DUPLA ELIMINAÇÃO NO GRUPO F

Apesar das chances remotas, Chile e Tailândia entraram em campo na tarde desta quinta-feira (20), na cidade de Rennes, na luta por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo Feminina de Futebol. Ambas as equipes ainda não tinham pontuado na competição e amargavam duas derrotas.

 

O time feminino chileno entrou em campo com Endler, R. Soto, Guerrero, Lara, Rojas e Urrutia, Aedo, Lopez e Saez, Zamora e Balmaceda.  Já a equipe tailandesa foi para a partida com W. Boonsing, K. Saekhun, N. Chinwong, A. Phancha, P. Khueanet, Nild, S. Srangthaisong, S. Chuchuen, O. Waenngoen, P. Sornsai e K. Sung-Ngoen.1

 

O Chile tomou as rédeas da partida logo no primeiro tempo, dominando as ações e buscando abrir o placar. Isso por que o Chile precisava de 3 gols para almejar uma classificação histórica. Uma das principais chances foi quando o Chile acertou a trave, a goleira Boonsing tentou afastar e Urrutia arriscou um chute, mas a bola foi desviada. A Tailândia também teve suas oportunidades por duas vezes com Intamee, mas mostrou a apatia de sempre. A diferença de qualidade entre as equipes ficou muito clara durante toda a partida, já que as Tailandesas praticamente viram as Chilenas jogar de camarote, sem conseguirem muita efetividade tanto na defesa, quanto no ataque.

 

Já no segundo tempo de partida, logo aos dois minutos o Chile fez seu primeiro gol em uma Copa do Mundo Feminina e abriu o placar em uma infelicidade da goleira Boonsing, que acabou jogando a bola nas próprias redes. Urrutia deu uma bela cabeçada aos 34 minutos e fez o segundo gol chileno.

 

O Chile buscou, então, o terceiro gol a todo custo, já que, assim, se classificaria. Nos minutos finais da partida, a zagueira Lara Francisca Lara teve a oportunidade de ouro para las rojitas.

Foto: Fifa.com

 

Novamente em uma falha, a goleira Boonsing fez pênalti em cima da jogadora Urrutia. Lara, então, teve a responsabilidade de converter a penalidade e levar a equipe chilena para a classificação, mas sentiu a pressão. A jogadora errou a cobrança e acertou o travessão.

 

Foto: Fifa.com

 

A partida foi encerrada e ambas as equipes deixam a Copa do Mundo Feminina de Futebol. A jogadora chilena María José Urrutia foi eleita pela FIFA a melhor jogadora da partida e marcou um dos gols de sua equipe. Em entrevista, ela se emocionou ao lembrar a trajetória das chilenas. “É o primeiro mundial feminino em que classificamos no campo, queríamos passar para a próxima fase, estou orgulhosa de cada companheira e corpo técnico, espero que isso faça continuar a crescer todo o futebol e todo o esporte feminino chileno.”

 

Do lado das tailandesas, o clima foi de reflexão. Em sua segunda participação em Copas, o desempenho foi pior do que em 2015, mas o aprendizado é ainda maior: “Sabemos que as Chilenas foram superiores e que todos os outros times do grupo eram superiores tecnicamente. Foi uma grande e importante experiência para o futebol tailandês e nós temos que compartilhar isso com as gerações mais novas e ensinar como elas podem estar melhor preparadas para disputar uma Copa do Mundo”, disse a treinadora Nuengrutai Srathongvian.

 

Foto: FIFA.com

 

A Tailândia perdeu todas as suas três partidas disputadas e, mesmo sofrendo a maior goleada da história de todas as Copas, não deixou a peteca cair. Sempre com muita simpatia, fé e vontade, as meninas que formam a equipe dos Elefantes Guerreiros (apelido das seleções da Tailândia) vão embora da França com um resultado abaixo do esperado, mas com mais bagagem e muitas lições a serem aplicadas para os próximos 4 anos.

 

A imagem da treinadora tailandesa chorando após o único gol marcado por sua equipe ficará marcado para sempre como um grande símbolo do quanto o futebol feminino é mais do que um esporte. Em cada jogadora, equipe, time ou treinadora, tem marcas de muita luta e principalmente muita vontade de crescer e tornar a modalidade um esporte mais valorizado.

 

Chile e Tailandia se despedem, mas com a certeza de que lutaram até o final e fizeram o que foi possível. Muita honra e respeito a essas mulheres.


 

Por Rayssa Rocha e Victória Monteiro