Estreia (quase) frustrante

 

 

Ontem (28) o Clube de Regatas do Flamengo estreou na Copa Libertadores contra o River Plate no grupo 4. O jogo em casa, no Engenhão, foi fraco e mostrou que a Nação faz falta demais. O que pode ser mais um problema a ser administrado, já que a próxima partida em casa pelo torneio será de portões fechados de novo. Ah essa punição que temos que pagar por vândalos que resolvem agir como seres irracionais!

 

Se já é estranho para quem assistiu pela televisão, imagina para eles que jogaram e para quem está acostumado em casa cheia quando se trata de decisão. É, Libertadores é decisão a cada jogo, e já falhamos. Podia ser pior, conseguimos um pontinho ao menos. Entretanto para um elenco que estava praticamente focado nessa partida, deixou a desejar muito. Talvez fosse a falta do calor da torcida? Ou talvez seja a falta de entrosamento, já que jogaram apenas três partidas juntos? Ou talvez ainda precise melhorar?

 

Primeiro Tempo: sem torcedores para carregar o rubro-negro, o River pegou essa oportunidade de pouca pressão externa e não se intimidou. Com jogadas duras e brigadas, essa primeira etapa foi sem sal, ou seja, sem emoção. O único lance fervoroso foi um pênalti não marcado para o time da Gávea, quando Réver cabeceou para o meio da área e Zuculini levantou o braço e impediu a continuação da jogada.

 

Segundo Tempo: a sensação de vazio permaneceu, e o equilíbrio se manteve. Até que Diego chegou com perigo na pequena área adversária e foi derrubado. Mais um pênalti claro, dessa vez marcado, que foi convertido pela cobrança do "CEIFLADOR", Henrique Dourado.

 

 

 

Gilvan de Souza/Flamengo

 

 

 

Em seguida, Mora empatou para os argentinos, num lance polêmico, em que o próprio estava impedido. Num lance até fácil que o assistente errou feio. Mesmo sendo o camisa 10 e o menino Paquetá tentando algum espaço, foi Éverton quem recebeu, virou e balançou a rede oposta e botou o Flamengo na frente de novo.

 

 

 

Gilvan de Souza/Flamengo

 

 

 

O mandante da partida foi enjaulado pelo visitante, e assim no final dela eles empataram com Mayada num chute de fora da área e até defensável.

 

Sem razão: As mudanças feitas pelo técnico rubro-negro além de não surtirem efeito, atrapalharam o andamento do time no momento. Faltou velocidade, o menino de ouro da base para trazer a campo aquela paixão e vibração rubro- negra que ficou apagada pela falta do décimo segundo jogador no gramado. A questão é que o Flamengo não apareceu, não fez o que sempre faz que é ficar com a bola no pé. Não soube jogar sem seu amuleto e numa casa que nem era sua. É, era complicado!

 

Detalhes extras: Talvez não ter uma excelente estreia nos dê um senso mais realista. Talvez a falta da torcida nos dê mais responsabilidade. Talvez esse seja um presságio de que algo melhor vai acontecer, já que na edição passada ter o melhor início de todos os tempos nos fez cair nos detalhes e vimos até a probabilidade comprovar que nada está garantido. Agora vamos pensar que precisamos estar mais centrados, lembrar que teremos mais um jogo assim, separados, e que temos um caminho difícil, mas possível pela frente.

 

Grupo 4: Hoje (1) será o segundo jogo da primeira rodada dessa fase do grupo 4. O Santa Fé recebe o Emelec para sua estreia. Já na segunda, o Flamengo enfrentará o próprio Emelec na casa do adversário, talvez assim sinta um pouco do calor da Nação, com um pedaço daqueles que conseguirem ir, no próximo dia 14 de março. E a segunda partida será entre River Plate e Santa Fé, na casa do primeiro. Com um ponto do empate, os argentinos e os rubro-negros estão na primeira e segunda colocação, respectivamente.

 

Agora é continuar o foco! Mesmo sendo talvez o pior grupo da competição, nós torcedores flamenguistas acreditamos que dá, e começa já a se iludir de novo. Que dessa vez vá e que consigamos afastar esse fantasma de cair nessa fase. Então, vamos Flamengo, que a estrada é difícil mas é possível!

 

 

Por Paula Barcellos