Liderança não ganha jogo

FOTO: Terra Esportes

Não, liderança não ganha jogo. Por mais que o clube tivesse assumido a ponta da tabela na nona rodada do Campeonato, não poderia assegurar a permanência na ponta sem apresentar um futebol que fizesse jus.

O Palmeiras visto em campo foi medíocre em todos os sentidos. Um time que se atrapalhava para se defender, não conseguia dominar e tocar a bola, não tinha atacantes decisivos e apelou para os temidos chutões, que até hoje fazem a torcida ter pesadelos.

Nesta noite de domingo (31) está difícil defender o Palmeiras. O clube teve oportunidades ao longo do campeonato de abrir uma larga vantagem de pontos em relação aos seus rivais, mas foi bobeando, perdendo pontos fáceis, deixando a diferença na tabela diminuir, até que perdeu em casa e, após perder fora para o Botafogo, se vê cair da primeira colocação para a terceira.

Sem regularidade de jogo não se ganha campeonato de pontos corridos. Pensava-se que dos últimos anos para cá o Palmeiras já tivesse aprendido essa lição, mas parece que não.

Neste domingo no Rio de Janeiro, o Cuca não esteve à beira do campo, pois cumpria suspensão em virtude de ter sido pego com ponto eletrônico no jogo contra o Fluminense. Ficou a cargo do Cucinha e do Valentim tentarem organizar esse time de futebol patético. Mas foi do Cuca a escalação também medíocre.

O time entrou sem Dudu e optou por Leandro Pereira no ataque. Ninguém entendeu e está buscando entender até agora. O ataque foi muito mal e só melhorou um pouco após a entrada, justamente, de Dudu no segundo tempo. Mas não foi uma melhora significativa. Chegou a ter 2 a 1 no placar, mas acabou tomando o terceiro gol de pênalti do Botafogo.

A verdade é que o Palmeiras tomou enorme baile de equipe que briga para sair do Z4. Neilton infernizou a zaga como pode, tanto que dele foram dois gols. Medíocre, medíocre e medíocre...

As ausências de Gabriel Jesus e Fernando Prass, por óbvio fazem muita falta, mas esse não é o maior problema. Domingo passado o Palmeiras sentiu falta de Moisés no meio campo, este domingo a falta foi de Tchê Tchê, que sozinho parece povoar o meio campo palmeirense. A verdade é que o que faz mais falta ao Palmeiras é a dupla Tchê Tchê e Moisés. Sem eles no meio campo, o Palmeiras não consegue tocar a bola e não sabe criar.

Sem o meio campo trabalhando o Palmeiras optou por ligações diretas que por óbvio não surtiram resultados. Os atacantes também não tinham vontade de buscar essa bola. Mas se existe dificuldade de povoar o meio campo, por que não colocar o Alione para ajudar na montada das jogadas? O argentino já demonstrou saber fazer isso. Aliás, esse jogador deve sair em breve do Palmeiras sem jamais ter sido bem utilizado pela equipe, mesmo em momentos de necessidade, como o de hoje.

Atuações apagadas de Cleiton Xavier e Jean também foram sentidas em campo. Zé Roberto que jogou muito bem no domingo passado, desta vez vacilou muito e foi dele a falha que originou o primeiro gol do Botafogo. E novamente não entedemos porque o Egídio segue no banco.

Não há dúvida que o Palmeiras tem elenco, mas mais uma vez o técnico não soube usar essas peças sobressalentes da equipe. Se a escalação, na minha opinião, já era ruim, as substituições também foram.

O Palmeiras voltou para casa com uma queda de duas posições na tabela e precisando repensar muito no seu modo de jogar.  É bom o Cuca por a cuca para pensar e saber escalar esse time sem Gabriel Jesus e, ainda mais agora, sem Fernando Prass que provavelmente não jogará mais esse ano.

O domingo acaba dolorido e amargo. Mas até agora fomos pacientes porque o time era líder, mesmo com bobeadas ridículas. Porém a paciência do torcedor acabou e espera-se que jogadores e comissão técnica comecem a honrar mais essa camisa e escudo que ostentam no peito.

Por Marcela Permuy

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