Mulheres que amam

 


 

Foto:Saltoemcampo

 

Amor, a palavra que nos envolve desde o útero de nossas mães, palavra no qual encontramos sentido para a vida, para viver. Com diversos sinônimos cuja um deles seja amar, compartilhar e vivenciar cada momento, seja ele feliz ou triste, seja ele de estrema euforia ou de total solidão.        

 Crescemos com a difícil tarefa de ser mulher,  e não é exagero. Em um país repleto de "pode", "não pode", fomos forçadas a entender que futebol é coisa de homem e ponto final, que temos de ser submissas em vários assuntos. Difícil se calar quando se tem personalidade, quando o "não" se torna um, "vá em frente", quando a vontade de ser quem você é fala mais alto, quando uma camisa e um time te torna mais feliz.

 Esporte no qual 11 jogadores de 2 equipes se enfrentam, visando o gol adversário ... Mas na prática é algo indescritível, algo que independe sexo, etnia ou religião, é nesse sentimento que nos tornamos um só raça, a raça humana. Exagero ? Não, é futebol!

  Pré- conceito? Sim ele existe e em tudo que nos fazemos, desde o momento que decidimos por fazer algo, seja ele o mais simples ou mais complexo. Subestimadas até o último fio de cabelo, e isso nos torna mais forte, mais capaz de ir além e com muita competência e elegância ocupar nosso espaço. Ser mulher e amar futebol não é tarefa fácil,  porém nossa batalha diária se perpetua, e se engrandece. Somos um time, um clube, no qual compartilhamos alegrias e frustrações, no qual nos identificamos em histórias de mulheres reais quem tem como característica o amor aos seus clubes e a ousadia de fazer o que amam.

  Mães, filhas, amigas, esposas, donas de casa, mulheres que tem a teimosia no sangue e o futebol na alma!


por Ingrid Souza