Gol não teve, mas emoção não faltou (e isso não significa que foram emoções boas).

(Foto: Divulgação/Flamengo)

Não teve gol. O segundo Fla-Flu do ano terminou em 0 a 0, mas emoção não faltou no clássico, que é um dos maiores do Brasil. E essa carga de emoção já começou antes mesmo da bola rolar. Depois de 74 anos, os dois times voltaram a duelar no Pacaembu, em São Paulo, um estádio que carrega boa parte da história do futebol brasileiro. E o estádio acostumado a ser colorido de preto e branco, ou verde e branco viu o vermelho e o preto tomar duas arquibancadas já que dos 30 mil espectadores, a maioria era flamenguista.

Após o apito inicial do árbitro, o Fluminense tomou a iniciativa do jogo. Começou com Diego Souza fazendo ótima jogada de velocidade pelo lado esquerdo e quase abrindo o placar. Emoção para tricolores que soltaram um "uhhh" de frustração e para os rubro-negro que soltaram um "uuuh" de alívio.

E se teve uma emoção que o flamenguista viveu logo no início do jogo, mais precisamente nos primeiros 10 minutos foi de nervosismo por ver o adversário dominar o jogo. O Flamengo errava passes, não conseguia chegar ao gol de Cavalieri. Parecia cansado e nervoso.

Mas a partir dos 13, o Fla acordou e começou a chegar, mas Cavalieri fez boas defesas após chute de Wallace, e contou com a sorte ao ver a cabeçada de Juan ir pra fora. As jogadas começaram a sair com Ederson no meio e a velocidade de Marcelo Cirino apareceu, mas as finalizações não eram das melhores.

E se as finalizações não fora das melhores, a zaga do Flamengo persiste em dar espaço para os visitantes que entram na sua área. Cícero, após cobrança de escanteio subiu sozinho no meio da área para cabecear em direção ao gol de Paulo Victor, mas caprichosamente, ela saiu deixando as duas torcidas sem fôlego. Daí o Fluminense equilibrou a partida, que passou a ser lá e cá, porém os tricolores eram mais objetivos em suas jogadas.

Os times voltaram para o segundo tempo com os dois criando chances. Primeiro com Scarpa, depois com Emerson Sheik, mas foram desperdiçadas. O Flamengo que está "em turnê" pelo Brasil, começou a demonstrar cansaço, e o adversário aproveitou para dominar a posse de bola. O Flamengo não rendia e Muricy não mexia, o time estava apático em campo.  A substituição só veio aos 25 minutos com a entrada de Alan Patrick no lugar de Ederson. Com a saída de Cirino, três minutos depois, o Flamengo ficou ainda mais lento. Não havia jogadas, não havia contra-ataque. Bola nos pés rubro-negro era sinônimo de um toque de bola que pouco produzia. E isso se arrastou até o apito decretar o final do jogo.

Flamengo volta a jogar na quarta pela Liga Sul Minas Rio contra o Atlético Paranaense e fica evidente que além das limitações que o desgaste físico impõe ao time, o Fla terá que consertar suas limitações técnicas. Felizmente, contra o Flu, uma punição em forma de derrota não veio, mas como diz o próprio Muricy, a bola pune, principalmente quando se joga um futebol que o time vem apresentando nos últimos jogos. Resta ao Flamengo agir antes que a punição venha.

Camila Leonel