Duelo empatado

 

 

Empate sem gols foi o resultado final da primeira partida entre Botafogo e Flamengo. Um jogo morno, sem muitas chances de gol e com uma arbitragem querendo roubar a cena. Nesse jogo, já deu pra notar uma pequena melhora da equipe, dá pra se ver triangulações e esquema tático. Com Márcio Araújo no banco, Cuellar iniciou a partida e foi eleito o melhor do jogo pela CBF.

 

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Foto: Gilvan de Souza - Flamengo

 

 

PRIMEIRO TEMPO

 

O primeiro tempo começou com as equipes se “respeitando” e se “estudando” muito. Felipe Vizeu preocupou a torcida nos minutos iniciais, quando aos 4’ de jogo passou a sentir dores, mas permaneceu no jogo até o final. O primeiro ataque surgiu aos 16’, Everton cobrou falta na área, Rever subiu e cabeceou, mas Gatito conseguiu segurar. O Flamengo mantinha a posse de bola, só não conseguia chegar com eficiência ao gol adversário. Com essa ineficiência no ataque, o Botafogo conseguia chegar com perigo ao gol do Flamengo. O primeiro lance foi aos 26’ em um ataque de Roger, que foi desarmado e outra aos 27’ em um voleio de Bruno Silva. O rubro-negro carioca só voltou a chegar com perigo ao gol adversário aos 44’. Rodinei levou a bola até a linha de fundo e cruzou para a área, Berrio chutou mas o goleiro alvinegro conseguiu segurar. Nesse último lance, a pergunta que não quer calar: Por que o auxiliar levantou a bandeirinha depois de todo o lance ter acontecido? O que ele estava sinalizando?

 

SEGUNDO TEMPO

 

A segunda etapa se iniciou e o Flamengo tinha maior posse de bola e tomava as primeiras iniciativas. Aos 9’ Everton sofreu falta na entrada da área quando puxava contra-ataque. Diego cobrou a falta com categoria e a bola explodiu no travessão de Gatito, que só olhou. O jogo ainda permanecia morno (chato), até que aos 22’ Berrio tocou para Everton que cruzou para Diego, o meia resvalou na bola que bateu na zaga adversária e saiu pela linha de fundo. Rueda resolveu mexer, tirou Berrío que sentia o tornozelo em uma falta que recebeu em um lance anterior, e colocou Marcio Araújo e na sequência tirou Everton e colocou Vinicius Jr, porém não ficou muito tempo em campo, pois a arbitragem resolveu mais uma vez roubar os holofotes. Aos 36’ Alex Muralha saiu pra defender uma bola na área, acabou se embolando com o zagueiro alvinegro Carli e Anderson Daronco resolveu dar cartão vermelho aos dois, lance esse que no máximo era para cartão amarelo. Como Carli já tinha cartão amarelo, chegamos a conclusão que Daronco não quis se comprometer e deu cartão vermelho a ambos. Para colocar o goleiro Thiago, Rueda tirou Vinicius Jr. mesmo tendo a opção de tirar Felipe Vizeu, mas o “professor” prefere manter o atacante. No desenho de jogo, ele mantem o cara que tira a bola adversária no primeiro pau. Com as expulsões o jogo seguiu pior que antes (chato), até o apito final.

Até então, fazendo uma partida regular, o goleiro Alex Muralha chateado com a sua expulsão e ainda sem entender,  afirmou que não teve intenção de atingir o jogador do Botafogo.

 

 

Até agora eu não entendo o motivo de eu ter sido expulso. Eu não vi o lance, mas a bola quicou, subiu e eu fui na bola. Não fui na maldade. Se vocês forem pegarem todo o meu retrospecto dentro do futebol brasileiro, eu joguei no Japão e não sou um cara maldoso. Se eu fosse um jogador maldoso, ele poderia me expulsar. Mas eu fui na bola e não fiz nada. Estou com a consciência tranquila. Creio que estragou o jogo, sim. O jogo estava bem disputado. Mas já foi e não vai voltar mais atrás. Agora precisamos focar nos próximos jogos. 
Fonte: SporTV

 

 

O segundo jogo é na próxima quarta-feira (23/08), no Maracanã. O Botafogo tem a vantagem de qualquer empate com gol. Com o goleiro Alex Muralha expulso e Diego Alves não podendo jogar, o titular é Thiago e seu substituto o jovem Gabriel da base. Pois o goleiro Cesar foi banco no jogo da Ferroviária.

