FELIZ DIA, BOTAFOGUENSES!

Neste sábado (16), o torcedor alvinegro comemora as lembranças de um dos maiores ídolos do clube

 

Foto: Blog FogãoNet

Hoje, Nilton Santos faria 95 anos. E por ser aniversário do maior lateral esquerdo da história do futebol – não sou eu quem falo, é a FIFA quem diz – hoje também é o DIA DO BOTAFOGO! O jogador é sinônimo de devoção à camisa gloriosa, considerado o maior ídolo da história do clube.

Não à toa, Nilton Santos deu nome ao estádio do Glorioso, onde “momentos ruins eu já vivi, mas nunca parei de cantar”. A nossa casa foi construída para os jogos pan-americanos de 2007 e também foi palco para as Olimpíadas, no Rio de Janeiro, em 2016. No ano seguinte, a homenagem ao jogador foi concretizada e o estádio foi batizado com o nome do ídolo alvinegro.

Foto: Wikipedia

 

“Enciclopédia do Futebol” era seu apelido devido ao fato de saber tudo sobre o esporte, não só dentro das quatro linhas, esbanjando dribles desconcertantes e passes certeiros, mas também fora delas. Em campo, Nilton Santos defendeu apenas duas camisas: a do Botafogo e a da Seleção Brasileira.

Pelo Glorioso, além do tetracampeonato carioca, Nilton Santos conquistou muitos outros títulos importantes da época, como a Taça Roberto Gomes Pedrosa e o Torneio Início do Campeonato Carioca. Jogando pelo Botafogo, o lateral disputou 723 partidas, recorde mantido até hoje, e marcou 11 gols.

Bicampeão mundial com a Seleção Brasileira, o lateral faz parte dos grandes nomes que defenderam o nosso país. Além de ser campeão mundial em 1958 e 1962, Nilton Santos jogou também as edições de 1950 e 1954, sendo um dos jogadores brasileiros a disputar o maior número de Copas do Mundo. O jogador disputou com a camisa amarelinha 84 jogos e marcou 3 gols.

Foto: Gerência de Acervo e Memória da CBF

 

Uma das minhas maiores vontades quando o assunto é futebol é ver jogadores como foi Nilton Santos. Hoje, nesse meio, faltam profissionais que não sejam apenas funcionários, mas também apaixonados pelo clube que defendem. Que vestem a camisa do time no sentido literal, mas principalmente no figurado. Falta garra. Falta raça. Falta paixão. Sentimento que nunca faltou pro nosso lateral. E sobra dinheiro. Dinheiro esse, infelizmente, incapaz de comprar características como as do nosso maior ídolo.

Já que não temos mais isso, nos resta agradecer a quem tanto fez por nós. Obrigada por tudo e por tanto, Nilton Santos. Obrigada por levar a Estrela Solitária no peito com tanto amor. Que você sirva de inspiração aos que estão por vir. Hoje, de outro lugar, sua estrela continua a brilhar por nós.

Por Rayssa Rocha e Deborah Rocha, colunistas do Botafogo-RJ

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna, não refletem, necessariamente, a opinião do Blog Mulheres em Campo.