Itália e China se enfrentam por uma vaga nas quartas da Copa da França

 

FOTO: Facebook Seleção chinesa e da FIFA- Montagem

 

Nesta terça-feira (25), a partir das 13h, no Stade de la Mosson, China e Itália duelam para ver qual seleção chegará às quartas de final da Copa do Mundo Feminina. 

 

Histórico entre as equipes 

 

As equipes já se encontraram em sete oportunidades. As europeias tem a vantagem de três vitórias contra duas das chinesas. Em compensação, o último embate entre elas ocorrido em dezembro de 2015, a vitória foi da China por 2x0. 

 

Agora, quando falamos de Copa do Mundo, esse será um jogo inédito. Desde a Copa de 1999, as chinesas perderam três dos últimos quatro jogos em mata-mata no torneio e nunca passaram das quartas de final.

 

Do lado italiano, desde 1999 elas não disputavam uma Copa do Mundo, mas nas duas participações anteriores também nunca conseguiram passar das quartas de final. Levando as coincidências em conta, fica ainda mais claro o quanto ambas as equipes têm sede por essa vitória.

 

Sobre a Itália



 

A Itália vem em uma boa crescente. Voltando a participar de uma Copa do mundo depois de 20 anos, as Azzurre se classificaram em segundo lugar de seu grupo com boas vitórias sobre Austrália e Jamaica e uma derrota para o Brasil. Esses resultados mostram o quanto a equipe tem se mostrado forte, consistente e com muito potencial a chegar longe. Grande parte disso se deve ao trabalho de Milena Bertolini, desde 2017 no comando e muito responsável pelo renascimento da Seleção Feminina Italiana. A treinadora, que faz aniversário nesta segunda-feira (24), terá a classificação como seu melhor presente de aniversário. 

 

Em suas duas participações anteriores em Copas do Mundo, as quartas de final foram o mais longe que as italianas conseguiram chegar. Sendo assim, a principal meta para esse ano é repetir o feito e, quem sabe, conseguir um grande marco. 

 

FOTO: Fifa.com

 

Para enfrentar as chinesas, o foco de Bertolini foi a alternância entre treinos leves, mas táticos e a recuperação. Na manhã de segunda-feira, véspera do jogo, as Azzurre puderam curtir uma manhã de relaxamento nas piscinas do hotel e também tiveram um momento de descontração, recebendo o apoio de alguns torcedores. Calma, tranquilidade e foco serão as principais armas italianas contra a China.

 

“Serão as pequenas diferenças que definirão a partida contra a China. Na prática, para vencer essas oitavas de final, nós precisamos ser melhores do que fomos até hoje e precisamos ser mais atentas, mais precisas e estar mais focadas. Essa é a maneira de vencer a China”, contou a treinadora em entrevista coletiva.

 

Sobre a China

 

A China chegou nesta Copa do Mundo depois de uma campanha que não convenceu muito, além disso, na primeira fase elas tiveram uma única vitória e um único gol marcado. No mesmo sentido, o destaque vai para a defesa, que vazou apenas uma vez. 

 

FOTO: Facebook da seleção chinesa

 

As chinesas têm uma história mais longa com a Copa do que as italianas, porém, nesta partida elas não chegam como favoritas, mas nem por isso estão e nem vão facilitar as coisas para as italianas, que podem esbarrar na boa defesa chinesa e até mesmo precisar decidir o jogo nos pênaltis, o que, de alguma forma, iguala tudo em relação à técnica e tática!

 

Liu Shanshan, após o treinamento de sábado, deu entrevista e falou sobre as expectativas para o jogo:

 

"Temos assistido os jogos das outras equipes ultimamente, e o futebol feminino está se desenvolvendo muito rápido. A fase eliminatória é muito feroz e cruel, mas estamos preparadas para lutar muito".

 

A China precisa se arriscar mais, o que vimos na primeira fase foi uma seleção na defensiva, com pouquíssimos chutes a gol e até mesmo nenhum, na partida contra a Espanha. Agora são oitavas de final e não dá mais para contar apenas com uma parte da equipe em um jogo tão envolvente como o futebol.

 

Que vença a melhor!

 

Por Adri Domingos, Anna Gabriela e Victória Monteiro