MEU FURACÃO DA RAÇA VIVE

 

 

Entre trancos e barrancos. Entre um pênalti perdido e dois gols maravilhosos. Entre a preguiça de alguns jogadores e a raça de outros. Entre uma diretoria insolente e uma torcida apaixonada: O MEU FURACÃO VIVE.

Noites de jogos válidos por torneios sul-americanos são sempre especiais. Seja pela necessidade da vitória, pela magia do mata-mata, pela oportunidade de ver o estádio mais cheio que o normal ou por ver o Furacão das Américas em campo.

O jogo de ontem (26), na Arena da Baixada, contra o Peñarol, foi esperado pelos atleticanos mesmo com a situação atual do time no Brasileirão, a recente desclassificação na Copa do Brasil, os 100 dias e 7 jogos sem vencer.

Porém, como numa batalha típica de Sul-Americana, com direito a pênalti perdido e duas expulsões, o Furacão ganhou de 2 a 0.

O Atlético não deu descanso. Iniciou o jogo em cima do Penãrol, com Marcelo comandando o ataque e mostrando que retornou mesmo. Na primeira chance que apareceu, pênalti em cima dele.

Um jogo desse porte não poderia acontecer sem uma pitada de drama. Bergson dirigiu-se para o centro da área, mas a ordem foi para que Raphael Veiga batesse. Veiga bateu no meio do gol e o goleiro Dawson fez a defesa. Um banho de água fria nos torcedores logo no início.

Os uruguaios chegaram junto. Para marcá-los, só mesmo alguém muito experiente em marcar sul-americanos: El Comandante. Lucho González fez uma partida impecável, mesmo após a expulsão de Wanderson no final do primeiro tempo, jogando mais recuado e auxiliando Paulo André na marcação.

No segundo tempo, mesmo com um jogador a menos, o Furacão não se acovardou. Buscou os espaços e a agilidade de Marcelo a todo tempo.

E foi através do Usain Bolt das Araucárias que nasceu o primeiro gol do Atlético. Com uma saída impecável do goleiro Santos na batida do tiro de meta, a bola alcançou Marcelo, para desespero do arqueiro do Peñarol, que saiu com tudo do gol, acertou uma joelhada no seu próprio zagueiro, e não conseguiu impedir que Marcelo abrisse o placar em sua reestreia: 1 a 0 para o Furacão.

(Foto: Internet)

 

Na sequência, Gabriel Fernández, numa marcação dura em cima de Marcelo foi expulso. Se com um jogador a menos o Furacão não retrancou, imagina o que fez no mano a mano.

Aos 34 minutos, Jonathan fez um passe certeiro para Pablo chegar com toda vontade e marcar o segundo do Furacão. Ainda deu tempo para Marcelo deixar Pablo na cara do gol mais de uma vez, mas o atacante não conseguiu converter.

Em entrevista pós-jogo, Pablo reconheceu os gols perdidos: “O gol foi uma jogada muito boa. Começamos de um lado, terminamos do outro lado, com a assistência do Jonathan. Os dois gols, eu não posso perder, não. Imagina se o jogo está 0 a 0 ou 1 a 0 para os caras. Então, tem que fazer. Foram dois lances do Marcelo, que fez uma grande partida, e não posso perder esses dois gols, não. Não estou nenhum pouco satisfeito com esses gols que eu perdi”.

(Foto: Albari Rosa)

 

Tanto os jogadores, como o técnico Tiago Nunes, ressaltaram a importância do apoio da torcida. Uma pena que a diretoria não pense como eles, o que será, oportunamente, objeto de uma análise em separado por esta colunista.

(Foto: Albari Rosa)

 

Com o 2 a 0, o Furacão está na vantagem para o próximo confronto que será no dia 7 de agosto em Montevidéu, no Uruguai!

 

Por Daiane da Luz