaço pelo Brasil.

 

Por Alice Silveira