Há 40 anos o Palmeiras conquistava o título paulista em cima do tradicional adversário desta noite. Novamente a história de superioridade alviverde está presente, mas o time precisa de muito mais que lembranças para enfrentar o "Quinzão".

(Imagem: VerdaoWeb)

O Palmeiras enfrentará hoje, um adversário histórico e bastante conhecido, confronto que tem histórias interessantes para contar. O Barão de Serra Negra, será mais uma vez, palco para Palmeiras e XV de Piracicaba, pela sexta rodada do Paulistão.

Entre as passagens mais marcantes para a torcida do Verdão, estão a conquista do título paulista de 1976, conquista que está completando quarenta anos, a marca histórica de público no Parque Antártica, nada mais, nada menos que 40.283 torcedores, número que ainda não foi batido, o último campeonato vencido pelo ídolo Da Guia e ainda, o fato do time ter sido comandado por Dudu naquela ocasião, sim, o nosso jogador Dudu, que havia parado de jogar recentemente, era o técnico.

O XV de Piracicaba é considerado um dos "grandes do interior", dono de uma torcida apaixonada, que entre outros apelidos carinhosos, o chama de "Quinzão", costuma jogar de "igual para igual" com os times da capital, o que faz com que os jogos sejam sempre bons espetáculos.

Nessa temporada porém, o time do técnico Narciso, não vive boa fase e não deve causar muita preocupação para o Palmeiras. Mas mesmo com todos os fatores à seu favor, superioridade histórica e atual, o Verdão precisa de muito mais para vencer essa noite.

Isso porque, a campanha no campeonato paulista e o trabalho do técnico Marcelo Oliveira, vem sendo bastante criticados pela impressa e por uma parte da torcida, que entende a sequência de empates, como sinônimo de crise, ou má fase. Essa cobrança, chegou aos jogadores em forma de intensa pressão e parece ter se tornado o pior adversário do time.

O Palmeiras, por mais que possua um elenco superior e nitamente tenha condições totais de vencer adversários inferiores, não tem conseguido impor esses elementos em campo.

Para o jogo dessa noite, o comandante fez outra combinação de jogadores, estratégia que segundo os que lideram as críticas, é a pior de todas: " O time não tem elenco fixo e tão pouco um esquema tático definido. Nós nunca sabemos o que vai acontecer em campo, isso é péssimo..." desabafa um torcedor do Verdão.

O xerife Zé Roberto será poupado, mas estará no banco. Em seu lugar, Egídio. A outra mudança é Gabriel Jesus que iniciará jogando no lugar de Matheus Sales. A escalação completa será: Fernando Prass; Lucas, Roger Carvalho, Vitor Hugo e Egídio; Thiago Santos, Jean e Robinho; Dudu, Alecsandro e Gabriel Jesus.

Outra questão que tem irritado muito a torcida, são os desfalques. Lucas Barrios, lesionado recentemente e Edu Dracena, ainda em recuperação, não sabem quando poderão retornar. E o caso mais comentado entre os alviverdes é Claiton Xavier, que desde que chegou, praticamente não jogou. Um investimento alto, que ainda não deu retorno.

Em resposta à enchurrada de críticas e descontamentos, alguns jogadores tem se pronunciado em coletivas com a imprensa. Essa semana Vitor Hugo e Roger Carvalho, que se tornou titular absoluto, falaram de suas impressões com o momento atual. Os zagueiros concordam com o fato de não conseguirem explicar exatamente a falta de vitórias, mas não acham que o quadro é tão ruim, quanto está sendo pintado, "A gente faz treinos, procura outras maneiras porque temos consciência de que a nossa equipe é muito boa, falta alguma coisinha para conseguirmos as vitórias. Mas não sabemos o que é, só estamos trabalhando para conseguir as vitórias. Temos certeza de que as coisas darão certo novamente” diz Roger Carvalho.

É em meio a todas essas tensões, que o Alviverde Imponente entrará em campo, com um único objetivo: vencer a equipe da casa. Hoje, o empate não interessa e os jogadores sabem muito bem disso, mas é preciso administrar esse fator e transformar todas as cobranças, em combustível para a vitória.

Hoje, a pressão não pode jogar contra! Ela tem que ser entendida e usada como elemento impulsionador, como um desafio a ser conquistado. Porque um time que não sabe lidar com as pressões externas, não consegue avançar na difícil tarefa de se tornar um grupo sólido, que tenha uma identidade. A coesão e a integração que o torcedor tanto espera ver.

Alê Moitas