Empate na semifinal da Copa do Rei

Clássico entre Real Madrid e Barcelona terminou em 1 x 1

 

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Foto: Site oficial do Real Madrid

 

Sabe aquele jogo onde o resultado final não retrata o futebol jogado dentro das quatro linhas? Creio ser essa uma boa definição para a partida entre os dois rivais.

O Real Madrid entrou em campo com muita garra e mostrou determinação, foco e acertou em todos os fundamentos. Navas foi um paredão no gol e defendeu todas as poucas bolas lançadas pelo time catalão. Sérgio Ramos e Varane tiveram atuações impecáveis e souberam travar os avanços do ataque, de um irreconhecível Suárez. Benzema criou inúmeras jogadas ao lado do seu parceiro Vinícius Júnior.

O Barcelona? Bem, passou a jogar melhor quando Messi entrou. Ficou a impressão de que só jogam com o argentino.

O primeiro gol da equipe madridista saiu aos 6 minutos do primeiro tempo. Vinícius Júnior virou o jogo, em passe longo, para Benzema dentro da área e ele dominou e tocou para Lucas Vázquez, que se antecipou ao zagueiro e chutou. O jogo seguiu disputado e o Real valorizou a posse de bola na criação de jogadas perigosas, todas em cima das falhas e espaços abertos deixados pelo rival. Até metade do jogo, o Barcelona não ofereceu perigo.

No banco de reservas, um Leonel Messi com cara de poucos amigos, visivelmente insatisfeito com a atuação de seus companheiros. Aos 31, uma bola chutada por Rakitic bateu no travessão.

Vinícius Júnior atazanou Lenglet e Piqué, que não conseguiram se entender e pecaram na por demais na marcação. A velocidade do ataque do Real foi demais para a dupla. Sem dúvidas, o brasileiro é craque só que ele precisa ter mais visão de jogo e paciência na hora de passar a bola e finalizar. Poderia ter deixado o dele ou servido Benzema. Chances ele teve. Numa delas, chutou mal a bola e na outra foi parado pela defesa.

 

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Benzema fez outra partida nota dez

Foto: Site oficial do Real Madrid

 

O segundo tempo começou com o mesmo cenário, o Real no domínio. No entanto, um descuido bobo resultou no gol de empate do adversário, aos 13 minutos. Foi uma jogada confusa e que envolveu vários jogadores. Jordi Alba recebeu lançamento e dividiu a bola com Navas, ela sobrou para Suárez que chutou na trave. No rebote, Malcom dominou e chutou e a bola ainda desviou em Carvajal antes de entrar.

Por volta dos 20 minutos, Valverde tirou Rakitic e colocou Vidal e sacou Philippe Coutinho, em atuação muito abaixo da média, para a entrada de Messi. Solari respondeu e fez duas substituições também. Bale e Casemiro entraram para as saídas de Vinícius Júnior e Llorente.

Repito o que disse no início da resenha, foi Messi entrar para o Barcelona tirar o pé do freio e, ao menos, tentar jogar. O atacante centralizado deu trabalho e gás ao seu time já visivelmente cansado. No entanto, faltou algo na busca da virada. Valverde ainda lançou Aleñá na vaga de Malcom. O efeito Messi durou pouco. Dez minutos depois, o Real retomou o ritmo e com 36, Bale perdeu um gol feito e a chance de reverter o placar. O arqueiro Ter Stegen saiu da área e a bola sobrou para Benzema, que driblou Sêmeda, e deu passe perfeito para o galês que foi travado pelo português na hora do chute.

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Bale quase fez o gol da virada

Foto: Site oficial do Real Madrid

Minutos antes do final do duelo, Solari colocou Asensio no lugar de Lucas Vázquez e os madridistas souberam tocar a bola e administrar o placar. O resultado do primeiro jogo faz com que os merengues busquem apenas por um empate sem gols para assegurar sua vaga na final da Copa do Rei. O Barcelona precisa de uma vitória ou empate por dois gols ou mais. Outro placar de 1 x 1 leva a decisão para os pênaltis. O jogo decisivo da semifinal será disputado apenas daqui três semanas, no dia 27 de fevereiro, no Santiago Bernabéu. Valência e Bétis disputam a outra vaga.

 

Carla Andrade

Rosileide Ribeiro