Fiquem gratos pelo empate e ponto conquistado

 

 

Fluminense jogou para perder e o Bahia não soube aproveitar a vantagem e vencer

 

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Foto: Lucas Merçon

 

Este foi o resumo do jogo. O Bahia dominou os 90 minutos e não virou o placar, que acabou em 1 x 1, por não ter um ataque mais forte. Enquanto isso, o Fluminense manteve-se na retranca e na marcação fechada, no aguardo de possíveis contra ataques, que demoraram a acontecer. Fizeram um jogo feio, sem graça e sem vida. Só que quem não faz, leva. E foi isso que aconteceu.

O Tricolor carioca abriu o placar. O gol veio numa jogada de Lucas, que recuperou a bola pela direita e passou para Henrique Dourado desviar de letra, com muita categoria e colocar a bola nos pés de Wellington Silva que marcou aos 12 minutos.

Depois disso, o time recuou por completo e adotou uma postura defensiva que causou irritação até no mais tranquilo dos tricolores. Jogamos como um time pequeno. E nada funcionou se tratando de ataque e prova disso foram  parcas oportunidades que o elenco teve de aumentar o placar. Foram poucas as jogadas de criação para o gol e nem pelas laterais as coisas funcionaram. O Bahia finalizou 11 vezes contra 2 do Fluminense. Lamentável.

O conjunto falhou e o individual também. Orejuela errou muito nas saídas de bola; Gustavo Scarpa irreconhecível não se encontrou na partida e pouco criou; Calazans pouco fez, assim como Maranhão, um grande engano de Abel em minha humilde opinião; Wellington Silva fez o gol e desapareceu em campo. Para completar nosso Ceifador encheu a paciência do senhor juiz e acabou levando o segundo cartão amarelo por reclamação. Com isso, está fora da próxima partida, o clássico contra o Botafogo. Assim como Marcos Júnior que também levou cartão e aumenta a lista de desfalques.

 

 

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Henrique Dourado em campo

Foto: Lucas Merçon

 

E o que salvou? A defesa. Henrique foi o melhor dos zagueiros e matou grande parte das tentativas do adversário. E Júlio César que fez belas defesas e impediu assim uma possível vitória da equipe do Bahia. Abel Braga falou nas substituições e, a meu ver, ficou a observar seu time se enforcar cada vez mais em campo.

No segundo tempo, a mesma tática de retranca para segurar o 1 x 0. Só que o Bahia não parou de insistir e era uma questão de tempo para que a bola entrasse. E assim foi. Aos 39, João Paulo fez o dele e empatou a partida. E depois disso, eles vieram para cima com muita vontade de virar e imprimiu o ritmo do jogo com garra. E o Tricolor se apequenou e preferiu não avançar, como se o empate fosse um grande resultado, e manteve sua formação defensiva. Não se via um jogador do Fluminense no campo adversário.

Abel parece não concordar com meus pontos de vista. Na coletiva, concedida depois do jogo, o comandante se disse satisfeito com o grupo e que a partida foi exatamente como ele imaginou.

 

“Agradou muito. Não estávamos preocupados com a posse de bola, mas em fazer gol. Tivemos chances muito mais claras de fazer o segundo gol do que o Bahia. Defendemos muito bem. O que não coloca a gente plenamente satisfeito foi que aconteceram uma, duas situações de mano a mano e era para ter matado. Essa é a estratégia. Não à toa que temos o ataque mais positivo do país. Queríamos jogar pelo seguro, porque sabíamos que eles dariam espaço. É normal que eles viessem para cima. Procuramos dificultar e dificultamos. O Bahia não teve um gol claramente perdido. Foi bom, agora é pensar no clássico”, disse ele.  

 

 

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Foto: Lucas Merçon

 

 

Um fator que deve ser levado em conta é o entrosamento. Com tantos jogadores titulares afastados para tratamento de lesões, Abel escala um time a cada partida e isso influencia diretamente na produção do grupo. Sem essa liga que une as coisas ficam bem mais difíceis.

E não esqueçamos que as contratações não acontecem. O time que temos é o retrato da atual gestão que a cada dia reforça mais a intenção de colocar o futebol em segundo plano.

 

Carla Andrade