Em sua primeira coletiva após uma partida, Rueda falou com otimismo em relação à postura da equipe.

 

 

Vamos estar no nosso estádio, esse jogo (contra o Botafogo) e o comportamento do Flamengo são uma reação anímica do time e um suporte após a partida do fim de semana passado.

Fonte: globoesporte.com

 

 

Perguntado sobre uma possível utilização do atacante Guerrero na próxima partida, Rueda é cauteloso.

 

 

Trabalhou em dois turnos. Não vamos nos precipitar. Esperamos tê-lo semana que vem. Paolo está trabalhando em dois turnos e é reconfortante ter Paolo pronto para o jogo de volta. A motivação da semifinal ajuda, esperamos contar com eles.

Fonte: globoesporte.com

 

 

DESTAQUE

 

O que teve de morno em campo, teve de tenso e quente fora dele. A confusão começou antes mesmo do apito inicial com pedido da diretoria alvinegra de jogo de torcida única alegando muitos gastos em relação à segurança.

E não parou por aí, houve atraso de divulgação dos ingressos para a torcida rubro-negro, sendo preciso à diretoria do Flamengo fazer uma notificação ao Botafogo diante ao STJD.

Apedrejamento na chegada do ônibus do Flamengo ao Nilton Santos, torcedores alvinegros arremessaram pedras na direção do veículo, mas a polícia militar agiu antes.

Perto de a bola rolar, alguns torcedores sem ingresso tentaram invadir o setor destinado aos visitantes, a diretoria do Botafogo mandou fechar os portões, deixando mais de mil torcedores com ingresso do lado de fora. Teve spray de pimenta, tiro de borracha, muita confusão e pessoas passando mal. O portão foi novamente aberto, mas apenas um acesso, deixando bem lenta a entrada dos visitantes. Resposta alvinegra: eles deviam ter chegado mais cedo.

Nas arquibancadas os ânimos se exaltaram, torcedores do

alvinegro arremessavam copos em direção ao camarote destinado a diretoria do Flamengo. E ainda teve a injúria racial à família de Vinicius Jr. Um torcedor identificado como André Luis Moreira dos Santos, foi detido pela PM, após ataques a família do jogador rubro-negro apontando para a pele e gritando "tudo macaco".

 

 

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Foto: Globo Esporte


 

No Jecrim, o torcedor ficou se lamentando e repetindo "vocês vão f**** minha vida".

O Flamengo divulgou em suas redes sociais, uma nota sobre o acontecimento com a família do jogador rubro negro.

 

 

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Foto: Twitter Oficial do Flamengo


 

O clima tenso continuou após a partida, confrontos entre a polícia militar e torcedores organizados do Botafogo. Quando tudo parecia calmo e controlado pela PM, dois ônibus tentaram fugir do tumulto e subiram a calçada do Nilton Santos, causando mais brigas, mais tiro de borracha, mais bomba de efeito moral e mais gás de pimenta. Enquanto isso a torcida do Flamengo era mantida dentro do estádio, porém no escuro, pois apagaram as luzes. A torcida do Flamengo foi liberada e alguns torcedores botafoguenses detidos, pois teriam atirado contra a torcida rubro-negra na saída de uma das estações de trem.

Isso foi o resumo de um clássico quem vem sendo marcado por violência.

 

FICHA TÉCNICA

 

Data/hora: 16/08, às 21h45 (Brasília).

Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ).

Árbitro: Anderson Daronco (RS)

Auxiliar 1: Rafael da Silva Alves (RS)

Auxiliar 2: Elio Nepomuceno de Andrade Jr. (RS)

4º árbitro: Michael Stanislau (RS)

 

Flamengo: Muralha; Rodinei, Réver, Juan e Renê; Cuellar e William Arão; Berrío (Márcio Araújo), Diego e Everton (Vinicius Jr.) (Thiago); Felipe Vizeu.

Técnico: Reinaldo Rueda

 

Botafogo: Gatito Fernández; Luís Ricardo, Carli, Igor Rabello e Victor Luís; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, João Paulo e Matheus Fernandes (Gilson); Rodrigo Pimpão (Guilherme) e Roger (Marcelo).

Técnico: Jair Ventura

 

Rayane Almeida