Dia da Paixão Palmeirense: dia de vencer Derby!

Copo atirado por torcedor em clássico pode complicar Palmeiras no tribunal

(Fonte: UOl esporte)

Foi há 23 anos, em 12.6.1993, que saímos de fila de títulos e batemos o maior rival por 4 a 0. Podemos falar agora, que foi em 12.6.2016 que o Palmeiras cumpriu mais uma etapa para ser o campeão brasileiro de 2016!

Clássico é clássico e quando se trata de Palmeiras e Corinthians é show de bola garantido. As duas equipes protagonizaram um primeiro tempo equilibrado. Gabriel Jesus, como vem virando hábito, teve grande chance no inicio do jogo, mas não conseguiu colocar a bola dentro da rede.

O primeiro tempo teve oportunidades iguais para os dois times, ambos apertando a marcação o que dificultava o toque de bola do adversário. Mas foi na etapa complementar que o Palmeiras voltou matador em campo. Com a pontual alteração feita pelo comandante Cuca, a entrada de Cleiton Xavier no lugar de Roger Guedes, o Palmeiras fez o gol da vitória aos 3 minutos do segundo tempo.

O segundo tempo foi até injusto com o Palmeiras em relação aos gols da partida, foram muitas oportunidades desperdiçadas. Faltou, talvez, um pouco de frieza dos jogadores nas finalizações; Gabriel Jesus foi o que mais desperdiçou chances do lado alviverde.

Palmeiras dominou o segundo tempo e qualquer pessoa que entenda minimamente de bola deve reconhecer isso, foi superior ao Corinthians e mereceu a vitória. Quase a totalidade da segunda etapa se passou no campo defensivo alvinegro. Verdade também que o Corinthians chegou alguma poucas vezes com perigo ao gol alviverde, como uma bola na trave de Christian que só não entrou graças a forte prece dos torcedores alviverdes que não queriam ver o 12 de Junho estragado.

Clássico é clássico e sem polêmica não seria clássico. Em polêmico lance envolvendo o corintiano Felipe, Fernando Prass e Thiago Martins, o arbitro apitou e parou o jogo por entender que houve falta do corintiano. Após o apito, o volante Bruno Henrique jogou a bola dentro do gol de Prass, mas já não valia nada, pois a jogada já tinha sido paralisada.

Vitória merecida no derby, com sabor de história, com alegria de comemorar mais um 12 de junho ao lado do nosso maior amor: o PALMEIRAS!

Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

(fonte: ESPN)

Cuca mostrando sua inteligência

 

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(Fonte: Corredor alviverde)

Foi preciso três minutos do segundo tempo para que a substituição feita no intervalo pelo comandante alviverde desse a vitória ao verdão. Cleiton Xavier pegou rebote de bola e fez gol de cabeça. Seria sorte do treinador e do atleta, senão estivéssemos falando de Cuca.

Nos últimos jogos o comandante tem feito sempre prudentes e cirúrgicas substituições, ainda no intervalo da partida ou logo após o inicio da etapa complementar, substituições essas que sempre melhoram o padrão de jogo do Palmeiras e tem tornado fatal os 15 primeiros minutos do segundo tempo, consagrando a vitória Palmeirense.

Por isso, não acredito que tenha sido sorte do Cuca a substituição do Cleiton que fez o gol, isso se chama leitura de jogo. Os últimos jogos do Palmeiras tem sido desta maneira, um primeiro tempo mais truncado ou sem uma atuação brilhante palmeirense. No segundo tempo o Palmeiras sempre entra com uma ou outra alteração que transformam a atuação da equipe.

Importante ainda destacar os números do técnico dentro de casa, foram até aqui 5 jogos, 5 vitórias, 13 gols marcados e nenhum gol sofrido. Tornou o Allianz Parque um verdadeiro caldeirão verde e branco.

Para aumentar ainda mais, o Palmeiras tem o melhor ataque do campeonato até aqui, média de dois gols por partida.

