No choque-rei, reinado de zagueiros

Pelo alto e avante! Palmeiras recebeu o São Paulo em casa e de virada, com gols de seus dois zagueiros, ganhou a partida e manteve folga na liderança.

 

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Fonte:  SporTV

 

Clássico no Allianz Parque é certeza de casa cheia e podemos dizer que certeza de vitória. Nesta quarta-feira (07) o Allianz recebeu 39.944 torcedores para prestigiar o clássico com o São Paulo. Nos clássicos no Estado de São Paulo, é sempre bom lembrar, que por determinação da Secretária de Segurança Pública não há torcida adversária no estádio.

Palmeiras entrou em campo com uma escalação um pouco diferente da habitual. Cuca, que vinha trabalhando em vários treinos fechados, surpreendeu há muitos quando escalou o meia Allione. Além disso, Erik, que vinha assumindo a vaga deixada por Gabriel Jesus em sua ausência em função da seleção brasileira, foi deixado no banco para entrada de Rafael Marques.

O primeiro tempo foi muito truncado. O São Paulo se defendia como podia, o Palmeiras, por mais que dominasse a posse de bola, tinha dificuldades em concluir as jogadas em direção ao gol. No jogo truncado do primeiro tempo da partida, faltou um diferencial individual de algum jogador da equipe para furar a defesa são paulina.

O Palmeiras voltou para o segundo tempo sem modificações, mas voltou desligado na etapa complementar. Nos primeiros minutos de apagão palmeirense, a equipe do São Paulo chegou ao gol de Jailson com Chávez. Foram quase dez minutos de pressão do São Paulo. O Palmeiras melhorou e em uma bola parada chegou ao gol de Denis com Mina, que subiu bem alto (se é que é possível ser mais alto que esse jogador de quase dois metros) e de cabeça empatou o jogo.

Depois do gol de empate, os donos da casa voltaram a assumir o controle do jogo e passou a atacar os visitantes de maneira muito mais incisiva, dando muito trabalho aos zagueiros e ao goleiro adversário.

A pressão palmeirense foi coroada com mais um gol, também de cabeça, também de zagueiro, desta vez Vitor Hugo, aos 25 minutos, marcou a virada palmeirense.

O Palmeiras seguiu atacando, mas foi necessário realizar algumas alterações ao longo do segundo tempo. Gabriel Jesus no lugar de Allione (não foi muito bem no jogo), Thiago Santos no lugar de Moisés (aparentemente com desgaste) e Cleiton Xavier no lugar de Gabriel (aparentemente também em virtude de desgaste após uma falta mais dura).

Após os 35 minutos de partida o Palmeiras começou a adotar uma postura mais defensiva. Aos 40 minutos a equipe alviverde não tinha vergonha alguma em demonstrar que estava jogando fechado e apenas defendendo o seu placar. Pressão final são paulina que de nada adiantou, afinal nossos zagueiros antes de serem artilheiros, são a defesa que ninguém passa.


Zaga Palmeirense: espetáculo a parte

Daniel Volney/Gazeta Press

Fonte: ESPN

Se no jogo contra o Fluminense nós falamos aqui que o meio campo alviverde foi um espetáculo a parte, nesse jogo foi a vez da zaga palmeirense mostrar que também sabe dar seu show.

A formação da zaga entre Mina e Vitor Hugo já demonstrou dar muito certo. Os nossos defensores atuaram de maneira impecável, atuando muito bem na cobertura das jogadas e nos cortes do ataque adversário.

Mas a zaga do porco, não é só a defesa que ninguém passa, é a defesa que não deixa passar oportunidade de fazer gols. Coincidência ou não, os dois gols da vitória em cima do tricolor foram dos zagueiros - artilheiros, Mina e Vitor Hugo. Com cambalhota, com garra e com belo futebol, a zaga deu seu show aos quase 40 mil torcedores no Allianz e aos outros tantos milhões em casa.

A bola aérea que era uma conhecida arma palmeirense na temporada passada, também volta a ser uma forte arma nesta temporada. É a equipe que mais fez gols de bola aérea no campeonato.

Substituição abençoada que deu ânimo

Gabriel Jesus na terça (06) estava em Manaus jogando com a seleção brasileira. Chegou na tarde de quarta (07) em São Paulo, retornando em jatinho particular de Paulo Nobre.

Como todo mundo esperava e por razões óbvias, Jesus começou no banco. Mas logo no inicio do segundo tempo entrou no lugar de Allione. Mesmo com o cansaço das partidas seguidas da seleção brasileira, Jesus mostrou ter muito fôlego, correu muito, protagonizou belas jogadas individuais e, para variar um pouco, foi muito caçado em campo.

A entrada de Jesus ocorreu logo após o gol do São Paulo, momento em que a equipe estava sofrendo com a pressão adversária. A entrada do jogador parece que contagiou toda a equipe alviverde, que com novo gás assumiu o controle da partida.

Sempre Avante!

Por Marcela Permuy