Na vitória ou na derrota, não é mesmo?

Fonte: Extraída da Internet

Uma derrota em clássico, uma torcida corneta, um time apático e um bombardeio de ‘volta Jailson’, tomaram o meu facebook pós-jogo. Eu me assustei, e desde então me pergunto que tipo de torcedores estão se tornando?

Eu não sei em que universo a torcida vive, mas a minha formação como palestrina só se deu por completa, quando me vi apoiando meu time nas piores derrotas, com os piores elencos, e nas maiores pedreiras. Já vi meu elenco formado por jogadores, que hoje não serviriam para lavar o uniforme do time atual. Eu me tornei Palmeiras, principalmente quando o meu time era subestimado pela mídia, e menosprezado por outros torcedores. Quantas vezes eu não assisti um jogo com lágrimas nos olhos? Quantas noites eu mal dormia, tentando entender o porquê os jogadores não davam a vida, já que talento, eles quase não tinham? Foram inúmeras vezes, inúmeras lágrimas e inúmeras noites mal dormidas.

A mídia, o menosprezo, as brincadeiras, as tirações de sarro, nada disso me importava, eu era Palmeiras, isto bastava, eu estava lá.

As coisas sempre mudam não é mesmo?

De time menosprezado à melhor elenco do Brasil, de subestimado á campeão de tudo, e lá estava meu Palmeiras, na boca dos rivais, e da mídia, todos de olho em nós. Viramos um time temido, um time a ser abatido, um time campeão, um time que dava medo, qualquer vitória no campeonato, estávamos nós estampados em todas as manchetes, uma valorização sem tamanho, e uma superexposição. Mas nós nunca estivemos preparados para isso, nós sempre fomos o time que ia pelas laterais, comendo pelas bordas, o time que engolia manchetes absurdas e depois calava mídia, em campo, com canecos.

Desde o começo do ano, o torcedor vem brigando entre nós mesmos, como crianças mimadas e birrentas, que nasceram em tempos diferentes, e que esperneiam, gritam, choram e se jogam no chão quando as coisas não acontecem como eles querem que aconteça.

Ter o melhor elenco do Brasil, não significa zero erro. O ídolo que carregou o Palmeiras nas costas não pode errar que merece ‘ esquentar banco’, eu cheguei a ler, “Prass precisa pensar na carreira”,  o Professor não pode tentar jogadores novos, escalações testes, porque inovar e testar, ‘não está a altura do Palmeiras’... O que o torcedor está virando? O que vocês estão virando? Vamos dar um tempo. Parem de agir como crianças mimadas que não aceitam as coisas!

O Prass é excepcional em varias vitorias, faz defesas incríveis e como todo goleiro tem os seus erros, ele errou, se desculpou, assumiu o erro. Antes de tudo um grande homem, que veio para o Palmeiras, para jogar a série B quando muitos se recusaram. Um cara que já provou que tem garra, e que já enfrentou várias crises para chegar até aqui. Um goleiro que defende pênalti dentro da casa do adversário, e que bate palma para o time campeão. Isso é ingratidão, ele salva o Palmeiras no mínimo três vezes por jogo, e a torcida vem falar de esquentar banco?  Vocês estão cobrando da forma errada, não é assim que se cobra... Vamos pedir dedicação ao time, vamos exigir um empenho do técnico, mas pelo amor de Deus, ele chegou agora, ele precisa testar, vamos usar da paciência. Incentivar, gritar, pular, cantar, mas não fazer isso que estão fazendo.

Nós não vencemos há 15 anos naquele estádio, e a culpa, é do Prass? Eu não quero acreditar que a torcida tem esse pensamento, eu custo a acreditar, que sejam tão ingratos. Parte da torcida não aprendeu que futebol é assim, um dia se perde, o outro se ganha, a torcida desaprendeu a perder. Se não querem um time mimado, não sejam mimados também. TODOS PERDEMOS, não tem um culpado. E vejo a injustiça que fizeram com o Vitor Hugo, se repetindo com o Prass.

FICA PRASS, DESSA VEZ QUEM PEDE DESCULPA SOMOS NÓS, LEVANTA A CABEÇA E ANDA, PRECISAMOS DE VOCÊ!

DE TORCEDOR, PARA TORCEDOR – UM DESABAFO DE ISABELLA BRIGNOLI.