Faltou tranquilidade e inspiração

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Fumagalli lamenta mais uma chance perdida na partida desta terça-feira (Foto: Rafael Fernandes/GuaraniPress)

O empate por 0x0 entre Guarani e Oeste no Brinco de Ouro da Princesa esteve longe de ser o que a torcida esperava. Durante a semana, Vadão já tinha alertado que seria um jogo difícil, bem parecido com o do Boa Esporte. Mas não sabíamos que as coisas seriam tão complicadas para o lado bugrino. O Oeste não veio para jogar recuado, pelo contrário, marcava intensamente nossas saídas de bola, dificultando nossa posse e consequentemente, nosso jogo envolvente. Obrigando assim, os zagueiros a rifarem a bola.

Por falar em lançamentos, das 67 tentativas (número que ainda não havia acontecido por aqui), apenas 16 tiveram conclusão. O Guarani ainda optou por fazer jogadas pela lateral do campo, não com muito efeito, pois era no meio-campo que o Oeste deixava espaços. Um exemplo disso, foram as 6 finalizações de Fumagalli. Quando o Bugre centralizou suas jogadas, as chances foram de maior perigo ao gol adversário.

Nossa defesa tem dado sinal de alarme. Não passa segurança. Genilson fez uma partida bem abaixo, mostrou que tem problemas com tempo de bola e posicionamento. Jussani, o mais contestado até então, tem comprometido menos. Quem diria que um dia fôssemos falar isso. Acredito que Vadão esteja esperando alguma punição por cartões para mexer no time.

O Guarani até teve grandes chances de gol. As mais claras aconteceram no segundo tempo. Uma com Bruno Nazário pela direita, onde a bola milimetricamente saiu raspando a trave. Outra com Fumagalli, de dentro da pequena área, em que o goleiro do Oeste defendeu no susto uma bola em cima dele.

A análise da partida é que faltou tranquilidade e inspiração dentro de campo. Conforme o jogo caminhava sem o Bugre conseguir espaços para infiltrar, a torcida perdia a paciência nas arquibancadas com as bolas alçadas ao ataque. É difícil pedir calma para a torcida, mas esse é o momento de jogarmos juntos. Os resultados têm ajudado, ainda estamos na segunda posição, os times estão se embolando. Uma hora íamos tropeçar dentro de casa, que bom que foi no início do campeonato, ainda dá tempo de arrumar a casa. É certo que o Oeste não é um time tradicional, mas é um time muito organizado e bem treinado. Um time que roda muito bem a bola. O adversário mais forte que enfrentamos dentro do Brinco. Foi um time que lembrou muito o estilo de jogo do Guarani que vinha sendo apresentado.

A vitória contra o Náutico precisa vir, custe o que custar.

Muitos falam que uma torcida caminha conforme o time. Mas deve ser diferente, a torcida deve ser o combustível extra para sua equipe dentro de campo. Do estádio eu aprendi que temos que cantar mais alto quando não estamos vencendo.

 

Por Fernanda Martins.