ESSA VERGONHA AÍ, PASSOU NO DÉBITO OU NO CRÉDITO PALMEIRAS?

Em mais uma partida de doer os olhos, de tão feio que foi o futebol apresentado, o Palmeiras recebeu o Grêmio no Allianz Parque e foi derrotado por 2 a 1. Entregou o título de forma antecipada, perdeu a segunda colocação, a invencibilidade de 31 jogos sem perder em casa no Brasileirão, e o resto da dignidade que ainda sobrava. O jogo deste domingo (24), resumiu bem o que - infelizmente - foi o 2019 do Verdão: time perdido, sem saber muito bem o que fazer, apático e errando demais.

Que o Palmeiras já tinha desistido do título, percebemos faz tempo, mas não precisava jogar a toalha e entregar o caneco de forma antecipada. O Verdão se tornou um reduto de jogadores acomodados, com bons salários e contratos longos (salvo algumas pouquíssimas exceções), além de "reforços" caros e com histórico duvidoso. Para nossa tristeza, Mattos afirmou que fica para 2020, assim como Mano Menezes. Será que o energúmeno do Galiotte não enxerga a merda e o mal que vem fazendo ao Palmeiras? Com o investimento feito, uma Copa do Brasil e dois Campeonatos Brasileiros é pouco. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas com uma temporada tão horrível, começa a dar até saudade do Paulo Nobre.

Em um Allianz Parque vazio, Palmeiras perde a partida, a invencibilidade em casa e o que sobrou da dignidade. Foto: Marcos Ribolli 


 

O JOGO

A primeira etapa foi bem morna, sem muita emoção de nenhum dos lados. O Palmeiras iniciou um pouco melhor, e esteve perto de abrir o placar após um bom cruzamento de Dudu, mas quem recebeu a bola foi o Borja,  e é óbvio que ele perdeu a oportunidade. Que os deuses do futebol o guardem e esqueçam onde.

A partida estava apática, o Palmeiras não conseguia sair jogando, e tão pouco o Grêmio conseguiu chegar ao ataque, tendo poucas chances reais, como o chute de Everton, que acabou explodindo na zaga. Após sobra de Dudibres, o time alviverde teve uma chance com Bruno Henrique, mas não chegou a levar real perigo. Nosso baixola novamente apareceu para cruzar na área, e Thiago Santos recebeu e cabeceou por cima. O primeiro tempo foi encerrado com um sonolento 0 a 0, horrível.

Na segunda etapa, Mano Menezes tentou dar poder ofensivo ao Verdão, e sacou Borja para colocar Luiz Adriano. Mas o resto do time não estava ajudando muito, criatividade zero. Thiago Santos e Dudu eram quem mais tentavam buscar jogo. Tivemos mais 20 minutos de um jogo para lá de feio, até que Everton caiu na área após disputa com Gustavo Gómez e o árbitro enxergou um pênalti. A essa altura, nem tenho forças para contestar se foi ou não, só sei que o próprio Everton cobrou e abriu o placar para o tricolor gaúcho. 

Seguimos na base do desespero e da agonia, com um time que não conseguia ficar com a bola e nem levar perigo ao gol adversário. Apesar de ter finalizado mais vezes, o Palmeiras não conseguiu acertar a pontaria. Até que aos 35 minutos, Dudu sofreu um pênalti, que foi convertido pelo nosso “capita” Bruno Henrique. O gol pareceu injetar um pouco de fôlego no Alviverde, mas só pareceu mesmo, já que a equipe de Mano Menezes não conseguiu aproveitar nenhuma das chances criadas, além de ver o time visitante ampliar o placar aos 48 minutos.

Palmeiras chegou a empatar, mas não conseguiu virar o jogo. Foto: Marcos Ribolli 

 

O Palmeiras terminou a rodada na terceira colocação, com os mesmos 68 pontos. Vergonhoso para um time que investiu tanto, mas que cada vez fica mais claro que investiu errado. Quando Felipão saiu, estávamos a 5 pontos do líder, ainda com esperanças reais de ser bicampeão, mas a cultura do futebol brasileiro sempre põe a cabeça do técnico a prêmio. Porém, no Palmeiras, muitas outras cabeças deveriam ter rolado antes da de Scolari.

Mattos até o momento não conseguiu justificar o investimento em Carlos Eduardo. Não conseguiu explicar porquê trazer Deyverson, que ninguém nunca ouviu falar. Será que a atuação de Borja em uma Libertadores justifica o que foi pago? 

 

Ontem, após o fim da partida, o sentimento da torcida foi resumido no protesto puxado pela Mancha Verde: vergonha, time sem vergonha. 

A cara de desespero de Mano Menezes reflete o que foi o Palmeiras em campo. Foto: Marcos Ribolli 

 

O Palmeiras volta a campo na quinta-feira (28), contra o Fluminense, às 19h30 no Maracanã. Vai só cumprir tabela e tentar salvar a vaga para a Libertadores. Se bem que, se continuar bancando esse elenco, nem precisa se classificar, assim poupa a gente de passar raiva e vergonha. 

 

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Por Vânia Souza