FELIZ ANIVERSÁRIO, FIEL TRICOLOR!

 

A querida torcida completou 43 anos no dia 30 de novembro, nasceu em 1975, e tem um Q especial. É a única organizada do Fluminense que foi fundada por uma mulher, a Tia Helena e, anos depois teve outra guerreira no comando, a Tia Ana. Em meados de 2018, Paty Braz concorreu às eleições e venceu, mantendo a máxima de que lugar de mulher é na bancada. Foi com ela que eu conversei sobre a importância da data a ser celebrada neste sábado (08), a partir das 14hs, na Rua Ada, 199, na Piedade, pertinho do IPEM.

 

(Foto: arquivo pessoal)

 

“É uma satisfação muito grande fazer parte da Fiel Tricolor, que conheci no ano de 2013, quando comecei a frequentar o Maracanã, após um momento difícil de minha vida. Me apaixonei imediatamente, tamanha foi a receptividade e atenção que recebi de todos os componentes. Não demorou e eu já estava organizando caravanas, preenchendo fichas e fazendo várias atividades. Tudo com a orientação do Carlinhos, que me ajudou e orientou sobre como proceder com o padrão das organizadas”, conta ela.

Impossível não deixar de tocar no viés do machismo, que ainda insiste em perseguir a mulher no campo do futebol. Se hoje ainda somos vítimas do sexismo, imagine nos anos 70.

“Sinto imensa alegria por fazer parte e ser presidente de uma torcida fundada por uma mulher. Tia Helena me inspira muito e eu a tenho como exemplo. Foi uma guerreira. Penso em como foi delicado para ela encarar o mesmo tabu, quarenta e três anos atrás. Imagino o quanto ela deve ter sofrido para ganhar seu espaço. Mesmo assim, meu amor pelo clube é imenso e me incentiva a continuar a jornada desta luta por um Fluminense mais forte”, afirma.

 

(Foto: arquivo pessoal)

 

Quem acompanha o trabalho realizado pela Paty em nossas arquibancadas sabe bem a qualidade e o empenho que ela envolve nos mínimos detalhes. Ela receberá a torcida das mãos do seu ex-presidente, Carlos Roberto, o Carlinhos, no dia da festa e faz questão de deixar sua saudação a todos os que a apoiaram nesta jornada.

“Agradeço a todos os que me incentivaram a disputar as eleições e que votaram em mim, a cada componente ou membro da diretoria. Todo esse apoio me deixa mais segura nas arquibancadas. Sem falar na amizade com as outras organizadas do Fluminense, que sempre respeitaram meu lugar de mulher na bancada”, finaliza.

 

Por Carla Andrade