E O FERIADO É DE PORCOS FELIZES!

 

Com mudanças estratégicas e cheias de ousadia, o Palmeiras mostrou consistência em campo e venceu o Fluminense.

 

Foto: esporte uol

 

A casa estava lotada e em festa como sempre! A torcida mais fanática do mundo, já estava lá fazendo a sua parte. O Palmeiras entrou em campo ao som de gritos apaixonados "Ôooo Vamos ganhar Porcooooo"

Todo mundo sabia que o resultado daquela noite tinha que ser a vitória, mas ninguém tinha dúvidas de que seria um jogo duro. O time de Levir Culpi é conhecido pela forma rápida com que envolve o adversário e pela força individual de bons jogadores no seu elenco.

O Fluminense entraria em campo para complicar a lição de casa. E dito e feito, no primeiro tempo o Verdão não conseguiu render aquilo que se esperava e o esquema do time carioca bem montado no meio de campo, segurou a ofensiva alviverde.

Algumas chances aconteceram, mas foram pouco efetivas. Aos 18 minutos, Roger Guedes avançou pela direita e arriscou um chute, mas a bola subiu demais. Aos 23, o goleiro tricolor deixou a bola escapar numa defesa e o oportunista Dudu foi atrás dela e quase conseguiu dominar.

Mas o Fluminense seguia melhor, criando oportunidades nos erros do Palmeiras.

No final da primeira etapa, o coração verde e branco quase saiu pela boca, quando Gum cruzou para área e Cícero ajeitou para chegada de Fred, que ficou cara a cara com Fernando Prass. E disparou.

A torcida visitante já havia se levantado para comemorar e os donos da casa já se lamentavam... Mas existe uma parede protegendo o gol palmeirense. O nome dele? Fernando Gigante Prass! Numa defesa espetacular (mas qual defesa dele, não é?) e quase impossível, ele afasta a bola, que ainda sobrou de rebote para o próprio Fred. Mas na segunda tentativa ele também erra, chutando a bola para cima do gol de Prass.

Junto dos hot-dogs e das batatinhas do intervalo, pensamentos torturavam a cabeça da torcida palmeirense. Algo precisava mudar para que o time pudesse se desvencilhar da marcação e diferente do jogo contra a Ponte Preta, transformar possibilidade, em finalização. Mas o quê?

Ainda tentando digerir os petiscos e as dúvidas, a torcida foi surpreendia pelas alterações do ousado Cuca. As substituições, no mínimo estranhas, deixaram o torcedor atônito.

O time entraria para a segunda etapa, completamente diferente. Tchê Tchê foi deslocado do meio de campo, para a lateral. Alecssandro entrou no lugar de Cleiton Xavier, que não havia rendido muito. Moisés, no lugar de Egídio, faria companhia para Mateus Salles no meio de campo. E Dudu, jogaria centralizado.

Não foi fácil entender a equação. O que afinal de contas, o técnico alviverde queria com aquele cenário nada convencional?

Mas a matemática de Cuca deu certo!

Aos 12 minutos, Dudu cobrou uma falta, colocando a bola na área e o predestinado Vitor Hugo achou a redonda e não perdoou! Cabeceou para dentro das redes! A tradicional cambalhota e os gritos ensandecidos da torcida palmeirense, ainda surpresa, encheram o Allianz Parque.

E não parou por aí. O grito do primeiro gol ainda ecoava, quando dois minutos depois, o time fez uma bela jogada, que acabou com final muito feliz. Roger Guedes tocou na lateral para Jean, que viu Alecsandro bem posicionado. Com um chute rasteiro e muito preciso, ele coloca a bola nos pés do atacante, que fuzila o goleiro Cavalieri.

O torcedor fez a Arena Palmeiras quase vir abaixo, numa comemoração, agora, sem dúvida nenhuma: um 2x0 rápido, mas muito consistente.

As mudanças propostas por Cuca e bem executadas pelo elenco, deram o resultado positivo ao Palmeiras e a antiga e incômoda sensação de que alguns gols eram fruto da sorte, foi completamente afastada, dando lugar à certeza de que estamos no caminho certo.

"Um time grande, quando tem 20 jogadores de nível alto, tem que saber lidar da melhor maneira possível, treinar todos iguais, para que durante o jogo possam fazer como fizeram hoje, mudando a cara do jogo. Você trocar seis por meia dúzia, em um jogo em que não está criando nada, não é aceitável", disse Cuquinha, irmão e auxiliar do técnico Cuca.

O Fluminense tentou correr atrás do prejuízo, mas estava desorganizado e ainda tentando entender a mudança tática executada pelo adversário. O Palmeiras à essas alturas, afrouxou um pouco, dando muito espaço para a reação do time carioca, postura que, apesar de ser normal quando o placar é favorável, é inadmissível. Foi justamente nesse momento, que o time das Laranjeiras, cresceu um pouco e teve algumas chances de fazer o seu gol.

Mas esse erro não chegou a comprometer o jogo. O Palmeiras administrou a vitória, mas seguiu vivo na partida. A conta de Cuca bateu, somou mais três pontos e o Palmeiras está em segundo lugar na tabela.

Os Porcos estão felizes, mas também estão esperançosos. Conseguiram constatar que o mais importante está sendo feito. Não adianta apenas arrancar bem, é preciso criar uma estabilidade.

O Brasileirão com os seus pontos corridos requer isso: o difícil desafio de se manter bem ao longo de todo o caminho.

E disso, o nosso comandante tem mostrado, que entende muito bem.

 

Por Alê Moitas