Nem tanto ao céu, nem ao inferno

É nítido que time e torcida não saíram de campo extremamente satisfeitos com o magro placar de 1 a 0 para o Atlético. A expectativa era de um placar mais amplo, não devido ao adversário em questão, que mostrou porque tem arrancado elogios no mundo futebolístico, mas porque a equipe é capaz de mostrar mais. Quanto à equipe do Juventude, o que se viu em campo foram jogadores bastante disciplinados taticamente, o que conferia uma boa organização do time, mesmo jogando fora de casa.

FOTO: Site Oficial Atlético-MG

Na arquibancada, a torcida fez o seu papel, enchendo o Mineirão e apoiando o time incondicionalmente. Dentro das quatro linhas, para começar a partida, as únicas alterações em relação ao jogo contra o Internacional, foi o retorno do zagueiro Erazo e a saída de Fred, que já atuou pelo Fluminense na competição, para a entrada de Lucas Pratto. Contudo, já aos 8 minutos, o defensor equatoriano sofreu um choque de cabeça com um jogador adversário e teve que ser substituído por Gabriel.

O início de jogo dava a impressão de que o Galo seria aquele que a torcida tanto espera. O time mantinha a posse de bola com qualidade, tentando chegar ao ataque, mas sem se precipitar. Foi então que aos 17 minutos Lucas Pratto conduziu a bola em direção a área adversária, encontrou Carlos César aberto pela direita, que devolveu ao atacante argentino para abrir o placar. Até os 25 minutos da etapa inicial o alvinegro não dava espaço para os visitantes jogarem, mas logo o Juventude equilibrou a partida e até o fim do primeiro tempo teve oportunidade de chegar ao empate.

FOTO: Site Oficial Atlético-MG

O segundo tempo começou com o Atlético sem se encontrar em campo, sem muita organização e pouco efetivo. O Juventude tentava marcar um gol fora de casa, que seria uma grande ajuda para a decisão do confronto em seus domínios, e levava perigo ao gol atleticano. Marcelo Oliveira tentou mudar o panorama da partida com a entrada de Dátolo no lugar de Cazáres e só um pouco antes da metade da etapa complementar o time começou a esboçar uma melhora.

Mas a evolução parou rapidamente. Carlos César recebeu o segundo cartão amarelo aos 23 minutos e foi expulso justamente. Com um a menos em campo, o comandante alvinegro sacou Clayton para entrada de Patric, que reconstituiria a lateral direita, e viu a sua segunda alteração ser, de certa forma, sacrificada, já que Dátolo passou a retornar bastante para ajudar defensivamente e o setor criativo atleticano parou de funcionar.

A torcida do Atlético se dividia entre querer mais um gol da equipe e que o jogo terminasse sem demoras. No final, o placar se manteve 1 a 0, o Galo levou a vantagem para o jogo de volta, mas sabe que não pode esperar um jogo tranquilo no Rio Grande do Sul.

Nem a atuação da equipe, nem o placar final foi tão bom quanto o esperado, mas também não deve ser crucificado. O Atlético garantiu a vitória sem tomar gol dentro da sua casa e precisa apenas de um empate para se garantir na próxima fase da Copa do Brasil. O jogo de volta será no dia 19 de Outubro, no estádio Alfredo Jaconi.

Por Júlia Campos

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