Duelo Tricolor

Mesmo após a ‘goleada’ sofrida no meio da semana pelo Tricolor Paulista para o Santos, o pensamento em relação ao confronto, fora de casa, para o Grêmio, que carregava por 10 jogos a invencibilidade em sua Arena (que eu tive a oportunidade de conhecer no fim de semana passado, no jogo Grêmio x Goiás, e vi como ela é realmente bem bonita!) nessa edição do Campeonato Brasileiro era apenas um: VENCER!

Osório não mudou o posicionamento em relação ao seu método de rodízio e esquema tático, que utiliza e tanto aprecia, mesmo tendo sofrido diante de um Santos repleto de qualidade, agilidade e “competência”.Talvez hoje pudesse ser mais um show de horrores como aquele de quarta passada, onde o Tricolor parecia nem estar em campo. Mas não... Foi diferente!

Eu, como boa amante do futebol e torcedora fanática, faço de tudo pra não perder nenhum jogo do Soberano. Assisto a todos, se possível, e hoje, mais uma vez contra o Grêmio, assim como no 1º turno do Brasileirão 2015, vi o São Paulo jogando bola, aquele futebol que por algumas vezes, parece ser esquecido por alguns jogadores. E o que acontece?! Ninguém sabe! Nem eles mesmos sabem o real motivo para entrarem em campo e nada dar certo! Vi um São Paulo envolvente, querendo jogo, indo pra cima... E é disso que o torcedor gosta!

O Grêmio vive uma grande e boa fase. Não é à toa que está entre os 4 melhores times do campeonato, com 45 pontos, que poderiam ir a 48 caso tivesse vencido. E por estar vivendo essa grande e boa fase, sua vitória já era dada como certa. Mas o futebol é imprevisível – e é por isso que eu amo!  e, por ironia do destino, pela “audácia” do Professor Osório de ir com um time totalmente ofensivo, e pela competência dos jogadores tricolores, a vitória foi pro Tricolor, mas o Paulista, e não o Gaúcho, como talvez a maior parte dos mais de 46 mil torcedores esperavam que fosse acontecer.

Com Bruno e Matheus Reis nas laterais, Rodrigo Caio e Lucão na zaga, foi construída uma linha de quatro zagueiros. Breno escalado mais à frente, fazendo a “guarda”. Thiago Mendes e Carlinhos alternando no ataque, e Ganso pelo meio, mais próximo de Michel Bastos e Alexandre Pato, que atuavam pelas pontas... Assim o São Paulo conseguiu envolver o “imortal” Grêmio, que tinha seu jogo esfriado quando tentava chegar próximo ao gol do jovem Renan Ribeiro, substituto de Rogério Ceni, que está contundido e por enquanto continua fora.

Um time totalmente ofensivo, mesmo com apenas Pato de atacante em campo, apesar de Michel Bastos poder assumir essa posição também, já que é um dos jogadores que Osório pode contar como polivalente. Uma função pra ele é pouco. Ele mesmo já admitiu que gosta de participar de todos os jogos, e em diferentes posições se for preciso, e que por ele não estaria fora de nenhum (o que não pareceu quando, pela atitude infantil de sair lentamente do campo quando foi substituído, levou um cartão amarelo). E com tudo isso, um dos pontos mais marcantes do duelo tricolor foi o toque de bola do São Paulo. E é sobre isso que eu me refiro quando digo e afirmo que o São Paulo envolveu o Grêmio.

É esse futebol que o time tem que mostrar! É assim, dessa maneira, que precisa atuar em todos os jogos. Com o toque de bola rápido e preciso, que faz o time adversário ficar acuado e “perdido”. E foi isso que vi em campo no jogo de ontem... Um São Paulo inteligente, que aproveitou bem as oportunidades nos contra-ataques, com Alexandre Pato marcando o 1º gol aos 35’ da etapa inicial, e o atacante Rogério, que entrou no 2º tempo no lugar de Carlinhos, e marcou aos 45’, mostrando que veio para brigar por uma vaga de titular com Luis Fabiano, considerado o “matador”, por muitas vezes entrar e ‘decidir’ o jogo. Osório ainda substituiu Breno – que fez uma boa partida, mas não poderia ficar totalmente desgastado, já que vinha de contusão, assim como Carlinhos – por Wesley, e Reinaldo, que entrou no lugar de Michel Bastos, substituição essa que não entendi e que, para mim, não deveria ter acontecido, já que Bastos estava indo bem no jogo e Reinaldo SEMPRE deixa a desejar – E MUITO! -, sem fazer boas partidas e algumas vezes até meio que colaborando para gols dos times adversários. Depois que ele entrou, pressão total do Grêmio. Parece que ele não consegue ficar na sua posição de origem, como fez, e muito bem feito, Matheus Reis. Após uma saída de bola errada de Renan Ribeiro, já nos acréscimos, com toda aquela pressão, gol deles.

E apesar do gol dos anfitriões, o São Paulo continuou atacando até o apito final de Sandro Meira Ricci, que foi bastante criticado pelos jogadores do Tricolor Gaúcho por deixar de marcar dois pênaltis, que a meu ver, apenas um existiu. 

Com essa vitória, o Tricolor Paulista manteve a invencibilidade na Arena do Grêmio. Em três partidas disputadas em Porto Alegre, contra o ‘Imortal’, venceu duas e empatou uma. E após os 3 pontos conquistados, o Tricolor Mais Querido terminou a rodada na 5ª colocação, com 41 pontos, atrás do Flamengo que possui os mesmos 41 pontos, porém com uma vitória a mais.

O São Paulo segue na cola do G4, e não tem motivos para desistir. Agora eu pergunto: quantos times não gostariam de “estar em crise” como o Tricolor Paulista, brigando por uma vaga na Libertadores 2016?! Minha pergunta é simples, e creio eu que, pelo menos os 4 últimos colocados gostariam de ter a oportunidade de estarem brigando por uma vaga na série A do campeonato, porque o tempo tá passando e daqui a algumas rodadas, somente 16 times estarão garantidos na “elite do futebol brasileiro”.

Que venha a Chapecoense na quinta-feira, e que antes, durante e após o jogo – e que seja um espetáculo – o Morumbi esteja em festa, porque #JUNTOSSOMOSMAISFORTES!


 

Por Renata Chagas