Fluminense empata com Madureira em Moça Bonita

 

Equipe continua líder do grupo C com dez pontos

 

Fluminense e Madureira

Foto de Nelson Perez

 

Apesar dos vinte e cinco chutes a gol, a equipe do Fluminense não conseguiu tirar mais do que o empate do Madureira em jogo realizado na tarde desta quarta (29), no estádio de Moça Bonita. O elenco foi o melhor em campo mais pecou na hora das finalizações e, para variar, na defesa, que colaborou com um dos gols do Madureira.

A equipe adversária contou com a ajudinha do senhor juiz, Marcelo de Lima Henrique, que nutre um desafeto não declarado pelo time das três cores. Não é de hoje que ele atua contra e na partida deixou de dar um impedimento nítido de Júlio César, que estava com um pé na frente da linha, e validou o gol que saiu logo aos seis minutos do primeiro tempo. Falhas recorrentes da arbitragem carioca.

E o Fluminense até que trabalhou bem a bola e criou inúmeras jogadas que poderiam ter levado ao empate. O problema é que a bola sempre acabava nas mãos do goleiro Rafael, sem dúvida o seu melhor jogador em campo, muito preciso e bem colocado. Ele conseguiu parar o ataque Tricolor com belas defesas.

O segundo tempo manteve o mesmo ritmo. O Fluminense atacou e chutou muito a gol e o Madureira marcou com aquela violência que lhe é habitual, vide o episódio onde Douglas Silva entrou forte em Gustavo Scarpa e o fez ficar fora de campo até hoje. O Juiz distribuiu um festival de cartões, ao todo seis, e mesmo assim o antijogo continuou. A torcida tricolor não perdoou e ensaiou uma vaia na saída de Douglas, quando ele foi substituído.

Aos 13 minutos saiu o primeiro gol do Tricolor. Foi um gol chorado pois a bola bateu nos pés de Wellington Silva, Richarlison até chegar no Pedro que conseguiu colocar na gaveta e empatar a partida. E um passe de Sornoza levou Nogueira a cabecear e marcar para virar o jogo, aos 16 minutos. O Madureira reagiu pouco depois e o mesmo Júlio César fez o segundo, através de uma tabelinha com Kevin, aos 23.

Abel berrava com os jogadores da beirada do campo. Acho que ele não estava satisfeito com o fato do seu time ter deixado a equipe adversária empatar. E, com todo o respeito, um time que ainda não venceu no segundo turno da competição. Abel estava com toda a razão. E ele fez duas alterações, aos 28, com o intuito de ver se o jogo ganhava outro ritmo. Tirou Wellington Silva e Marquinho e colocou Maranhão e Marcos Júnior. Pouco adiantou.

Dez minutos depois resolveu apostar na entrada de Lucas Fernandes e deixou Richarlison descansar. O time continuou chutando a gol e apesar de não ter mostrado um grande futebol, até mereceu o gol da vitória. Ele não saiu. E o empate permaneceu.

Placar final

Foto: Nelson Perez

 

O próximo desafio do Fluminense é o jogo contra o Flamengo, no próximo domingo (02), em Cariacica, no Espírito Santo. E um recado para a torcida Tricolor: Abel usará time reserva no clássico. Vai poupar seus melhores jogadores para a Copa Sul-Americana, no jogo contra o Liverpool – URU, na próxima quarta (05). Uma agenda cheia e um time sem reservas à altura. Mais uma equação difícil para Abel Braga decifrar.

 

Ação Social

Uma ação conjunta com a OnG The Refugee Nation possibilitou que algumas crianças refugiadas de vários países entrassem em campo de mãos dadas com os jogadores de ambas as equipes. O sorriso no rosto de cada uma delas não tem preço. Bola dentro.

O capitão de cada time usou uma braçadeira com uma bandeira do projeto, criada pela artista síria Yara Said. Nunca é só futebol. Existe solidariedade em campo.


Carla Andrade