É VENCENDO QUE SE CONQUISTA

Após três jogos sem vencer sob o comando de Doriva, o São Paulo vai até o Sul enfrentar o Coritiba de Ney Franco, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, nesse domingo, 25 de outubro, às 17h (horário de Brasília), no Estádio Couto Pereira.

Com missões distintas no campeonato, apenas a vitória interessa para os dois clubes. O Tricolor, o 6º colocado na tabela, com 47 pontos, quer se reerguer e vencer, e continuar em busca da 4ª vaga na zona de classificação para a Libertadores, ocupada pelo rival Santos, que possui dois pontos a mais, estando com 49. Já o Coxa, com 33 pontos e o primeiro na zona de rebaixamento, em 17º lugar, precisa vencer, e ainda torcer por um tropeço do Avaí... Só assim conseguirá dormir fora do Z4 nessa rodada.

De olho nos 3 pontos, houve um trabalho regenerativo no CT da Barra Funda, comandado pela comissão técnica após o clássico contra o Santos, que ocorreu na quarta-feira, pelo duelo de ida das semifinais da Copa do Brasil. Dando continuidade ao cronograma da comissão, Anselmo Sbragia (preparador físico) e Eduardo de Souza (auxiliar), fizeram um complemento físico-técnico, onde parte do elenco treinou com bola, utilizando uma pequena parte do gramado, e em seguida, uma atividade de fortalecimento muscular e alongamento foi supervisionada por Sbragia. Ao mesmo tempo, Doriva comandou a outra parte do elenco no campo ao lado, exigindo que os atletas tabelassem entre si, e os goleiros aprimorassem a saída com os pés, se revezando na linha. Além disso, boa parte dos jogadores deu atenção especial às finalizações, fechando assim o penúltimo treino, nessa sexta-feira (23), antes de partirem para o Paraná.

Nos últimos dias, depois de dar declarações um tanto quanto polêmicas a respeito do estilo de jogo do ex-treinador Juan Carlos Osório, Doriva confia em si mesmo, não dá o braço a torcer e nem joga a toalha, deixando claro que o seu trabalho é bem diferente daquele usado pelo professor. Sendo assim, o técnico relacionou 20 jogadores para o confronto deste domingo, e vai em busca de sua 1ª vitória no comando tricolor.

A formação que foi a campo contra o Santos, durante a semana, deverá ser mantida, com alterações apenas na lateral e no ataque, já que Doriva não poderá contar com os laterais Carlinhos (estiramento na panturrilha esquerda) e Matheus Reis (expulso no jogo contra o Vasco da Gama), o zagueiro Breno (que apesar de já ter iniciado o processo de transição do Reffis para o campo, ainda não está à disposição do treinador), e o atacante Luis Fabiano (dores musculares). Dessa maneira, possivelmente veremos no gramado do Couto Pereira, a seguinte escalação: Rogério Ceni no gol; Bruno e Reinaldo nas laterais, acompanhados de Lucão e Luiz Eduardo como dupla de zaga; como volantes, Rodrigo Caio e Thiago Mendes; Ganso como meia-armador; Michel Bastos, Rogério e Alexandre Pato no ataque.

Pelo lado alviverde, sem poder contar com o zagueiro Leandro Silva (suspenso), e o lateral-esquerdo Juan (em recuperação por conta de uma torção no tornozelo), uma das possíveis escalações de Ney Franco poderá ser: Wilson; Ivan, Rafael Marques, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Cáceres, Lúcio Flávio e Ruy; Kléber e Henrique Almeida.

Se vencer, o Coxa evitará igualar sua pior sequência no Brasileirão, onde já amargou 5 derrotas consecutivas, entre a 3ª e a 7ª rodada, quando perdeu para as equipes do Sport, Avaí, Fluminense, Internacional e Flamengo.

O árbitro Marielson Alves da Silva, juntamente com os assistentes Elicarlos Franco de Oliveira e Marcos Welb Rocha de Amorim, todos com registro na Federação Bahiana de Futebol, irão compor o trio de arbitragem do confronto.

Que neste domingo, o Tricolor possa entrar focado em campo, sem a pressão de ter conquistado pouquíssimas vitórias longe de casa. Que os jogadores lembrem que precisam jogar com raça, força de vontade, buscando resultados. Fazer gols e não achar que o jogo está vencido, partir pra cima e ampliar o placar... E é somente vencendo, que o São Paulo vai conseguir conquistar os 3 pontos e seguir na disputa, até o dia 6 de dezembro, após o apito final.

 

Por Renata Chagas