Juventude se complica no final da competição e surpreende o total de zero pessoas

Mais uma vez, equipe alviverde acrescenta emoção a um campeonato que está disputando e testa o coração do torcedor

 

(Foto: Arthur Dallegrave / E.C. Juventude)

 

Na noite deste domingo (28), o Juventude recebeu o São José no estádio Alfredo Jaconi. O alviverde precisava da vitória, para não complicar-se na classificação, mas não conquistou-a. 

O Ju até saiu na frente no placar, com gol de Renato Cajá. Depois de uma bela jogada de Genílson — que me lembrou Rafael Pereira, na época que jogava no alviverde, saia da zaga e chamava a responsabilidade —, a arbitragem marcou penalidade máxima. Cajá foi para a cobrança, mas o goleiro Fábio fez a defesa. A bola voltou para Cajá que, desta vez, não desperdiçou. Placar aberto e alegria jaconera... por pouco tempo. 

Enquanto os alviverdes comemoravam, a zaga do Ju dormiu e Luiz Eduardo igualou o placar, em uma das raras chances da equipe porto alegrense. Os comandados de Marquinhos Santos até tentaram ampliar, logo no lance seguinte, mas sem sucesso. 

Aliás, pode-se falar que o técnico alviverde ousou. Antes do gol, Marquinhos tirou o centroavante Carlos Henrique — que pouco fez, é verdade, mas, se comparado a Braian Rodríguez, o jogador até que merece um elogio ou outro — e promoveu Breno ao time titular. Depois, quando o placar já estava empatado em gols, Gabriel Poveda entrou em campo, talvez até tarde demais, pois o atacante pouco encostou na bola. 

Enfim, o empate é péssimo para as pretensões da equipe no campeonato. O Juventude, mais uma vez, consegue complicar-se na hora que não pode! O discurso de Pioneer, quando a partida findou, mostra que todos estão cientes disso. Então, há esperança.

No próximo final de semana, o Ju enfrenta o Atlético-AC, do outro lado do país. É a chance da equipe gaúcha conquistar a vitória e manter-se na zona de classificação. Entretanto, o time não pode chegar no Acre subestimando o adversário!

 

A ARBITRAGEM

Não é exagerado dizer que se o cronômetro desse jogo fosse paralisado cada vez que uma falta fosse marcado, estaríamos o assistindo até agora. O árbitro, Felipe Fernandes de Lima, não deixou a partida seguir. A bola não rolava. O jogo tornou-se algo extremamente cansativo e estressante para os que estavam assistindo.  

 

CLASSIFICAÇÃO MOMENTÂNEA

Com o empate, o Juventude consegue manter-se, momentaneamente, na zona de classificação. A equipe está na quarta colocação com 21 pontos. Entretanto, pode ser ultrapassado pelo Paysandu, que enfrenta o Boa Esporte na segunda-feira (29). Em caso de vitória da equipe do Pará, o Juventude cai uma posição e termina a rodada na quinta colocação. 

 

Por: Carol Freitas