DORMINDO NA ZONA

 

 

Até dói escrever isso, mas comentar derrotas do Atlético não é mais novidade, virou algo comum.

É clichê também dizer que o Diniz inventou moda, que colocou lateral na zaga, zagueiro na volância, centroavante na ponta, atacante na ala direita e que na entrevista pós derrota elogiou o time, afirmando que foram muito bem (WTF?!).

Dito isso, passo à análise da partida entre Atlético e Sport que ocorreu ontem (06) da Ilha do Retiro, em Recife.

 

 

COMO FOI O JOGO

De camisa laranja, o Atlético iniciou a partida com Santos; Wanderson, Thiago Heleno e José Ivaldo (Bruno Guimarães);  Marcinho, Lucho Gonzalez, Camacho (Bill) e Carleto; Raphael Veiga, Nikão (Bergson) e Pablo.

Foi a primeira vez que Deivid (coquinho) enfrentou o Atlético, após ficar por 12 anos no Clube.

 

 

Foto: Paulo Paiva

 

 

O Sport foi melhor em campo durante toda a partida, criando as melhores oportunidades e só não fazendo mais gols por deficiência de suas próprias finalizações.

Como previsto, com duas equipes jogando de forma bastante diferente, o primeiro tempo foi morno e, novamente, a posse de bola não foi o fator determinante para conseguir uma vitória, visto que o time do Atlético não avançava da intermediária e não conseguia penetrar na defesa pernambucana que começou bem fechada.

Nem mesmo as substituições de Zé Ivaldo por Bruno Guimarães, Lucho por Bill e Nikão por Bergson mudaram a cara do jogo. Nikão, inclusive, não gostou da substituição aos 6 minutos do segundo tempo e fez cara feia para o técnico.

Aos 13 minutos da segunda etapa, chutando da intermediária, Felipe Bastos marcou um golaço em Santos, que sem chance, após o belo chute do volante do Sport, caiu ao chão.

A melhor chance do Atlético – acredite – aconteceu aos 38 minutos do segundo tempo, após cobrança de escanteio de Carleto, Pablo mandou de cabeça para defesa de Magrão.

Novamente, o Atlético mostrou dependência das bolas paradas de Carleto que dessa vez não chegaram com nenhum perigo à meta do Sport. Aos 47 minutos, Lucho deu uma bela furada na bola após receber cruzamento de Marcinho dentro da área.

Sem chance para o empate, o Furacão amargou mais uma derrota, terminando em 17º lugar no campeonato - na zona de rebaixamento - enquanto que o Sport assumiu a vice-liderança temporária.

Os cartões amarelos saíram para Thiago Heleno, Zé Ivaldo e Bergson do Atlético, e Deivid e Ronaldo Alves do Sport.

Em entrevista pós jogo, o técnico Fernando Diniz teve a coragem de dizer que o gol de Felipe Bastos foi improvável e que não se sente pressionado: “Tranquilo com o trabalho eu sempre fico. Não está vinculado aos resultados. Hoje eu não tenho o que falar do time, o time fez uma partida muito boa contra um adversário difícil”, afirmou.

 

 

QUAL A SOLUÇÃO?

Remi Tissot, narrador da Rádio CAP chegou a comentar que a saída do técnico talvez fosse a solução.

Em entrevista, Mario Celso Petraglia afirmou que o Atlético pode cair que o Fernando Diniz não sai, e que o treinador tem todo o seu respaldo.

Será que o ego de um homem que se diz estar dono do Clube é maior do que sua vontade de fazer dinheiro? É evidente que do jeito como está o time não passará pelo Cruzeiro na Copa do Brasil, em cujo confronto já está em desvantagem, muito menos passará pelo Peñarol na Sula, perdendo, por óbvio, dinheiro.

Estou quase convencida de que o projeto de MCP não era “Campeão Mundial em 10 anos”, mas “Série B em 3”. Se o São Paulo ganhar do Furacão em plena Arena – cujo tabu completará 20 anos no ano que vem, A PARADA VAI FICAR SÉRIA.

 

 

Por Daiane da Luz