Em 2009 os perdemos, em 2013 os honramos!

 

 

UM JOGO PARA LAVAR - LITERALMENTE - A ALMA!

 
 

Como torcedora do Grêmio Esportivo Brasil, foi difícil escolher o jogo mais emocionante que já assisti. Nos últimos anos, o Brasil está dando bons e revigorantes motivos para o sorriso do torcedor estar largo. Desde a chegada do atual técnico Rogério Zimmermann, foram diversos acessos. Tanto em competições estaduais, como também em nível nacional: indo da Série D do Campeonato Brasileiro, até a atual Série B.

Escolhi o jogo Aimoré 0x0 G.E.Brasil, que ocorreu em julho de 2013. Um empate fora de casa que garantiu o título do segundo turno da Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho.

 

 

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Foto: Internet

 

 

Lembro que a torcida do Brasil, como de costume, se fez presente em grande número no estádio adversário. Eram inúmeras excursões saindo de Pelotas, naquele frio do dia 15 de Julho. Chegando lá, a chuva era muito forte. O campo estava em condições precárias. Mas a torcida, verdadeiros índios Xavantes: Fizeram uma das festas mais bonitas que já tive a emoção de viver na arquibancada. Nosso grito ecoava até os nossos representantes. Perto do término da partida, torcedores e comissão técnica já sinalizavam com as mãos que acabara o tempo regulamentar, pois sim, o nervosismo era grande para soltar o grito de “É Campeão!”, após tantas dores em 2009 e nosso injusto rebaixamento pós acidente. E então, sem que fosse possível conter, nossa torcida invadiu o campo e foi para o abraço, como é comum dizer. Para o abraço da vitória (mesmo que nesse caso tenha sido necessário apenas um empate), do sufoco vencido, do alívio, mas principalmente da saudade. Saudade do nosso maior ídolo que se por uma imprudência não tivesse perdido a vida uns anos antes, estaria ali comemorando conosco e fazendo suas flechadas. As lágrimas se misturavam com a chuva que não dava trégua, as cores rubro negras se misturavam com o barro que graças ao tempo formara, e por fim, todos ali eram um. O verde do gramado e o azul e branco do adversário, se transformaram em um mar vermelho e preto. Em índios guerreiros, em negrinhos da estação. Que por fim, foram aplaudidos de pé por alguns torcedores do Aimoré que ainda permaneciam nas arquibancadas do Cristo Rei em São Leopoldo.

Prazeres assim, nenhum outro time poderia nos proporcionar. Não há time grande ou time europeu, que chegue perto dessa paixão vivida por nós Xavantes. Peleias brabas e exitosas serão sempre inesquecíveis.

 

 

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Foto: Arquivo Pessoal

 

 

Por Giovana Bastos