Jamais te abandonarei!

 

foto: reprodução internet

É muito fácil torcer por um time que ganha títulos e lota estádio, mas quem disse que seria fácil? É muito bonito falar que vai crescer na hora certa ou que a camisa pesa, mas quem disse que eu ou você temos algo a ver com isso? A torcida é o maior patrimônio do clube e sempre será, independente de sermos menos que eles, nós somos o Náutico. Ajudamos e empurramos nosso time e ainda somos obrigados à ouvir os rivais cheios de arrogância, mas sempre, lá no fundo, tem uma pontinha de esperança dentro de cada um de nós.

Ser Náutico é muito bom, porque você tem a certeza que faz o faz pelo seu time só por amor. Um dia você escolheu ser Náutico, talvez na esperança de viver dias de glória, mas não é assim, não está sendo assim e, olha só pra você, segue firme e forte apoiando o seu time. Isso é amor. Não tem como generalizar, somos todos diferentes, mas é fácil perceber que Alvirrubro é um povo apaixonado, não há outra explicação. É tão mais fácil torcer pelo rival e poder falar coisas como "doze anos sem título", "sem estádio", "sem torcida", "nada e morre na praia" ou sei lá o que. É fácil demais torcer pelos outros.

Eu e você estamos aqui, há doze anos tivemos pouco que comemorar, mas estamos aqui. Por mais que seja difícil, acreditamos que nada está perdido ainda, temos fé e esperança que domingo o Náutico pode ir lá e escrever a história. É difícil? É, mas quem foi que disse que seria fácil? Nós criticamos e xingamos, é um absurdo o Clube Náutico Capibaribe passar por isso inerte. Mas lá no fundo, a gente sempre espera que vai mudar, espera e torce por isso.

Recentemente fomos eliminados na semifinal do Pernambucano – mesmo líderes nos pontos corridos, amargamos duas derrotas para um rival –, e na primeira fase da Copa do Brasil contra o Vitória da Conquista, que tem seus méritos, mas doeu essa eliminação, e doeu ainda mais por ser no dia 7 de abril. Eu chorei lágrimas de raiva, dor e tristeza. Cento e quinze anos e tudo que eu sei do Náutico são histórias, deve ter sido legal a conquista do Hexa, as vitórias contra o Santos de Pelé e de Neymar, o título no ano do Centenário.

Mas eu, hoje, insisto no Náutico porque eu quero ver a história. E se eu morrer, eu já estou realizada por, um dia, alguém ter me dito que é lindo o amor que eu sinto pelo meu time. Eu não desisti do Náutico em 2005, eu não desisti do Náutico em 2013. Eu não desisti do Náutico em nenhum dia da minha vida e, enquanto eu respirar, eu vou ser o Clube Náutico Capibaribe.

Mais que política, mais que dinheiro, mais que orgulho ou arrogância, o Náutico somos nós. Mesmo que não seja fácil, precisamos tentar. E se não der, ano que vem têm de novo. É difícil, mas nunca me disseram que seria fácil. Quando escrevi um texto no fim da temporada passada, eu projetei um 2016 vitorioso, mas amargamos um começo de ano decepcionante. Isso afasta a torcida, é óbvio, mas a Série B não está nem na metade e o Náutico precisa do nosso apoio. Digo e repito: enquanto houver 1% de chance, manterei 100% de fé.

Por: Clara Castro