MUITA FÉ PARA CRESCER

 

(Foto: Arquivo Pessoal)

Em 2015, uma estrela brilhou no escudo do Operário Ferroviário. Após 103 anos, seu primeiro título grande, um estadual em cima do Coritiba. Gritos, euforia por todos os cantos da cidade a 100 km da capital paranaense.

Com grande orgulho, ressurgiu um ano depois, porém com cabeça baixa e rebaixado daquele campeonato. Para vaga na Série D ainda existia uma chance, um torneio sub-23 traria aquela tão sonhada reviravolta. Essa foi dada como obrigação e com um time recém-formado nos tornamos imbatíveis. Os campeões! E consagrados com esse espaço no futebol brasileiro.

Na Série D, um time sem favoritismos, o famoso "saco de pancadas" éramos nós. Primeiro a fase de grupos, que foi passada com sucesso. Logo depois, cada jogo um tipo de nervoso diferente. Ninguém imaginaria que aquele time da Série B do estadual chegava onde chegou. Aquele temido mata-mata traria o orgulho de volta a Vila Oficinas (local em que se situa o estádio). Vaga na C e a euforia voltava aos gramados. A final foi obrigação e, assim, se consagraram campeões.

Então veio a Série C, muito esperada porém sem chances de subir, chegamos sabendo que de lá não sairíamos. Uma vitória em casa, vitória fora, só três derrotas na fase de grupos. Sem favoritismos, disputaríamos a vida contra o Santa Cruz. Uma derrota simples de 1x0 fora de casa com chances de ainda virar. Em casa, estádio lotado por crianças e também por aqueles torcedores de longa data, com três gols e muito suor: estávamos na Série B.

Todos agora conheciam e temiam o Operário, fantasma que assombrou os estádios por onde passou e, na semi contra o Bragantino, se consagrou.

(Foto: Extraída da Internet)

Na final em casa, um gol relâmpago, aos 24 segundos Dione Ribas marcou o primeiro gol do primeiro jogo que jamais será esquecido pelos operarianos, mas o revés aconteceu e com um empate em 3x3 o jogo terminou.

A missão era fora de casa, e com um santo no time, São Simão, nenhum bola do rival entraria naquelas redes nesse dia. Só um gol marcaria aquela data e Bruno Batata foi quem o fez. Emoção por toda Ponta Grossa. Jamais conseguiria explicar a emoção de torcer pra esse time, em que agora três estrelas brilham no seu escudo e marcaram a nossa história estampadas no futebol e no Brasil.

 

Por: Malu Rios