GUARANI PERDE EM CASA E DÁ ADEUS AO ACESSO

Guarani cansa e perde para o Vitória por 2 a 1, pela 36ª rodada, e segue sem vencer em 2021

 

O jogo 

O Guarani começou tentando impor seu ritmo de jogo, mas foi o Vitória quem saiu na frente. Logo na primeira chegada, aos 5 minutos, Léo Ceará abriu o placar. O Bugre foi para cima e pressionou até conseguir o empate após escanteio batido por Lucas Crispim, em jogada que Marcelo ficou completamente livre para empurrar para as redes.

A partir daí o jogo ficou mais equilibrado e até um pouco truncado, mas ao final do primeiro tempo era visível o desgaste dos jogadores bugrinos. A maioria voltando do isolamento pela covid-19.

Aos 2’, Crispim arriscou, mas a bola subiu demais. O Vitória foi para cima e obrigou o goleiro Gabriel Mesquita a fazer duas defesas incríveis, cara a cara com Fernando Neto. Mas quando Crispim cometeu pênalti em Wallace, não teve jeito, e o artilheiro ampliou o placar para o Leão. De quebra, o camisa 10 do Bugre foi expulso, e complicou a vida do Alviverde, que ainda tentou, buscou o ataque, mas não conseguiu chegar mais com perigo.

O Guarani agora visita o Avaí, no sábado (23), às 19h, na Ressacada, apenas para cumprir tabela.

 

Marcelo foi o autor do gol bugrino 

(Foto: Thomaz Marostegan/Guarani FC)

Análise

Em uma análise fria, pensando só no que foi apresentado, o Guarani começou bem, não aguentou seu próprio ritmo, caiu de rendimento e sofreu a derrota. 

O Guarani ainda não venceu em 2021 e nessa situação a caça às bruxas é inevitável. E a torcida bugrina, sofrida por anos de péssimas administrações criou um imenso complexo de vira-lata. "Diretoria não quer subir", "Jogadores tiraram o pé", "O pênalti foi de propósito". Essas foram só algumas das frases que eu li após a partida contra o Vitória. 

Não estou isentando ninguém de culpa, mas temos que ter cuidado ao "crucificar", principalmente em época de redes sociais. Primeiro, porque dificilmente um atleta profissional joga para perder. Talvez aconteça, em raríssimas exceções, mas eles dependem disso, da performance, e sabem que a vida de atleta é curta. 

O futebol brasileiro tem a característica de ser imediatista. Em 2020 as estatísticas apontavam para a demissão de um treinador por semana no Brasil. O treinador é sempre o primeiro a ser questionado quando o clube vai mal. E nessas condições, pouco consegue impor sua forma de trabalho no time. 

Ainda tem o fato de que oscilações acontecem. Nesta Série B, mesmo Chapecoense e América que garantiram o acesso com rodadas de antecedência, não se viram livres de oscilações. 

Por fim, vivemos um campeonato totalmente atípico por conta da pandemia. E infelizmente o Guarani foi afetado na reta final. Mesmo os jogadores que voltaram do afastamento ainda não estão em condições de jogar os 90 minutos. Hoje, vimos que nem 45 eles aguentaram. 

O torcedor pode e deve cobrar, mas tem que ficar atento para não entrar num mundo de fantasias e numa síndrome de perseguição que só existe na cabeça dele. Só assim o futebol nacional como um todo vai poder evoluir. Com treinadores começando e finalizando um trabalho e os atletas tendo seus momentos de oscilações respeitados, para que o psicológico não seja mais um fator contra durante a competição. 

 

Por Isabella de Vito 

 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Mulheres em Campo.