... nos últimos minutos o empate

Partida por vaga nas quartas de final da Sul-Americana, Fluminense x Nacional empatou em 1 x 1

 

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Foto de Lucas Merçon

 

Com um Júlio César eficiente, uma zaga que aos trancos e barrancos, segurou o ataque rival, um Sornoza sonolento, jogadas repetidas pelo lado direito, grande dificuldade de entrar no campo ofensivo e erros nas finalizações o Fluminense se apresentou ontem à noite no Salão de Festas. Para quem almeja o título, o time precisa com urgência entender que não será com o futebol apresentado contra o Nacional. Um duelo com jogo de volta.

Para subir novo degrau e triunfar com a classificação, o Tricolor precisa vencer o próximo confronto, em Montevidéu na próxima semana, ou empatar por mais de dois gols. Faz-se também necessário que Marcelo Oliveira aposte mais na sua criatividade, ouse nas escalações, claro que com coerência, e tenha um papo sério com o elenco. Já ficou claro que com a união da vontade de vencer e entrega individual, o time pode vencer grandes desafios. Aquela máxima de “basta querer”.

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Um momento da partida

Foto de Lucas Merçon

 

Sobre o jogo...

O Fluminense começou bem a partida e teve mais controle de posse de bola nos primeiros dez minutos, até o momento em que o adversário mostrou suas garras e fez zaga e goleiro trabalhar. O Tricolor não soube furar os defensores enquanto o ataque uruguaio abriu espaços e avançou. Júlio césar fez boas defesas. Nossa zaga é uma coisa horrorosa quando quer e, desta vez, segurou com muitos chutões, meio desordenada e isso fez o torcedor reclamar por demais nas arquibancadas.

Dezesseis minutos. Gum abriu o placar. Sornoza cobrou falta certeira na segunda trave e o zagueiro subiu e cabeceou, sem chances para o goleiro Conde. Arquibancada gritou o nome do jogador e eu ouvi em alto tom “nunca critiquei”. Adoro. Minuto seguinte, o árbitro anulou o gol. Como João de Deus é nosso, o VAR validou nosso tento e as arquibancadas, novamente, comemoraram e saudaram o ídolo. “Gum Guerreiro”.

Uma jogada bacana. Luciano trabalhou a falha da saída de bola do rival e cruzou para Sornoza, na área, chutar por cima do travessão.

No segundo, o Nacional cresceu. Estava claro que queriam ao menos um empate e partiram para cima. Nosso arqueiro trabalhou. Aos 30 minutos, a torcida gritou o segundo gol, feito por Everaldo, só que o árbitro de vídeo anulou por impedimento. Particularmente, achei duvidoso.

Foi sentindo na pele a chuva fina e insistente a cair do céu que tricolor viu a vitória escapar por entre a bola que entrou na rede de Júlio César, aos exatos 42 do segundo tempo. Zunino é o nome do fofo.

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Ayrton Lucas fez boa partida

Foto de Lucas Merçon

 

Nosso treinador Marcelo Oliveira falou com a imprensa após o final do jogo. Disse que o gol de empate teve gosto amargo, inclusive ele gosta de tal expressão, pois já a usou antes, e que o time tem tudo para fazer dois tempos mais regulares. Ele reafirmou sua esperança de classificação.

“É possível sim. Esse grupo já se superou diversas vezes. Assim como eles empataram aqui, podemos vencer lá. O que precisamos é ter uma atuação mais regular. Começamos bem, marcamos, mas depois passamos a dar muitas chances a eles. No segundo tempo foi mais controlado, corrigimos a marcação. Tivemos bons contra-ataques, mas faltou capricho. De toda forma, o Nacional é um time bom, luta muito, tem bons jogadores. Vamos nos preparar bem e temos certeza que podemos voltar com a classificação”, afirmou.

Sobre a tal regularidade dos dois tempos das partidas, ele disse ser seu grande desafio.

“Fomos bem contra o Atlético, hoje estava bem controlado até o gol. Era um jogo difícil, apesar da expectativa de uma vitória mais convincente, acabamos levando um gol. É um desafio nosso. Vamos buscar essa consistência. É para isso que se treina”, colocou.

 

Minha Gratidão...

Assisti ao jogo ao lado de Mauricinho e Thiaguinho, ambos do Núcleo 39 – Região dos Lagos, do nosso amado diretor Hugo, que infelizmente ficou do lado de fora com o ingresso na mão por falha do clube. Eles imprimiram o seu nome errado e na hora, com toda aquela alegria do bilhete comprado, não percebeu. Fica aqui meu apelo ao clube para alguma solução.

Minha resenha final foi muito bem acompanhada por alguns dos “crias” da minha querida Força Flu. Chimboca, Fabinho, Flávio Sino, Magrão, galera da Maré e da Baixada. A Maré fica para a próxima. Foi bom te rever Marcinho Sobranada e deixo aqui um beijo para aquele seu amigo com quem conversei. Nada como pratos limpos através das palavras.  Muito Amor envolvido. 1970.

Um copo de cerveja é incapaz de calar uma voz feminina. Para reflexão. Saudações Tricolores!!

 

Carla Andrade