Eu não escolhi, ela me escolheu!

 

 

Foto: Vavel.com.br

 

E quando me perguntam por que escolhi a Ponte Preta? Eu não escolhi. Ela me escolheu. Torcer pela Macaca não é assim... não é um sentimento que se cria, nem algo que se aprende. Nasci com essa paixão no coração. É coisa de família, herdei esse amor dos meus ancestrais. Uma historia que começou lá com os meus bisavós, em 1900. É como um chip, um amor que vem de fábrica, e minha única missão é propagar esse sentimento e mantê-lo sempre vivo.

Se é fácil? Muito! Cada vez que piso no Moisés Lucarelli, o amor só aumenta. Ouvir o grito apaixonado da torcida, vibrar junto e sentir toda aquela emoção que só a arquibancada do Majestoso tem! Coisas que só quem é Ponte consegue entender.

Temos dias ruins, sim! Há dias que as lágrimas escorrem de raiva, como em 1977 e 2008, naquele Ponte x Palmeiras, mas no dia seguinte, passa. O amor fala mais alto e lá vamos nós outra vez, apoiar e torcer pela Nega Véia.

Quer história mais bonita de amor do que essa? Uma torcida que tem um time! Que construiu o estádio com as próprias mãos. Que lotou o Majestoso no Acesso a série A em 1997, que fez a festa na casa do rival em 2013, que colocou 30 mil Macacos no Pacaembu e parou uma das principais avenidas de Buenos Aires na Sul-americana. Ah, talvez isso não seja amor, não seja só o amor da minha vida, deve ser loucura, por que sou louca por você.

 

Por Anna Léticia