Empate com gosto de derrota

Sejamos sinceros ou não sejamos nada: Existem condições para Cristóvão Borges seguir seu trabalho no Corinthians? O jogo entre Coritiba e Corinthians, nesta quarta feira, mostrou que não. Vindo de uma derrota para o Santos no último domingo, o Timão desembarcou em Curitiba com a recuperação em mente, sabendo que qualquer deslize custaria a vaga no G-4. E custou.

É certo que, na primeira etapa da partida, tivemos um Corinthians superior. A equipe usou de toda a potencia do seu não tão potente ataque e em muitos momentos colocou os Coxa-branca na roda. Com 14 minutos de primeiro tempo, o placar foi aberto em um cruzamento de Gustavo para Marlone. Ambos vêm se destacando nas últimas partidas por trazerem novos suspiros ao tão medíocre ataque Corinthiano.

Doze minutos depois do gol, o sentimento de “dejavu” foi coletivo entre a torcida alvinegra: Puxe na memória e coloque “gol de Marlone” e “pênalti contra o Corinthians” na mesma situação. Não precisa se esforçar muito pra lembrar da última vez em que isso aconteceu (contra o Santos, na Vila Belmiro, três dias antes). De novo. Dessa vez em um carrinho desnecessário de Fagner no atacante do Coritiba. Com Cássio, que ultimamente vem entendendo pouco da arte de fazer defesas, quem dirá da arte de pegar penaltis, não deu outra e o Timão teve que ver o adversário deixar tudo igual. Saldo final do carrinho: Gol do Coritiba e cartão amarelo suspensivo para Fagner, que não joga o clássico contra o Palmeiras no próximo domingo.

(Imagem: Daniel Augusto JR/Agencia Corinthians)

O segundo tempo foi inteiramente dominado pelo Coritiba. O Corinthians tentou hora ou outra fazer uma graça, mas nada que oferecesse tanto perigo. Não fosse a falta de eficiencia do Coxa, há três pontos da zona de rebaixamento, o prejuízo certamente seria maior. Os últimos minutos da partida foram jogadas com vantagem corinthiana em numero de jogadores em campo, o que acabou não fazendo muita diferença. Partida terminada em 1x1 com gostinho de derrota.

Cristóvão Borges, blindado em alguns dos resultados ruins do Timão, dessa vez tem muita culpa no cartório. O técnico parece pouco se importar com a forma de jogar da equipe. Se está bem, amém. Se não está, também. Não se ouve gritos, não se ouve bronca, não se ouve se quer uma tentativa de incentivo. Cristóvão é neutro o tempo todo, até no que lhe cabe. Substituições? Luxo. Vamos deixando como está. Questionado após o jogo do motivo de não ter usado todas as mudanças disponíveis mesmo com um homem a mais em campo, respondeu que “achou melhor deixar o jogo fluir”. E assim vai fluindo, fluindo, da liderança ao segundo lugar, do segundo lugar à briga pelo G-4, do G-4 à fora dele. A diretoria flui junto, pagando pra ver aonde isso para.

O próximo desafio do Timão é em casa, no próximo domingo contra o rival verde. Caso ainda tenha alguma perspectiva no campeonato, é de extrema importância pontuar nessa partida.

Vai, Corinthians!

Por Victória Monteiro – Maloqueira e sofredora, graças a Deus!