Macaca não perdoa e Palmeiras perde em Campinas!

 

Um balde água fria que veio na hora certa! Para acordar qualquer ilusão: o campeonato está só começando e por enquanto, não há favoritos!


 

Os primeiros momentos de jogo no Moisés Lucarelli enganaram o torcedor alviverde. O time de Cuca entrou com tudo!

No primeiro minuto, Egídio cobrou falta e Jesus encheu o pé. A bola passou por cima do travessão com perigo. Em seguida, em boa jogada, Cleiton Xavier quase abriu o placar, chutando uma bomba no canto do gol, assustando o goleiro alvinegro. Mas a empolgação do torcedor durou muito pouco, porque o que se viu ao longo do primeiro tempo, decepcionou. Muito. E irritou também.

O Palmeiras seguiu, cometendo erros básicos, principalmente no setor defensivo. A defesa se mostrou desarrumada e mal postada. Aos cinco minutos, o time de Campinas quase fez o primeiro, depois de uma jogada inteligente que deixou Felipe Azevedo cara a cara com Fernando Prass. A muralha alviverde fez defesa espetacular.

 

Foto: Gazeta Press- Djalma Vassao

 

A Ponte continuou mostrando um futebol consistente. Com jogadas rápidas e ofensivas, parecia não tomar conhecimento do adversário. E o Palmeiras seguia cometendo erros inaceitáveis.

A Macaca passou a mandar no jogo. Mesmo assim, o Verdão conseguiu criar algumas jogadas mais efetivas. Aos vinte minutos, Roger Guedes dominou uma bola na lateral e fez bom cruzamento na cabeça de CX10. Um belo lance que merecia terminar em gol, mas o goleiro João Carlos, também estava inspirado.

A resposta do adversário veio rápida e mais efetiva: veio em forma de gol. Aos vinte e três minutos, após cobrança de falta para dentro da área, Felipe Azevedo, que estava livre de marcação, cabeceou no canto esquerdo, sem chance para Prass. Mais uma vez, a defesa do Palmeiras estava totalmente desarticulada.

O Palmeiras começou a mostrar raça e foi em busca do empate, que quase aconteceu aos vinte e oito minutos. Roger Guedes recebeu um passe na medida de Cleiton Xavier e chutou frontalmente, exigindo uma defesa dificílima do goleiro ponte pretano.

Sabe aquela velha história de “quem não faz...” Pois é! É fatal. E sabe aquele velho ditado popular "tá com a Macaca!"? Pois é! O atacante Felipe Azevedo realmente estava impossível! Ele aproveitou o bom cruzamento por baixo, que veio dos pés de Reinaldo e enfiou a bola pra dentro do gol sem dó, ampliando o placar e o desespero da torcida palmeirense.

O que estava ruim, piorou. O Verdão sentiu o gol e os inúmeros erros quase cederam o terceiro gol no finalzinho do primeiro tempo.

As alterações para o segundo tempo, funcionaram e o Palmeiras voltou superior. Rafael Marques substituiu Alecssandro, Dudu entrou no lugar de Matheus Sales e Moisés no lugar de Roger Guedes.

As jogadas começaram a ser criadas com mais facilidade e o time conseguiu sair jogando. A Ponte Preta, por sua vez, aceitou a pressão Palmeirense e se retraiu. Mas apesar do cenário mais favorável, o Verdão não conseguia finalizar.

Aos vinte um minutos, Gabriel Jesus chutou uma bola frente à frente com o goleiro, que fez boa defesa. Aos trinta e um, foi a vez de Vitor Hugo arriscar uma cabeçada, após escanteio, mas não acertou o alvo.

No final, o Palmeiras começou a mostrar afobação e ansiedade para marcar e abriu o jogo, convidando o adversário para jogar. Decisão perigosa que podia ter gerado o terceiro gol do time da casa.

Somente aos quarenta e cinco minutos da etapa complementar, o gol de honra saiu. Moisés aproveitou o escanteio e a confusão da defesa da Ponte, na área e colocou a redonda lá dentro. Os jogadores ainda tentaram empatar, mas o cansaço e o futebol feio, não deixaram.

Apesar do gosto amargo da derrota, essa veio na hora certa, se é que se pode dizer isso de derrotas. Mas a verdade é que a chegada de Cuca e a indiscutível melhora da equipe encheram o torcedor de esperança, mas também de um pouco de ufanismo. E todo mundo sabe que futebol e ufanismo não combinam! Não se ganha campeonato antecipadamente. Tudo acontece dentro de campo, jogando uma partida de cada vez.

Então que esse balde de água fria refresque as ideias e nos acorde de qualquer ilusão. Há muito trabalho pela frente e outros bichos, além da macaca, nos esperam pela frente.

 

Forza Palestra!

 

por Alê Moitas