Jogadores vem e vão, o clube continua.

 

 

Foto: Jefferson Bernardes

 

O clube continua. Essa é a única certeza que sempre teremos. Entra e sai ano, abre e fecha as janelas de transferência, mudam-se técnicos, diretorias, jogadores... Mas o clube, ele fica. Não é o fim e muito menos o início do fim, digamos que é apenas mais uma fase de transição, daquele ciclo vicioso que todo ano passamos, mas nunca sabemos lidar.

 

Torcedor é apegado, eu sei. Eu também sou.

 

As notícias dos portais esportivos já anunciam a saída de um jogador importante do clube, outros já apresentam as supostas propostas e já bate aquele aperto no coração.

 

"E como ficarão as coisas?" "Quem vai repor?" "Nós não temos ninguém do nível dele!" "Não vamos conquistar mais nada esse ano!"

 

Mas o torcedor esquece, que essa cena se repete a cada 6 meses - ou até menos - na verdade, nunca nos acostumamos com saídas, sejamos sinceros. Tem jogadores que pegamos um apego tão grande que parece que é nosso parente. Ficamos até em um "luto pessoal" com a sua saída. Mas esse nunca será o fim.

 

O clube vai continuar. Sempre continuará. E ele pode até cair de rendimento, você pode até bater o pé e reclamar que a culpa da fase ruim foi a saída de "fulano", mas o clube supera. A dependência de jogador não é eterna.

 

Até que aquele atleta que você achava um porre e xingava o técnico toda vez que botava ele em campo começa a brilhar... Ocupa o lugar que o "jogador querido" tinha e você começa a pensar que a saída dele foi melhor pro clube.

 

Ele vai brilhar, ajudar, mas a janela de transferências vai chegar e aí? A história se repete.

Mas afinal, o que eu estou querendo dizer com tudo isso?

 

Quero deixar claro que jogadores vem e vão, mas o seu time sempre permanecerá firme. Isso é tão certo quanto 2+2=4.

 

Pare de botar um atleta acima do seu clube, pois ele é um profissional que assim como você também precisa ganhar o seu "pão de cada dia" e NUNCA ache que ele amará a equipe tanto quanto você. Essa é a maior burrada dos torcedores. Digo isso, porque eu achava que todo jogador que vestisse a camisa do meu clube teria que amá-lo como eu o amo. Mas convenhamos, a realidade não é essa e se você pensar diferente irá se poupar emocionalmente. Principalmente se um dia o atleta voltar ao país e querer ir para outro clube, ou ser transferido para um rival.

 

O clube fica, jogadores não.

 

Carolina Ribeiro