Jogos catimbados, duros e sem espaço para firulas, muito menos para desatenção! Onde não existe time fraco e nem disputa fácil. O favoritismo, cede lugar às partidas 'calientes', onde tudo pode acontecer! Senhoras e Senhores, bem vindos à Libertadores da

 

O Palmeiras estreia bem, mas deixa escapar a vitória, que parecia estar nas mão.

 

Conhecidos por seu estilo de jogo duro, "feio", cheio de catimba e "pegado" do começo ao fim, os times da América do Sul, fazem com que a Copa Bridgestone Libertadores, seja muito diferente das disputas estaduais e nacionais. Características tão marcantes e fortes, que torna qualquer time, um grande adversário.

Sim meus amigos! Na Libertadores não existe time tão fraco, que não possa surpreender e alterar o placar.Foi exatamente o que aconteceu com o Palmeiras na noite de ontem.

 

 

foto:torcedores.com

 

O jogo de estreia contra o River Plate do Uruguai, estava cercado por muita espectativa. A torcida, que não via o time jogar em campos sul -americanos, há três anos, estava ansiosa por este retorno.O adversário, considerado o mais fraco do grupo, conseguiu arrancar um empate improvável, numa partida em que o Palmeiras ficou na frente do placar, duas vezes e parecia estar com o jogo ganho.Mas em terras latinas, a conversa é outra. Foi esse "fraco" River Plate, que eliminou o Universidad do Chile, considerado mais forte e mais competitivo.

Os dois times começaram razoavelmente bem e o Palmeiras tentou impor o seu ritmo de jogo, sendo muito marcado nas saídas de bola e tentativas de infiltração na área, o que impediu o alviverde de criar jogadas mais eficientes.

Apenas aos 34 minutos, o Verdão conseguiu uma boa jogada, que resultou no seu primeiro gol. Erik consegue chegar livre na grande área e tabelar com Dudu, que faz um passe perfeito para Jean. Ele coloca a bola na rede, de forma indefensável.

No começo do segundo tempo, o Palmeiras perde uma bola no meio campo e o River consegue armar o seu contra-ataque, ficando cara a cara com Fernando Prass. O goleiro alverde pareceu antecipar o perigo e acaba derrubando o adversário. O juiz marca pênalti. A partida estava empatada.

As substituições do técnico Marcelo Oliveira, foram certeiras e chamaram a virada. Zé Roberto lança Alecssandro, que havia entrado no lugar de Barrios, e este mata a bola no peito, fazendo um lindo passe para o menino Jesus, que muito bem posicionado, também arruma a redonda no peito e estoura a rede adversária. O Palmeiras vira o jogo.

Na sequência, segue pressionando e ainda consegue uma boa jogada com Alecssandro, novamente ele, o chute assusta, mas sai pela linha de fundo.

O time da casa não se dá por vencido e vai para cima tentar o empate. Consegue, para desespero da torcida da alviverde. O escanteio bem cobrado, encontra Montelongo, que não tem dificuldade nenhuma para cabecear e fazer o gol do River. Dessa vez, a falha não pode ser creditada apenas à defesa palmeirense, que ainda erra muito, é verdade, mas no lance, todos os jogadores pareciam dormir, uma falta de atenção inaceitável.

Apesar do empate cedido, o que se viu nos últimos momentos, agradou. O Palmeiras não se acomodou, mostrando muito raça e chegando várias vezes, com muito perigo, ao gol adversário. Infelizmente, a bola não entrou.

O elenco do Verdão, que hoje está um pouco mais entrosado, tem a grande missão de criar um estilo de jogo, que dê conta dos desafios que a competição exige.

Um trabalho essencialmente criativo, ou melhor dizendo,"artezanal", no sentido de extrair dos talentos individuais, uma química coletiva, que nos dê uma identidade própria. O que já é um bom elenco, precisa se transformar num bom time, onde as peças se encaixam e produzem uma dinâmica de jogo.

É um caminho muito árduo. Mas quem disse que a Libertadores é fácil, hermano?

 

Alê Moitas