Empate no Morumbi num jogo de Wendel

Equipe faz boa partida e empata com São Paulo com direito a um golaço do volante Tricolor

 

Foto de Lucas Merçon.

 

O jogo foi para lá de competitivo. De um lado, o Fluminense almejava a vitória para seguir na parte de cima da tabela. Do outro, o tricolor paulista queria espantar a má fase, fazer pontos e sair da parte do Z4. E o equilíbrio foi comprovado pela posse de bola ter sido meio a meio durante a partida.

O São Paulo começou atacando com tudo e abriu o placar com um gol de Jucilei, que aproveitou com precisão o passe de Denílson para chutar e marcar. E sua equipe reinou durante os primeiros trinta minutos. Reinou até o Fluminense encontrar seu jogo e as brechas deixadas pelo adversário. Aos 39, um cruzamento de Léo deixou Henrique Dourado em bela posição para chutar e ele o fez só que a bola passou por cima de Renan.

 

Foto Agência Globo

 

O Fluminense criou muitas boas oportunidades de empatar a partida na etapa inicial e só não chegou lá pela imaturidade de alguns jogadores que ficam afoitos na hora das finalizações. Mais uma vez, exploraram muito bem as jogadas pelas laterais.

A equipe carioca voltou sem alterações para o segundo tempo e começou com gás. E logo aos seis minutos, uma falta mudou o cenário do jogo. Em jogada ensaiada, Wendel bateu com perfeição e sem defesa para Renan. Uma falta batida a trinta metros e que chegou a 103 km por hora. Lindo gol do menino da base que fez partida exemplar.  Sobre o tento, ele disse:

“Foi um gol de sorte. Falei, rola que vou chutar e a bola entrou”.

E Gustavo Scarpa, bem melhor em campo do que no último jogo, fez uma bela jogada, aos 12 e chutou com perigo a bola que, de novo, parou nas mãos do goleiro do São Paulo.

Não entendo como um jogador novo sente câimbras mas foram elas que tiraram de campo Calazans, muito bem e campo, e Wendel, o melhor em campo.  Abel colocou Wellington Silva, que voltou ao time, e Marquinho, para desespero dos Tricolores. Não entendo esse amor. Inclusive, a torcida brinca nas redes sociais dizendo: “Namore alguém que te ame como Abel ama o Marquinho”. Nem um escanteio este querido sabe bater. Não sei lidar.

Pouco depois, foi a vez de Gustavo Scarpa sair para a entrada de Renato. E tudo ficaria até bem se um tal de Lucas Fernandes não entrasse em campo cheio de vontade de jogar bola. Com as substituições, Renato – Orejuela –Marquinhos foram os responsáveis pela marcação do meia. Inspirado, ele deu trabalho para a defesa do Fluminense e inda bem que isso só ocorreu quase no final da segunda etapa.

No geral, foi um bom jogo. Segue o baile.

 

Carla Andrade