Especial dia dos pais: Paixão que passa de pai para filho

A maioria dos brasileiros já nasce com o futebol na veia. E a tendência é que essa paixão siga aumentando com o tempo, e ao saber que você será pai é quase instantâneo vincular a sua paixão futebolística ao bebê. Os clubes dos nossos corações existem até hoje, com dezenas e centenas de anos, por um único motivo: a hereditariedade. 

Busquei pais que possuem o privilegio de poder passar sua paixão pelo Sport para seus filhos e compartilho com vocês cada um desses depoimentos, cheios de amor. 

 

Kleber Gusmao
Foto: Arquivo Pessoal

 

Kleber Gusmão, pai do Lucas: "Nasci em família rubro-negra e a minha relação com o futebol começou com meu tio. A paixão começou no berço e passei isso para o meu filho. Diante de tudo, o que me deixa mais emocionado é ver ele entoando o Cazá Cazá na Ilha do Retiro, é uma sensação inexplicável. Apesar de ter apenas três anos, ele é apaixonado pelo Sport ." 

 

Victor Arantes
Foto: Arquivo Pessoal

 

Victor Arantes, pai do Davi: "Meu pai é tricolor, mas as influências que prevaleceram foram do meu tio e do meu avô que começaram a me levar para a Ilha do Retiro. Foi amor à primeira vista. Não segui o caminho do meu pai, mas meu filho, felizmente, seguiu o meu. Ele pede para ir aos jogos, tem jogador preferido, sabe o nome da maioria dos jogadores, imita o leão, essas coisas que qualquer torcedor nato faz. Poder compartilhar isso com ele é um sentimento único. Você olha para seu pequeno ali no estádio cantando o Cazá Cazá e pensa: minha próxima geração vai continuar aqui nesse estádio, é com orgulho que vejo ele seguindo meus passos. Tiro proveito disso para me aproximar ainda mais do meu filho,  tenho certeza que ele jamais se desviará desse caminho, continuará sendo do Sport e vai ensinar a seus filhos como é bom torcer pelo maior do Nordeste."

 

rodesio
Foto: Arquivo Pessoal

 

Rodésio Fonseca, pai do João Gabriel: "Meu pai era meu grande ídolo do futebol, eu o acompanhava em suas "peladas", ele sempre me contava a história que ia treinar escondido do meu avô, junto com meu tio, nos juniores do Sport e quando foi descoberto, teve que deixar o sonho, pois meu avô considerava futebol um esporte para vagabundo. Ele conseguiu passar para mim o amor pelo futebol e pelo Sport. Quando meu filho nasceu em 2009,  o Sport disputava a segunda Libertadores e no primeiro dia de vida ele ganhou um manto sagrado. É inexplicável a sensação de ter meu filho sempre ao meu lado,  junto os três amores que tenho na vida: meu clube, meu esporte favorito e meu filho. Quando ele faz um gol e beija o escudo, vejo que o amor pelo Sport já está em seu sangue. Frequentamos muito o clube, seja nos treinos de futsal dele, seja nos jogos ou nos finais de semana que vamos ao parque aquático. A sensação é de estar sempre em casa." 

 

Marcelo Melo
Foto: Arquivo Pessoal

 

Marcelo Melo, pai da Lauren e do Lucas: "O amor pelo Sport veio do meu avô e do meu pai. Sempre fui a jogos com meu pai e meus irmãos, somos 4 rubro negros apaixonados pelo Leão, e passei isso para os meus filhos, que são alucinados pelo Sport. É muito gratificante viver isso, chega a emocionar, ver meu filho pedindo pra vestir a camisa do Leão. Por eu morar nos EUA, procuro sempre estar vestido com as camisas do Sport e dia de jogo é sagrado, tenho que estar em casa para assistir, e visto as duas crianças com os uniformes do Leão e ficamos vendo o jogo juntos. Pretendo os levar ano que vem para conhecer a Ilha do Retiro em dia de jogo. Apesar de serem americanos, eles carregam no sangue o fervor do amor pelo Leão da Praça da Bandeira." 

 

Junior Araujo
 
Foto: Arquivo Pessoal

 

Junior Araújo, pai do Matheus: "Meu amor pelo Sport veio do meu pai. Ele além de rubro-negro apaixonado, também trabalhou como técnico de Atletismo e depois como Superintendente de Esportes Amadores. Cresci dentro do clube. Meu pai me "ensinou" a torcer. Desde pequeno, me dizia jargões que aprendemos na nossa torcida como: "Existem duas torcidas. Uma torce a favor e a outra contra o Sport". A "chatice" rubro-negra herdei dele. Tudo que aprendi, repasso para meu filho. Ele nasceu no dia 12 de Fevereiro de 2012. Era um domingo e como não havia cartório aberto, no dia seguinte, registrei ele e segui direto para o Sport, torná-lo sócio. Hoje ele é atleta do hóquei do Leão e desde os 3 anos aprendeu a patinar. Ele já entrou de mascote e é fã de Durval, Magrão e DS87. Me emociona muito ver ele cantando o hino, puxando o Cazá Cazá nos aniversários e conversando comigo sobre futebol." 

Os depoimentos mostram que além de apoiar o clube incondicionalmente, torcendo em qualquer lugar do mundo, em qualquer amistoso ou final,  os pais também tem a missão de perpetuar esse amor. E existe forma melhor do que passar o bom exemplo aos filhos? Assim, tornamos nosso time um pouco mais imortal. 

Beatriz Cunha