Futebol é coisa de mulher, sim senhor!

 

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Foto: Internet

 

 

O preconceito continua invadindo nossas vidas em pleno século XXI. Parece uma piada ainda convivermos com racismo, homofobia, entre outros tipos de preconceito. Absurdo. E com nós, mulheres que gostamos de futebol, a história se repete. Nem todos aceitam que esse esporte tão "machista" pode sim fazer parte do universo feminino.

 

"Você só gosta de futebol por causa dos jogadores bonitos!"; "Você é mulher, não entende nada!"; "Volta pra cozinha!". As frases são muitas, cada uma com seu ponto de vista e todas com uma característica em comum: o preconceito. Só porque sou mulher não posso gostar de futebol? Deixo de ser mulher e feminina quando passo a gostar desse esporte?

 

Nascemos em um país onde os meninos, desde muito pequenos, são ensinados a gostar de carros e bolas, enquanto as meninas já brincam de "cuidar da casa", dos "filhos". Vivemos em uma sociedade na sua maioria machista e isso só faz aumentar ainda mais os preconceitos contra as mulheres (e aí, até os homossexuais sofrem as consequências). Qualquer criança que prefira brincadeiras "diferentes" dessas padrões, já é tratada como um ser "anormal".

 

Para muitos, mulher realmente serve para fazer aquilo que brincamos desde criança: cuidar da casa e dos filhos. Nada mais. Nossos direitos adquiridos às vezes parecem nem valer. Nosso destino é simplesmente esse, e só.

 

É triste saber que ainda há pessoas que pensam assim. E digo pessoas pois não são só os homens. Existem sim MULHERES que também pensam dessa forma arcaica (pasmem!).

 

Ainda acreditamos em um futuro melhor, um mundo mais compreensível e que respeite as mudanças que a sociedade vive, as diferenças de gênero, raça, opção sexual, culturas... Porém sabemos que o preconceito nunca irá acabar. Vamos conviver com isso sempre, infelizmente.

 

Queremos respeito e isso só vamos conquistar através do nosso trabalho, demonstrando que entendemos sim de futebol (até mais que muitos homens!)

 

Cada vez mais as mulheres estão conquistando seu espaço, inclusive no jornalismo esportivo. Já são muitas profissionais na área, que estão lá na beira do gramado, faça chuva ou faça sol, estragando a chapinha ou não, mas sem nunca perder a feminilidade.

 

É lindo de ver. E nós, assim como essas mulheres que amam futebol, vamos sim buscar e conquistar o nosso espaço, aos poucos, um passo de cada vez. Não há preconceito que nos impeça!

 

Jenniffer Mary