Fluminense se classifica na Sul-Americana

 

 

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Foto: Mailson Santana/FFC

 

 

 

"Foi na alma", assim o técnico Abel Braga definiu a classificação do Fluminense na Copa Sul-Americana, depois da derrota por 2 a 0 para o Nacional Potosí, em partida disputada na Bolívia, 4 mil metros acima do nível do mar. O treinador exaltou a luta da equipe e ressaltou que as condições não permitiam que a equipe apresentasse um bom futebol.

 

 

“Fizemos oxigênio no hotel, antes do aquecimento, antes do jogo e no intervalo. É surreal. Isso não é para ser humano. Eu disse aos meus atletas que se fosse 3 a 0, iríamos nos classificar do mesmo jeito. Nós colocamos isso na cabeça. É aquela famosa frase: Eles ganharam hoje, mas nós classificamos” - disse o técnico depois do jogo.

 

 

Abel aproveitou a ocasião para tecer severas críticas ao jogo numa altitude de 4 mil metros.

 

 

“Fomos muito bem recebidos pelas pessoas aqui de Potosí, mas, com todo respeito, não tem a mínima possibilidade de se jogar futebol a 4 mil metros de altura. É desumano. Uma equipe ganhou, de forma merecida, e nós nos classificamos. Era o que queríamos. Nós viemos para nos defender, porque a gente sabia que seria cruzamento o tempo todo. Até tivemos umas três oportunidades de fazer o gol, mas o domínio foi todo do adversário, porque não é possível jogar. Ano passado estivemos em Quito, mas aqui é diferente. Tivemos jogador precisando de oxigênio no hotel, antes do jogo, no aquecimento, no intervalo... não é possível. Pela bravura, merecemos a classificação”, comentou.

 

 

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Foto: Mailson Santana/FFC

 


 

O JOGO

Foi difícil e dramático, com a maioria já imaginava que seria. Mas com espírito guerreiro, muita entrega em campo e inteligência, o Fluminense buscou a classificação para a próxima fase da Copa Sul-Americana. O Tricolor avança pela vantagem construída no Rio de Janeiro, quando venceu por 3 x 0. O adversário da segunda fase será conhecido em sorteio no mês que vem.

Os efeitos da altitude afetaram o Fluminense antes mesmo da bola rolar. Marcos Junior não se adaptou ao ar rarefeito, se sentiu mal e acabou fora da partida. Com a bola rolando, o Tricolor sofreu também com a qualidade do gramado, muito criticada pelos atletas. Superando todas as dificuldades o Time de Guerreiros fez um primeiro tempo, até certo ponto, seguro, mas o panorama mudou na segunda etapa. Com menos de 15 minutos, os bolivianos já venciam por 2 a 0, gols marcados pelo atacante Reina. Bastava apenas mais um para a decisão ir para os pênaltis.

A partir daí, não faltou maturidade e sobrou heroísmo do Fluminense para esfriar o jogo quando necessário e brigar por cada bola. O Tricolor chegou a criar oportunidades de marcar o gol que facilitaria as coisas, por outro lado deixou o torcedor apreensivo em alguns momentos. No fim, uma classificação com a cara desse time que não se abate diante da dificuldade.

Como era de se esperar, o time da casa partiu para cima logo no início do jogo, ameaçando principalmente na base dos cruzamentos para a área. Aos poucos, o Fluminense foi se soltando e, aos 15 minutos, chegou pela primeira vez com perigo, com Gilberto obrigando o goleiro adversário a sair aos seus pés para impedir a finalização. A resposta veio dois minutos depois, com um chute de muito longe que ganhou velocidade e pegou na trave de Júlio César. Pedro não deixou por menos e também arriscou de longe, levando perigo ao gol do Nacional, aos 19 minutos. Entre os 20 e 25 minutos, o goleiro Tricolor fez duas boas defesas sempre em chutes de média distância. Depois disso, o Fluminense passou a tentar ficar mais com a bola, e, se não conseguiu chegar com grande perigo, também não correu grandes riscos.

 

 

 

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Foto: Mailson Santana/FFC

 

 

 

O segundo tempo começou em um ritmo mais lento, mas na primeira chegada dos bolivianos no ataque, aos 5 minutos, Reina invadiu a área e bateu cruzado sem chances para Júlio César, abrindo o placar da partida. A situação ficou ainda mais complicada quando, aos 12 minutos, em dividida de Jadson com Pérez, o árbitro marcou pênalti para o Nacional. Reina bateu bem e trouxe para apenas um gol a vantagem do Tricolor. Cinco minutos depois, o Fluminense teve a primeira grande chance no segundo tempo, Sornoza puxou contra-ataque e rolou para Pablo Dyego que bateu com força, fazendo a bola subir demais. Dois minutos depois, o mesmo Pablo recebeu na ponta direita e buscou Pedro no interior da área, mas o goleiro Romero interceptou o cruzamento. Em seguida, foi a vez de Robinho, que acabara de entrar no lugar de Pablo Dyego, tabelar com Sornoza e bater cruzado com perigo. Os minutos seguintes foram de uma partida mais lenta, sem que os times conseguissem ser incisivos. A partir dos 35, o time da casa buscou aumentar a pressão, enquanto o Fluminense juntava a força que restava para se defender. E deu certo. Com bravura e inteligência o Time de Guerreiros fez o tempo passar e trouxe a classificação para o Rio de Janeiro.

 

 

Texto: Comunicação/FFC