NO GRENAL DAS AMÉRICAS TEVE TUDO MENOS GOL


Foto: Lucas Uebel


 

Mais de 43 mil torcedores estiveram nesta quinta-feira (13), na Arena do Grêmio, para acompanhar o Grenal das Américas, o primeiro clássico da Copa Libertadores da América.

Os torcedores Gremistas fizeram bonito, alentando durante os 90 minutos de jogo. E que jogo. Em clássico podemos esperar de tudo, ainda mais sendo o Grenal das Américas, e esse teve tudo mesmo: casa cheia, confusões, polêmicas, 6 cartões amarelos, 8 cartões vermelhos e nenhum gol. Assim acabou o Grenal 424, o primeiro da história da Libertadores, Grêmio 0 x 0 Internacional. A partida também ficou marcada como sendo a segunda com maior número de expulsões da história da competição.

O empate não alterou em nada a colocação do Grêmio no grupo E da Libertadores. O Tricolor Gaúcho ocupa a 2°  posição com 4 pontos. O que separa o Grêmio da primeira posição é o saldo de gols, já que o Internacional tem o mesmo número de pontos.

Desde o primeiro tempo tudo indicava que seria um grande jogo, devido a marcação serrada. Foram poucas as chances de abrir o placar e quando houve a possibilidade, os goleiros fizeram sua parte. O Tricolor Gaúcho teve sua grande chance aos 4’ minutos quando Geromel de cabeça tocou no canto de Marcelo Lomba.

Diferente do primeiro tempo, a etapa complementar foi marcada por ter sido um jogo mais intenso e faltoso. O Grêmio atacou mais, mas com poucas finalizações. O Tricolor teve sua chance inicial dom Jean Pyerre aos 18’ minutos, quando chutou de fora da área, e aos 38’ quando Luciano tentou encobrir e acabou perdendo uma grande chance. Mas o ponto alto do jogo foi aos 40’ minutos após Pepê e Moisés se desentenderem. Uma briga generalizada em campo se iniciou e resultou em 8 expulsões, 4 para cada lado. A partida até teve continuidade, o Grêmio ainda tentou atacar com Geromel e Lucas Silva, mas a bola não quis entrar. 

E assim acabou o primeiro Grenal das Américas em 0 x 0. O pós jogo rendeu enquanto Renato Portaluppi dizia que: “não tinha time de freiras”, se referindo que, se os adversários partissem para a briga, seus jogadores não ficariam quietos. Já o presidente Romildo preferiu aderir ao discurso de que já havia passado e que o assunto estava encerrado.

 

Noara Tainá 

 

*Esclarecemos que os textos trazidos nesta coluna, não refletem, necessariamente, a opinião do Blog Mulheres em Campo.