Mais uma vez a arbitragem foi protagonista no clássico, quando o principal deveria ser o futebol

 

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

 

Flamengo e Vasco sempre é um jogo que mexe com os nervos de torcedores dos dois lados. Estávamos classificados, mas ninguém quer perder do Vasco nem que seja em um amistoso. O problema é quando o juiz quer aparecer mais do que o jogo. Não digo isso só porque o erro beneficiou o adversário, mas pela situação geral em que se encontra a arbitragem brasileira. Erros atrás de erros, árbitros cada vez mais autoritários, que tentam acabar com a emoção de um jogo de futebol.

 

Mas vamos falar do jogo em si, as duas equipes ficaram no 2 a 2, mas é importante frisar que para chegar a esse placar houve muitos erros e acertos do time do Flamengo (vou me concentrar na atuação da equipe). O Flamengo, já classificado, entrou em campo com muitos desfalques: Diego, Trauco e Guerrero, estavam nas suas respectivas seleções. Rômulo e Gabriel estavam machucados. No lugar deles entrou Berrío, Renê, Damião e Márcio Araújo.

 

O jogo começou com o Vasco mais rápido, agredindo mais. O Flamengo procurava espaço, mas com o adversário pressionando desde a saída de bola (característica que o Milton Mendes já implantou no Vasco) ficava difícil para o Mengão se encontrar em campo. Tudo agravado pelas bolas longas e jogadas lentas do time. A pressão deles deu certo. Se aproveitando de uma bobeira da nossa zaga, quando Réver errou na saída de bola, Luis Fabiano roubou a bola, tocou para Nenê, que avançou pelo lado esquerdo e cruzou para Yago Pikachu, que chegou chutando para abrir o placar. Vasco 1 a 0, com 15 minutos de jogo. A preocupação veio já que o time do Vasco seguia melhor em campo e dependendo da reação do Flamengo, a quantidade de gols poderia ser maior.

 

O Flamengo precisava de uma luz, mas por ironia, foi a falta dela que melhorou as coisas para o time de Zé Ricardo. Um apagão no Mané Garrincha paralisou o jogo. A conversa do treinador com o time deve ter dado certo porque o Flamengo voltou com outro ímpeto para o jogo, equilibrando o duelo. Aos 47 minutos, Pará fez uma bela jogada e tocou para Damião, mas o atacante furou e desperdiçou a chance de igualar o marcador ainda no primeiro tempo.

 

No segundo tempo outra postura: pressão no Vasco, que ficou com um a menos após a expulsão de Luís Fabiano. Sem o "carrasco" em campo, não demorou muito para sair o empate. Mancuello, aniversariante do dia, cobrou escanteio com perfeição. A bola parou na cabeça de Willian Arão, que mandou para o fundo da rede. Aos 19 minutos, golaço de Berrío, que mandou um balaço de fora da área para virar a partida. Porém o gás do Flamengo diminuiu com a saída de Berrío para a entrada de Márcio Araújo. Com isso, o adversário tentou ensaiar uma pressão. Foi aí que veio a maior polêmica do jogo.

 

A bola tocou na barriga de Renê, que estava com o braço bem longe de onde a bola tocou, mas para o árbitro, tinha uma mão ali...na barriga e ele marcou pênalti. Nenê cobrou e empatou o jogo. Renê, chateado, declarou que não jogaria mais futebol se a bola tivesse tocado na mão dele. Os vascaínos vêem o erro como "reembolso"... Polêmicas à parte, erros passados não devem endossar erros futuros, sempre vi desta forma. Não perdemos o jogo para o Vasco, seguimos invictos no Carioca. Eles seguem sem ganhar de um time de série A.

 

SRN


Camila Leonel