Em Minas, o primeiro!

Hoje celebramos 40 anos da conquista da primeira Libertadores Celeste!

 

Há exatos 40 anos atrás, o Cruzeiro pintava a América de azul pela primeira vez, derrotando o River Plate em uma partida emocionante. Naquele ano muitos tentaram, mas não conseguiram parar a “La Bestia Negra”, como era conhecido o clube brasileiro.

 

(FOTO:imortaisdofutebol.com.br)

O ano de 1976 foi sem dúvidas um dos mais marcantes para todos os cruzeirenses. Em meio a felicidade de dar mais um passo na disputa da Libertadores, veio a tristeza, a morte precoce de um ídolo.

Roberto Batata com apenas 27 anos, vitima de um acidente de carro fatal, foi brilhar lá no céu, juntamente com aquelas cinco estrelas que carregamos no peito. A morte do amigo deu forças para os outros jogadores.

No confronto de ida da grande decisão, no Mineirão o time Celeste venceu por 4x1, mas foi derrotado por 2x1 na Argentina, forçando uma terceira partida. O estádio Nacional, de Santiago, no Chile foi o palco da final.

Com gols de Nelinho e Eduardo, a Raposa largou vencendo por 2x0. O time argentino buscou o empate com Oscar Más e Urquisa. O jogo seguiu empatado até os 46 minutos do segundo tempo, quando o juiz marcou uma falta para o Cruzeiro na entrada da área. Todos os olhares e as atenções se voltaram para Nelinho, o batedor oficial e um dos melhores batedores de falta da época. Percebendo tudo aquilo, Joãozinho, um garoto de 22 anos, passou por cima das ordens do técnico e cobrou a falta, algo que ninguém esperava, mas graças a essa ousadia, o Cruzeiro sagrou-se campeão da América de 1976.

Em entrevista ao superesportes, Joãozinho o herói do título disse:

“Eu tive maior sorte do mundo, sou um predestinado por Deus. Ninguém esperava que eu batesse aquela falta. Mas eu estava ligado no jogo. Eles tinham empatado batendo uma falta sem que o juiz apitasse. Reclamamos e ele deu o gol mesmo assim. Quando vi todo mundo preocupado com o Nelinho, o goleiro olhando dele para a barreira, o juiz também, (…) não tive dúvidas. O Nelinho tinha me falado que se passasse por cima da cabeça do terceiro homem da barreira, era praticamente gol. Acho que, mesmo que o goleiro estivesse preparado, teria sido gol de qualquer forma”.

Após a conquista, Piazza o capitão, e todos os companheiros, rezaram e ofereceram o título à Batata, que de alguma maneira estava lá com eles.

(FOTO:nacao5estrelas.com.br)

O glorioso time daquela época contava com: Raul; Nelinho, Moraes, Darci Menezes e Vanderlei; Piazza, Zé Carlos, Eduardo (Roberto Batata) e Jairzinho; Palhinha e Joãozinho. Técnico: Zezé Moreira.

 

(FOTO: esporteinterativo.com.br)

Os sentimentos que envolvem cada cruzeirense no dia de hoje, são orgulho, gratidão e saudades.

 

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Por Greicy Santos