Não tinha como ficar melhor, mas ficou!

Era dia 24 de maio de 2012, meu aniversário e dia de Grêmio.

 

Não sei como surgiu e de que forma descobri a minha paixão pelo futebol e meu amor pelo Grêmio. Mas, tem coisas que acontecem por acaso e se tornam o melhor acontecimento de nossas vidas. Tem momentos que, para cada torcedor, ficará marcado e feito de lembrança para o resto da vida. Alguns podem lembrar da primeira visita ao estádio do clube, outros da primeira vez que vestiram o manto, outros por chorarem de alegria ou tristeza por aquele lance de jogo que poderia ter mudado um campeonato.

 

Cada um tem o seu momento e o meu, eu vou contar para vocês.

 

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Imagem: Grêmio Oficial


Todo dia 24 de maio, é importante tanto pra mim quanto pra minha família, pois completo mais um ano de vidinha e sempre busco fazer algo que marque esta data e que me faça sentir o porquê estou aqui. Em 2012, realmente, vi que a minha presença foi notada e pude sentir o que é ser torcedora.

 

Mas vamos por partes porque é muita emoção para eu falar tudo de uma vez...

 

Há poucos dias da data, recebi um e-mail do Grêmio convidando eu e um acompanhante para assistir ao jogo entre Grêmio e Bahia pelas quartas de final da Copa do Brasil, que aconteceria no dia 24, meu aniversário, no Olímpico. Lógico, que não poderia deixar de aceitar. Como sempre, escolhi meu pai para me acompanhar já que ele é meu companheiro de Grêmio.

 

COPA DO BRASIL

 

A Copa do Brasil de 2012 foi a 24ª edição da competição que é organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e naquele ano ela foi disputada entre 7 de março e 11 de julho.

 

Na primeira fase, o Grêmio enfrentou o River Plate – SE e ganhou por 3 a 2 no jogo de ida e por 3 a 1 no jogo da volta. Assim, nos classificamos para a 2ª fase da competição. Já na próxima fase, jogamos com o Ipatinga. No jogo de ida ganhamos de 1 a 0 e no jogo de volta por 3 a 0.

 

Era nítido como estávamos jogando bem, através dos resultados víamos que o Grêmio era candidato ao título daquele ano e tinha tudo para chegar à final. Diante dos resultados, fomos para o mata-mata.

 

Nas oitavas de final passamos pelo Fortaleza, depois chegamos nas quartas de final para jogar contra o Bahia, passamos para a semifinal e lá fomos parados pelo Palmeiras, que foi consolidado campeão da Copa do Brasil 2012. Perdemos para o campeão, mas por pouco não fomos à final.

 

GRÊMIO X BAHIA

 

Ainda falando sobre o jogo contra o Bahia, no qual eu fui e vivenciei um dos melhores e mais marcantes momentos como torcedora.

 

O jogo de ida foi fora de casa, no estádio do Pituaçu, em Salvador. Lá garantimos a vitória por 2 a 1 de virada e, assim, garantimos uma baita vantagem para o jogo da volta.

 

O jogo da volta aconteceu no Olímpico Monumental e lá garantimos a vaga para a semifinal da competição por 2 a 0 com gols de Miralles e Marcelo Moreno.

 

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Imagem: Grêmio Oficial (www.gremio.net)


O Grêmio era comandado por Vanderlei Luxemburgo e foi a campo com Victor, Edílson (Gabriel), Gilberto Silva, Naldo, Pará, Fernando, Souza (Vilson), Léo Gago, Marco Antônio (Rondinelly), Marcelo Moreno e Miralles.

 

Já o Bahia foi a campo com Marcelo Lomba, Fabinho, Rafael Donato, Titi, Gerley, Fahel, Hélder, Gabriel, Magno Cruz (Zé Roberto), Lulinha (Junior), Ciro (Rafael Teixeira). Técnico: Falcão.

 

O primeiro gol veio aos pés de Miralles quando aos 12 minutos do 1º tempo, recebeu cruzado de Edilson, deu movimentação ao ataque e ficou livre para chutar forte ao gol de Marcelo Lomba. Na primeira etapa, o Tricolor estava livre, podendo atacar e jogar tranquilamente. E no segundo tempo, continuou mostrando superioridade.

 

No início do segundo tempo, o Grêmio ampliou o placar com Marcelo Moreno que recebeu de Miralles e finalizou ao gol sem chances de defesa. O time adversário estava em maus bocados, as substituições de Falcão não surtiram efeito e ainda precisou lidar com a expulsão de dois jogadores. Para a nossa alegria conseguimos nos manter firmes no jogo. A equipe gremista obteve diversas chances de gols, mas o jogo terminou em 2 a 0.

 

Foi um jogo típico dos tempos do Olímpico. Uma partida boa de acompanhar, a torcida empurrando o time e a equipe respondendo com vitória e fazendo jus a boa fase em que estávamos.

 

Mas, não parou por aí.

 

Por ser sócia do clube, eu iria no jogo com o meu pai, no intervalo desceria até o campo e tiraria foto com os demais aniversariantes e tudo aquilo já estava mais do que maravilhoso pra mim.

No momento do intervalo do jogo fui até o gramado, passei por dependências que só jogadores e imprensa tinham acesso.

 

Conhecer esses espaços numa época de transição que era dar adeus ao Olímpico e inaugurar a Arena, teve um outro olhar e sentimento. Sentimento de gratidão, sabem? De poder ter acesso ao que diversas vezes foi lugar de alegria, tristeza, grito e silêncio.

 

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Em campo - Arquivo pessoal


Entre os aniversariantes que são sócios, o clube fazia sorteio e um deles participava da coletiva pós-jogo com o técnico e mais dois jogadores. SIM! De todos os presentes de aniversário, esse foi o melhor. Eu ganhei a coletiva!

 

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Imagem: Grêmio Oficial (www.gremio.net)


Naquela época o técnico era Vanderlei Luxemburgo e foi com Miralles e Souza que participei da coletiva.

 

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Com cara de assustada, mas estava com os jogadores - Arquivo pessoal


Sinceramente, eu nem lembro do jogo em si e nem dos gols daquele dia. Até porque era uma mistura de sentimentos, de felicidade/nervosismo/ansiedade/êxtase por estar vivendo tudo aquilo. Estar lá, do lado dos jogadores e do técnico, de frente com a imprensa e saber que é só questão de oportunidade (e coragem) para que aquilo que sempre sonhou se realize, não tem preço que pague.

 

Com toda certeza do mundo, esse foi um jogo inesquecível para mim. Não pelo jogo em si, mas pelo o que eu vivi. Acredito que para aqueles torcedores que, assim como eu, gostam de estar perto e ter um pouco de contato com a comissão técnica e que conseguem conquistar isso, o resto é lucro.

 

Naquele 24 de maio de 2102, estava completando 14 anos de idade quando tudo isso aconteceu e se realizou. Hoje, com 19, eu vejo como fui privilegiada por conseguir viver todo aquele momento. Sempre que era possível ia com meus pais em jogos no Olímpico e quando conseguimos vamos na Arena e é impressionante como a gente cresce com essas experiências que são colocadas em nosso caminho.

 

Nada acontece por acaso, então, quem sabe eu precisei participar daquela coletiva para conhecer o Olímpico como ele realmente era e para me tornar a torcedora que sou atualmente.

 

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Arquivo pessoal


Saudações tricolores! Com o Grêmio onde o Grêmio estiver!

 

Por Bethania Formighieri