Jofre Cabral: Não deixem – nunca – morrer o meu Atlético!

 

 

Foto: Foto.log

 

Mais que um torcedor, Jofre Cabral viveu puramente e simplesmente pelo pavilhão atleticano. Nada além do furacão lhe importava, mesmo que milhares de médicos recomendassem  o afastamentos dos estádios. O amor, transcendeu a razão e aflorou de tal forma, a fazê-lo nascer, viver e morrer pelo rubro-negro!

 

Um revolucionário atleticano: o salvador da pátria!

 

Filho de ex - presidente (João Alfredo), jogador das categorias de base e também advogado do clube, sem dúvida alguma Jofre Cabral e Silva foi um dos mais importantes presidentes da história do nosso Rubro– Negro.

Em 1967 após passar vexame no Campeonato Paranaense, o Atlético ficou em último lugar na competição e teria que ser rebaixado para a segunda divisão do Paranaense. Diante dessa condição em dezembro de 1967 Jofre Cabral assumiu a presidência e salvou o clube da vergonhosa queda.

Contra tudo e todos o presidente foi capaz de rasgar o regulamento da competição na frente das câmeras e também do então presidente da Federação Paranaense de Futebol José Milani. Após uma mudança nas regras do campeonato, o mandatário do clube conseguiu manter o Atlético na elite.

 

Foto: Gazeta do Povo

 

O número de clubes passou de 12 para 14, o que desencadeou um mini campeonato para definir quais seriam os times classificados para série A do Paranaense em 1968. Uma vaga já era do Furacão e outras seis equipes disputaram a que sobrou.

Para Jofre não bastou deixar a situação a favor do Atlético. O presidente quis também provar que o clube era merecedor desta vaga e fez isso montando um “timaço”. Entre eles estavam: os meias Zé Roberto e Sicupira; o lateral Djalma Santos; o zagueiro Bellini e  também o atacante Nilson Borges.  O time montado por Jofre causou um impacto muito forte no futebol paranaense, já que o estado era carente de grandes ídolos.

Jofre Cabral veio a falecer no dia 2 de Junho de 1968 após um ataque cardíaco na partida entre Atlético e Paraná (extinto time de Londrina). O presidente que já sofria de problemas no coração, por conta de seu fanatismo contrariou ordens médicas e foi a Londrina no estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) acompanhar o Furacão. Após um dos gols do time adversário Jofre não resistiu.

O ex - presidente foi velado no antigo ginásio da Baixada. Milhares de atleticanos acompanharam seu velório e deixaram seu último adeus.

 

“Jofre faleceu em Londrina e a diretoria precisava trazer o corpo para Curitiba. Lá estavam um ônibus de torcedores e alguns diretores de carro. Foi providenciada uma ambulância para trazer o corpo, porém, o motorista da ambulância tremia tanto que simplesmente não conseguia dirigir. Um dos torcedores que estava no ônibus teve que voltar dirigindo a ambulância para Curitiba.  

Quando a ambulância chegou a Campo Largo, parecia que tinha jogo do Atlético por ali, de tantos torcedores atleticanos que esperavam a chegada do corpo, tamanha era a admiração por aquele presidente. De lá, os atleticanos foram em carreata até a Baixada, onde o corpo de Jofre foi velado.” dr. Farracha. (depoimento extraido de https://circuloatleticano.wordpress.com/2008/11/05/curiosidades-ii/)

 

 

Curiosidade:

 

Apelido para o rival: Em um Atletiba na década de 30, Jofre que ainda era torcedor, estava irritado e soltou um grito de “coxa - branca” para um jogador do rival de origem germânica. Em um primeiro momento ninguém do time rival gostou do apelido. Porém com o passar do tempo os rivais adotaram a expressão como apelido oficial.

 

 

Foto: Globo Esporte

 

Nunca esqueçam o pedido do presidente

 

Jofre Cabral se tornou inesquecível para os atleticanos não só por tudo que fez pelo nosso Furacão, mas também por sua célebre frase: “Não deixem nunca morrer o meu Atlético!”.

O torcedor, um como tantos outros, queria e lutou por Atlético, forte que fizesse frente aos times do eixo e sua garra, jamais será esquecida!

 

SRN

Vanusa Caetano, Por Deus, Pela Família, Pelo Atlético!