MEMORABLE

 

Foto: @bocajrsoficial

 

Admiração, entusiasmo, alegria, euforia, nervosismo.... uma mistura de sentimentos descreve a tarde deste domingo. A final mais aguardada de todos os tempos teve de ser adiada por um dia por causa das fortes chuvas, mas finalmente aconteceu. Os primeiros 90 minutos dessa guerra já aconteceram.

 

Os 50 mil hinchas que estavam no estádio deram um show à parte. O recebimento da equipe foi memorável, tanto que até os rivais deram aquela olhada com certa admiração.

Competição raíz.... final raíz.... é Boca-River.... isso é Libertadores.

 

Era hora de suar sangue, de dar a vida por estas cores, de demonstrar o porquê de merecermos a sétima taça da Liberta. O caminho não foi fácil, muitos nos subestimaram, tiraram sarro quando estávamos prestes a deixar a competição. Primeira fase é uma coisa, mata-mata é outra totalmente diferente. Se no começo da competição andamos a passos lentos e tropeçamos, agora estamos com tudo. Titulares excelentes, reservas de luxo e de onde tem vindo o nosso salvador da pátria? Exatamente, do banco de reservas. Darío Benedetto foi mais uma vez um dos nomes do jogo. Seus gols tem nos feito subir degrau por degrau. Seus gols tem nos feito felizes e tem nos feito avançar de fase sempre e hoje não foi diferente. Foi Pavón que saiu lesionado e chorando ainda na primeira etapa que deu lugar a Pipa para que esse estufasse as redes mais uma vez para o nosso delírio total. Ele gritou o gol como louco e nós.... aaaaaah nós choramos e gritamos junto com ele. Esse foi seu primeiro gol diante do nosso maior rival e modéstia à parte, como é bom marcar um gol no tal River Plate e comemorar como louco.

 

Foto: @bocajrsoficial


 

Não só Pipa foi um dos nomes do jogo. Alguém mais quis ser protagonista desse espetáculo e esse alguém foi Agustín Rossi. Ele que é tão contestado na meta xeneize por todos, mas que tem a confiança do DT Guillermo Barros Schelotto mostrou hoje o porquê devemos confiar nele. Apesar dos dois gols sofridos fez defesas excelentíssimas e com toda a certeza do mundo, subiu no nosso conceito. Defendeu como nunca, estava realmente inspirado, fez milagres. O sistema defensivo mostrou falhas graves, Gonzalo Martínez e companhia limitada furavam nosso bloqueio da maneira que queriam, mas mostramos a eles quem é mandava na nossa casa.

 

O primeiro tempo teve o River com maior posse de bola, com ataques mais perigosos e mais chances de gols. Logo aos cinco minutos cobrança de falta a favor deles e Gonzalo Martínez estava na bola. A cobrança foi feita e Rossi, que graças aos deuses do futebol estava em um bom dia, fez uma linda defesa e espalmou para fora. No lance seguinte bola na área xeneize, e o rival subiu sozinho, cabeceou mas por sorte a bola foi para fora. Aos 15 minutos outro susto. Bola cruzada da esquerda e Borré cabeceia. Rossi faz um milagre extraordinário. O River jogou melhor até os 33 minutos que foi quando el xeneize mostrou quem é que mandava na casa. Ábila recebeu na entrada da área, cortou, ajeitou e chutou forte. Armani defendeu mas deu rebote e o próprio Abila estava lá para mandar um balaço e marcar o gol. Explodimos em felicidade. Extravasamos o choro. Que alegria, mas durou pouco. Na saída de bola do River, Lucas Pratto foi lançado, ganhou na corrida dos nossos dois zagueiros, chutou na saída de Rossi e correu para comemorar o gol. Em mais um contra-ataque dos rivais, Montiel chegou pela direita, cruzou, a bola passou por toda a área e foi parar em Martínez, que arriscou o chute e mais uma vez Rossi defendeu.  A hora de gritar mais um gol viria minutos depois. MAS SERÁ O BENEDETTO? Sim, o nosso iluminado. Aos 45 minutos ainda da primeira etapa, cobrança de falta a nosso favor. Bola lançada na área e quem foi que subiu mais alto que todo mundo e estufou a rede? Ele, Pipa Benedetto. Cabeceio lá em cima, onde Armani não conseguiu alcançar e foi só correr pro abraço. E como Pipa gritou, como todos nós gritamos esse gol. Esse foi seu primeiro gol em cima dos nossos rivais e merecia ser comemorado da maneira que foi. Ele, que tem saído banco e tem feito a diferença, mais uma vez nos deu essa alegria.

 

No segundo tempo os caras tiveram a audácia de correr atrás do empate e de tanto insistirem marcaram o gol. Aos 15 minutos Martínez coloca a bola na área e infelizmente gol deles. Gol contra marcado por Izquierdoz que estava na marcação de Pratto e mandou pro nosso próprio gol. Era hora de correr atrás do prejuízo mais uma vez. Aos 32 minutos Carlitos perdeu um gol incrível. Ábila foi lançado na direita e de calcanhar deu o passe para o Apache que ajeitou e chutou e a bola passou tirando tinta da trave. Ainda dava tempo de tentar o gol da vitória. Faltando poucos minutos para o fim da partida, Tévez partiu em velocidade e deu o passe para Benedetto, Armani fez uma baita defesa e deixou engasgado nosso grito de gol. Incrível o gol perdido por Pipa.

 

E assim, a primeira parte da Terceira Guerra Mundial terminou.

Ainda faltam 90 minutos a serem jogados e nós não deixamos de acreditar.

 

Sobre essa primeira partida Guillermo falou: “Sem dúvidas que vamos dar a vida para ganhar, para dar a volta lá no campo do River. Vamos trabalhar nesses 13 dias restantes e todos sabem que por essa camiseta vamos fazer de tudo e iremos buscar a taça.”

 

Essa também foi uma partida de extrema importância para Agustín Rossi, que sempre muito contestado, com certeza calou a boca de muita gente (inclusive a minha) com suas defesas geniais e seguras.

 

Sobre nosso goleiro, que tem a total confiança do nosso DT, foi dito o seguinte: “De pequeno virou gigante. Desde a lesão de Andrada foi melhorando seu rendimento partida após partida.”

 

La Bombonera estava linda demais. Um recebimento digno de final de Copa Libertadores com tudo o que tem direito. E o mundo nos admira cada dia mais porque fazemos fazer festa, porque alentamos como sempre. Como não somos os únicos, decidimos ser os melhores.


 

MEU PALPITE DE TORCEDORA?

Ainda há muito que melhorar. A defesa teve algumas falhas sim, mas não devemos condená-los por isso. Basta que os erros cometidos não se repitam lá dentro do Estádio Monumental para que a sétima taça seja nossa. Queremos dar a volta lá dentro da casa deles. E que maravilha será comemorar um baita triunfaço da casa do rival.

E se dá para ganhar? Sem dúvida alguma.

 

As promessas já foram feitas, o Boca ganhando é só correr para o abraço e cumpri-las.

 

Bostera soy y Boca es la alegría de mi corazón.

 

Foto: @bocajrsoficial


 

Por Adriene Domingos