O técnico mudou o discurso, antes falava que ia brigar pelo título, agora ele já fala que está brigando por uma vaga na Libertadores, para diminuir a pressão. Até eu que tenho a alma da turma do amendoim dentro de mim, tenho que admitir que este time está nos deixando sonhar muito com o título. A equipe teve uma sequência contra fortes adversários do campeonato: Fluminense, São Paulo Grêmio, Flamengo e Corinthians. Dos 5 embates o Palmeiras saiu vencedor de 4, o que vem mostrando cada vez mais a força alviverde.

Comandante, queremos essa taça!

23 Anos do 12 de Junho - Dia de celebrar a paixão Palmeirense

 

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(Fonte: Palmeiras da Depressão)

Ontem era nosso dia e o Universo sabia disso, a vitória do clássico apenas confirmou essa mística. Foram 16 anos de amargo jejum sem erguer uma taça que se encerrou contra o Corinthians em goleada por 4 a 0, lá em 12 de Junho de 1993.

Desde então esse ficou conhecido como o dia da paixão palmeirense, aliás temos essa mística com o 12. Coincidência ter novo clássico contra o rival no mesmo dia 12? Talvez sim, só serviu para confirmar a nossa mística com o 12 de Junho.

Faz tempo que o dia 12 de junho não é dia dos namorados para o palestrino ou palestrina, dia 12 de junho é dia celebrar o amor da torcida que canta e vibra por essa coisa maravilhosa que é o Palmeiras em nossas vidas.

A vitória ajudou a coroar a homenagem feita pelo clube aos atletas daquele 12 de junho de 1993, com direito a repeteco da batida de pênalti do matador Evair. É... História é pra quem tem e graças a Deus temos muita história!

Teve falta sim e se reclamar tem impedimento também!

Aquele que seria o gol de empate corintiano em polêmica aos 49 do segundo tempo começou impedido. Claramente Felipe, que participou da disputa de bola, estava impedido:

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(Fonte: Corredor alviverde)

Senão bastasse, houve falta do Felipe em cima do Fernando Prass sim! Prass estava com a bola dominada, quando foi encostado no braço e na mão pelo corintiano. Como Thiago Martins estava na disputa com o Felipe, no choque caiu e derrubou o Prass.

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Vou reproduzir aqui as palavras do Prass que hoje no twitter disse: Respeito a opinião de todos, mas isso não foi falta???

Queria ver se o lance fosse com o goleiro Walter, qual seria versão corintiana. No mais, os corintianos ao invés de tanto chorarem por um suposto gol perdido (o que não ocorreu, porque o árbitro já havia apitado e paralisado a partida antes do Bruno Henrique mandar a bola para o gol), deveria ver como o time foi dominado, sobretudo no segundo tempo e nem de longe merecia o empate no clássico, pelo contrário, mereceria perder por placar maior.

Clássico com torcida única: quem perde é o futebol

Foi realmente lindo ver quase 40 mil vozes uníssonas apoiando o Palmeiras e cantando em um único sentido. Mas torcida única mata o futebol. A graça de ir ao estádio, duelar na cantoria com a torcida rival, de apoiar o time contra o adversário... Tudo isso se perde por conta dos mesmos baderneiros e criminosos de sempre.

A decisão da justiça de São Paulo está acabando com o futebol. Mas a culpa está nesses pseudo torcedores que não vão ao estádio para torcer, mas sim para bater e matar pessoas só porque usam uma camisa de cor diferente. Violência no estádio é uma questão de segurança pública e não de torcida.

Infelizmente existem criminosos infiltrados nas torcidas que vem causando as cenas lamentáveis dos últimos anos. Cabe a polícia militar identificar essas pessoas e esses sim serem impedidos de entrar em um estádio e até mesmo permanecer nos arredores em dia de jogo para o resto da vida.

O problema não é a arquibancada. O último clássico entre Palmeiras e Corinthians realizado no Pacaembu que fulminou nesta decisão da justiça de São Paulo, não teve uma confusão no estádio ou arredores, mas confusão a quilômetros de distância do local do jogo...

Quem perde é o futebol.


Marcela Permuy