Lab R9 - A arma secreta do Timão

Inaugurado em fevereiro de 2015 e batizado em homenagem a um dos maiores craques que já passaram pelo clube e “muso inspirador” da ideia, é em uma sala em um canto pouco visto do CT Joaquim Grava que o Corinthians esconde um de seus trunfos: O Lab R9.

Idealizado pelo fisioterapeuta Bruno Mazziotti e muito apoiado por Ronaldo, o Lab consiste em uma estrutura completa de biomecânica e bioestatística que auxilia os médicos, fisioterapeutas e fisiologistas do clube a tratarem e prevenirem com mais precisão as tão temidas lesões que podem atormentar a carreira de um atleta profissional. Estrutura igual a encontrada no Timão só existe em outros dois clubes do mundo: O Porto e o Real Madrid.

Para realizar esse trabalho, o Corinthians conta com uma estrutura avaliada em cerca de 2 milhões de reais. A maioria dos equipamentos foi fruto de parcerias com empresas em forma de permuta. O único gasto real do clube veio na compra de dez câmeras que captam com detalhes e muita clareza os movimentos do atleta avaliado.

A equipe formada por Bruno Mazziotti e mais cinco pessoas tem como responsabilidade fazer avaliações minuciosas de como o corpo do atleta reage em determinadas situações de jogo e até mesmo no posicionamento dos pés ao fazer um chute simples. Tudo é feito em parceria com a comissão técnica e de acordo com as necessidades do professor Tite e do preparador físico Fábio Mahseredjian.

A eficácia desses métodos vem sendo testada desde a passagem de Ronaldo pelo Parque São Jorge e provada não só no dia a dia com baixos índices de lesões por parte dos jogadores, mas também em contratações de risco.

Em 2013, o Lab R9 teve uma de suas missões mais difíceis: Recuperar Alexandre Pato após dois anos de seguidas lesões no Milan. O trabalho feito com Pato foi basicamente de reequilíbrio muscular e maior intensidade de atividades recuperativas após os jogos e treinamentos. O sucesso pôde ser visto em campo e nos números: O atacante jogou 57 partidas, todas elas sem nenhuma lesão grave ou que o impedisse de jogar por mais de uma partida.

Outro grande desafio enfrentado por Bruno Mazziotti e sua equipe foi a recuperação de uma das peças-chave do título de campeão brasileiro 2015: Renato Augusto. Contratado em 2013 e com um grande histórico de lesões, Renato foi submetido a diversos testes até a detecção do real problema. O jogador era mais forte da cintura pra cima, o que acabava sobrecarregando suas pernas durante as atividades.

A ideia de Bruno para recuperar o atleta foi o uso de palmilhas nas chuteiras que a principio desestabilizavam todo o corpo do jogador, mas auxiliavam na reconstrução e no fortalecimento dos músculos.

Apesar de pertencer ao Timão, a estrutura do Lab está aberta para jogadores de outros clubes que queiram se recuperar. Os últimos a passarem por lá foram o volante da Seleção Brasileira, Luiz Gustavo, e o meio campista Rômulo, jogador da Juventus. Em 2013, também esteve presente no Timão o ex-Barcelona, Dmytro Chygrynskyi.

Em um mundo onde o futebol é cada vez mais caracterizado por técnica e precisão, o Corinthians está um passo a frente dos outros clubes ao ter disponível em seu CT uma estrutura desse porte. Atrelar tecnologia aos trabalhos característicos do esporte é uma boa aposta para manter os atletas cada vez em melhores condições, conseguindo assim obter um planejamento mais preciso para que não haja surpresas e o clube consiga realizar todas as suas metas durante o ano de trabalho.

fotos por: Daniel Augusto Jr./Ag Corinthians

 

Victória Monteiro - Maloqueira, sofredora graças a Deus!