Não deu para São Prass

 

Ser palmeirense é assim, ir do céu ao inferno em 70 segundos, sofrer pela derrota, respirar a esperança e amargar uma eliminação, pois não é só de vitórias que vive o nosso amor.

O Palmeiras foi eliminado pelo Santos na Vila Belmiro, sem a sua torcida, sem a garra na etapa inicial e queríamos, mas teve garra no segundo tempo, sobrou esperança, mas mesmo assim não deu.

Palmeiras teve um péssimo primeiro tempo na Vila, confesso que o time da primeira etapa do jogo me lembrou aquele time do Marcelo Oliveira, time apático, sem adiantar a marcação, festival de passes errados, time nervoso e sem criação no meio campo, contando com o Alecsandro como armador da equipe, porque o Robinho nem parecia estar em campo. Foi um primeiro tempo desesperador. Só que o futebol é cheio de ironias, quando o Palmeiras finalmente melhorou o seu ritmo de jogo levou o primeiro gol do Santos.

Mas o time voltou bem melhor no segundo tempo, adiantando a marcação, acertando na troca de passes e finalmente chegando com perigo ao gol santista. Mas como eu disse ali em cima, futebol e suas ironias. Com o jogo equilibrado e um Palmeiras melhor, o Santos chegou ao seu segundo gol. Ali, tudo parecia perdido, a gente continua sentado na frente da televisão, olhando o relógio, calculando o tempo, ainda dá pra empatar!

https://imguol.com/c/esporte/ff/2016/04/24/rafael-marques-que-anotou-os-dois-gols-do-palmeiras-no-tempo-normal-comemora-o-segundo-tento-na-vila-belmiro-1461532085159_615x300.jpg

(Fonte: UOL esporte)

O tempo se arrasta e quando passa dos 40 minutos do segundo tempo, você já meio que joga a toalha, o lado apaixonado fala que ainda dá, teremos os acréscimos, por que não?! Eu sei que dá! Porque sou Palmeiras e enquanto eu não ouvir o apito final eu acredito que tudo é possível. E foi. Aos 42 minutos do segundo tempo, com os gritos de eliminados da torcida do Santos, Rafael Marques, que entrou no lugar do Alecsandro, fez o primeiro gol alviverde. Pouco mais de 70 segundos depois ele de novo, nos levou ao empate, com direito a expulsão do Cuca por comemorar demais o empate. Como é bom ser palestra! Silenciar a Vila Belmiro com sua torcida única e o olhar atônito dos jogadores do Santos que já tinham a classificação certa, isso é ser Palmeiras!

Fomos aos pênaltis, aqueles pênaltis que perdemos na mesma Vila no paulista do ano passado, os mesmos pênaltis que em casa nos deram a Copa do Brasil, como o nosso goleiro quase santificado, Fernando Prass. Acreditamos nas forças daquelas luvas para ganhar a classificação. Tudo parecia bem quando o Prass defendeu a primeira cobrança do Santos, cobrada justamente pelo Lucas Lima.

Mas não adianta confiar apenas no goleiro quando os batedores não vão bem. Prass não fez mais milagres nas cobranças seguintes e os batedores Palmeirenses perderam cobranças importantes: Rafael Marques, Lucas Barrios e, ele mesmo, Fernando Prass. Prass tem todos os créditos, não vai ser uma falha naquela cobrança que fará esquecermos o excepcional goleiro que ele tem sido nas nossas traves. Para mim muito mais imperdoável é ver uma contratação milionário de um atacante como Lucas Barrios perder pênalti. Difícil é ver Rafael Marques que nos levou ao céu e novamente ao inferno.

Não foi fácil aguentar essa derrota nos pênaltis. Mas o Palestra é nossa sina, e mesmo que o dia de hoje seja difícil, assim como foi o dia seguinte da eliminação da Libertadores, nós sempre seguiremos juntos. Isso meus amigos, é mais forte que qualquer casamento.

Cuca está otimista com o Brasileirão deste ano, deixou claro que vamos brigar pelo título. Já anunciou que teremos uma reformulação grande na equipe para o Brasileiro, jogadores serão dispensados para enxugar o elenco e reforços serão solicitados. Cuca já demonstrou interesse no meia Juninho do Audax que é do Palmeiras e deve retornar do empréstimo. Teremos também a volta do Tobio que tinha sido emprestado para o Boca Juniors e acho que podemos ter novas surpresas por ai.

A equipe e seu treinador terão três semanas para refletir e digerir as duas eliminações precoces do primeiro trimestre de 2016. Deixar esse time mais preparado para, de fato, brigar pelo título brasileiro, amadurecer os meninos da equipe, buscar laterais que deem confiança para esta equipe, contar com a volta de Dudu e Allione, e, pelo amor de Deus, entender que o Robinho não dá mais e que eu nem consigo entender porque o contrato dele foi renovado...

Enfim, teremos três semanas de ausência de jogos do Palmeiras, mas dia 14 de maio estaremos de volta diante do Atlético Paranaense em busca dos primeiros 3 pontos do Brasileiro.

Sempre avante!

Marcela Permuy