LEÕES DE TERENGA: HORA DE SURPREENDER O MUNDO NOVAMENTE!

SENEGAL TENTARÁ NA RÚSSIA, REPETIR OS FEITOS DA COPA DE 2002



 

É provável que você sequer faça ideia, mas a modesta seleção senegalesa, já aprontou pra cima das ditas “potências” do futebol Mundial. Durante a Copa de 2002, em sua primeira, e até então, única participação em Mundiais, os Leões deixaram para trás os uruguaios e os dinamarqueses, ficando em segundo lugar do grupo, encabeçado pela França.

 

Tony Sylva, Ferdinand Coly, Lamine Diatta, Papa Malick Diop e Omar Daf; Aliou Cissé (atual treinador),

Henri Camara, Salif Diao, Papa Bouba Diop e Khalilou Fadiga; El Hadji Diouf. Foto: Imortais do Futebol.

 

No dito grupo da morte, contra os franceses, campeões em 98, uma surpresa: vitória por 1x0. A França, pressionou o tempo todo, mas sem efetividade, enquanto os irreverentes Leões, infernizaram a zaga francesa. Em um contra-ataque mortal, Papa Bouba Diop, estufou as redes! 1x0 Senegal, entre sorrisos e lágrimas!

Os comandados de Bruno Metsu, o feiticeiro branco, ficaram no empate com a Dinamarca por 1x1, e precisavam apenas de um empate para garantir a classificação. Pela frente estava uma pedreira: o Uruguai!

 

Metsu foi o grande responsável pelo brilho senegalês. Foto: Fox Sports

 

Amplamente favoritos, os celestes no entanto, foram bombardeados. Em menos de 40 minutos, já estava 3x0 para os Leões, com dois gols de Papa Bouba Diop. Mas os senegaleses pararam e por pouco não perderam a classificação. No fim, 3x3 diante do Uruguai, garantindo o passaporte para a

o mata-mata.

Com a força de El-Hadji Diouf, Salif Diao e Papa Bouba Diop, no mata-mata, 2x1 sobre a Suécia. A derrota veio nas quartas contra a Turquia, mas não sem antes lutar. Os turcos marcaram o gol de ouro, na prorrogação, eliminando os Leões.

 

UMA NOVA HISTÓRIA: do campo para comissão técnica

 

Capitão em 2002, Alisou Cissé, se aposentou em 2009 e pouco tempo depois começou a trilhar seu caminho como auxiliar-técnico, já por Senegal. Na seleção sub-23, em apenas um ano, alcançou o posto de treinador e passou a ser apontado como o nome que conduziria o país a mais uma Copa do Mundo.

Confirmando sua sina de capitão, Cissé, formou um elenco competitivo, que se classificou em primeiro lugar na Copa Africana de Nações, mas que foi derrotado por Camarões nas quartas, porém seu maior feito é sem dúvida nenhuma, colocar sua nação novamente na Copa do Mundo.

 

De capitão a técnico. Foto: FIFA

 

"Já se passaram 16 anos! E não nos classificamos para a Copa desde então. Desde 2002, muita gente achou que seríamos regulares no torneio, mas não foi o caso. Finalmente, estamos de volta, e lógico que muitas comparações estão sendo feitas com aquela geração. Mas aquele time já criou a parte deles na história, e agora é a vez desse aqui criar a dele", afirmou o técnico em entrevista ao site da FIFA.

 

Dentro dos gramados, representou, entre outros, o Paris Saint-Germain, o Lille, e os ingleses Birmingham e Portsmouth. Hoje com 41 anos, o ex lateral é o técnico mais novo deste Mundial.


 

O CAMINHO ATÉ A RÚSSIA

 

Depois de ter o jogo anulado por um escândalo de manipulação de resultados, os Leões de Terenga, carimbaram seu passaporte para o Mundial vencendo a África do Sul, fora de casa, com gols de  Diafra Sakho e Thamsanqa Mkhize (contra).

Originalmente, os sul-africanos haviam vencido por 2x1, com um pênalti  absurdo, marcado pelo árbitro Joseph Lamptey. A FIFA cancelou a partida e baniu Joseph, e declarou a realização de um novo jogo. No estádio Peter Mokaba, veio a classificação, que chegou com uma rodada de antecedência.

 

A comemoração da classificação. foto: Globo Esporte

 

Os Leões ficaram em 1º lugar no grupo composto por Burkina Faso, Cabo Verde e África do Sul. Na Rússia, Senegal ficou no Grupo H, ao lado de Colômbia, Polônia e Japão. Sua estreia será no dia 19 de junho contra os poloneses, em Moscou.

 

A SELEÇÃO DE MILHÕES

 

Os senegaleses sonham alto neste Mundial e tem motivos de sobra para isso. A atual geração, movimentou o mercado da bola com transferências milionárias. Só o jovem atacante Keita Baldé, custou 114 milhões ao Monaco, se tornando o jogador mais caro da história do país africano.

Disputado por Internazionale, Milan e Juventus, Keita nasceu na Catalunha, e começou a jogar nas categorias de base do Barcelona. Sem chances no Barça, ainda pequeno Keita foi emprestado e acabou sendo vendido para a Lazio. Depois de estrear em 2013, o jovem escolheu defender a seleção do país de seus país: o Senegal!

 

Baldé é o jogador mais caro da história do Senegal. Foto: Divulgação


 

O atacante do Liverpool, Sadio Mané, também merece respeito. Mané compõe o trio ofensivo dos Reds, ao lado de Salah e Roberto Firmino.

Representando seu país, ele disputou os Jogos Olímpicos de 2012,  as Copas Africanas de Nações de 2015 e 2017, e foi decisivo nas eliminatórias africanas.

 

Philippe Coutinho, Mané e Firmino, comemorando mais um gol.

Foto: Medium


 

Compondo o galáctico ataque senegalês, Ismaila Sarr de apenas 19 anos, custou 76 milhões ao Rennes. Outros destaques da seleção senegalesa, mas não tão badalados,  o zagueiro Koulibaly do Napoli e o lateral esquerdo Pape Souare, do Crystal Palace-ING, vão a Rússia. Pape voltará a seleção depois de um acidente no qual quebrou a perna e fraturou a mandíbula, ficando  longe por dois anos.

 

Por Mariana Alves

 

Fontes:

*Infosport

* R7

*UOL Esportes

*ESPN